Revista Fim do Mundo
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Published By Faculdade De Filosofia E Ciências

2675-3871, 2675-3812
Updated Wednesday, 01 September 2021

2021 ◽  
pp. 204-222
Author(s):  
Elaine Cristina Santos
Keyword(s):  

A economia das sociedades mundiais do século XX reconheceram no petróleo a sua principal fonte de energia. Contudo, a partir do século XXI, muitas alterações ocorreram face às possibilidades de esgotamento, das oscilações de preços do óleo negro, além das mudanças climáticas e dos impactos sociais destes processos. Apesar disso, o petróleo continua relevante na economia capitalista. Em que pese as contradições quanto ao decréscimo das divisas oriundas da exploração petrolífera na América Latina, os governos denominados à esquerda nas últimas décadas adotaram essa matriz energética como a principal fonte de financiamento do seu desenvolvimento social. Fundaram suas políticas de redução das desigualdades, na renda oriunda do extrativismo dos recursos naturais. O caso a ser analisado é o do Equador, que experienciou um período de bonança petroleira (2006-2013), porém o país não conseguiu dar o salto esperado e romper com as estruturas que o prendem ao subdesenvolvimento.


2021 ◽  
pp. 133-157
Author(s):  
Nathan Santos ◽  
Marcela Darido
Keyword(s):  

Este artigo recupera o debate sobre a concepção de desenvolvimento, contraposta por teorias decoloniais latinoamericanas. A América constituiu o lócus privilegiado para a continuidade das relações coloniais de subserviência no capitalismo. Ao serem destituídos os poderes imperiais e metropolitanos nas ex-colônias, os processos de independência deflagraram o desenvolvimento do capitalismo para além da Europa. Junto às relações de produção do assalariamento e propriedade privada, os padrões de consumo e a consolidação dos Estados-Nação modernos no Novo Mundo, instaurou-se a cosmovisão capitalista. Uma história unilinear, um único modo de viver e somente um padrão de produção de conhecimento e organização social. Defendemos, pois, que ao invés de objetivo, o desenvolvimento é uma farsa que constrangeu o pensamento econômico e social na América Latina à reprodução inacabada, imperfeita e colonial da civilização burguesa eurocêntrica. A superação de tal farsa reside na decolonização do saber e na práxis revolucionária.


2021 ◽  
pp. 273-285
Author(s):  
Lincoln Secco

The article presents methodological considerations about the role of Auguste Blanqui in the invasion of the assembly by a unarmed crowd in May 15, 1848 in France.    


2021 ◽  
pp. 343-346
Author(s):  
Daniel Lopes Faggiano

2021 ◽  
pp. 281-305
Author(s):  
Luiz Fernando França

Com base na leitura de um conjunto de vinte e seis estórias angolanas e moçambicanas que tematiza as relações de trabalho do contexto colonial, apresento neste artigo uma síntese do que chamo de estrutura narrativa de denúncia do trabalho forçado nas literaturas africanas de língua portuguesa. Produzidos nas décadas de 1950/60, os textos analisados utilizam estratégias narrativas – em termos de enunciação, organização de enredo, caracterização de personagens, espacialidade, temporalidade, temática, dentre outros elementos – que, em congruência, revelam a exploração e a resistência dos(as) trabalhadores(as) africanos(as) do campo e da cidade, notadamente como parte do empenho literário participante e da luta contra a violência colonialista, capitalista e racista.


2021 ◽  
pp. 323-341
Author(s):  
Marcio Farias

Este ensaio se propõe a apresentar alguns apontamentos para uma análise das contribuições de  Lukács para o tema do racismo. Reconstitui-se vida e obra com fins de traçar uma conexão entre a base teórica e o debate sobre racismo  . Debatem-se os desdobramentos da obra do autor no Brasil, e como os autores brasileiros baseados em Lukacs debateram o racismo. Aponta se que certas abordagens de autores brasileiros de orientação lukasiana sobre o tema do racismo não se lastreia nas contribuições teóricas do autor , por isso, as fazem a partir de uma caminho peculiar percorrido pelo marxismo brasileiro   


2021 ◽  
pp. 228-253
Author(s):  
Dayvison Wilson Bento da Silva

O presente trabalho objetiva constituir uma abordagem institucional sobre o racismo ao analisar a relação entre repressão estatal direta e discurso ideológico de legitimação, baseando-se nos conceitos de ''Aparelhos Ideológicos de Estado'' e ''Aparelho Repressivo de Estado'', de Althusser. Para tanto, o termo “tropes” foi utilizado em um esforço de expor que, no capitalismo, violência estatal e exploração da população negra (ex.: encarceramento em massa e genocídio) buscam legitimar-se através da construção de narrativas fixas e pejorativas sobre os negros. Estas, por sua vez, circulam pelos meios de comunicação em massa e influenciam o imaginário social ao ocultar ou legitimar tal violência. Na primeira parte será abordada a relação entre racismo institucional e aparelhos ideológicos de Estado; na segunda, a conceituação de tropes e sua função ideológica; por fim, na terceira, uma análise sobre a aplicação dos tropes como aparelho ideológico ao longo dos séculos XX e XXI.


2021 ◽  
pp. 110-132
Author(s):  
Sillas De Castro Ferreira Coelho ◽  
Evandro Ramos da Silva ◽  
Renato Menezes Casagrande Herdeiro

A noção de raça como um conceito relacional, atrelado à análise sociológica, e que se consolida e manifesta na contemporaneidade através de processos políticos e históricos é essencial para a melhor compreensão da sociabilidade humana moderna. Neste sentido, o trabalho aqui elaborado visa corroborar a hipótese de que o processo de modernização do Brasil é, para além de conservador,  fundamentalmente racista. Para alcançar tal objetivo o presente artigo analisa, através de uma leitura histórica de desenvolvimento econômico, as principais características que marcaram o período de transição organizacional do país em direção à ordem moderna. O estudo tem como marco cronológico inicial o ano de 1850, e possui ênfase nas políticas modernizantes elaboradas durante a Era Vargas (1930-1945). Se escancara ao longo do texto como o racismo que se observa hoje no Brasil é de fato a expressão de um processo concreto e profundo de exclusão material.


2021 ◽  
pp. 60-86
Author(s):  
Muryatan S. Barbosa

A partir de uma análise da história das ideias, este ensaio visa investigar a aproximações e distanciamentos entre o pan-africanismo e o marxismo no pensamento intelectual africano, contemporâneo. Para isto, pontua continuidades e descontinuidades essenciais desta relação, a partir da investigação de trajetórias intelectuais e contextos históricos específicos. Por fim, reflete sobre a possível atualidade de tais tradições críticas, tendo em conta a análise previamente estabelecida.    


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