Revista Fim do Mundo
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Published By Faculdade De Filosofia E Ciências

2675-3871, 2675-3812
Updated Wednesday, 05 May 2021

2021 ◽  
pp. 133-154
Author(s):  
André Sena ◽  
Mariana Rodrigues

Este artigo reflete sobre três eixos temáticos distintos e interligados: a pandemia de COVID-19, a ação do governo manifestada na implementação de políticas públicas emergenciais e o pano de fundo do racismo estrutural e da necropolítica como fatores que orientam a maneira como o Estado faz a gestão da crise sanitária. Inicialmente, este trabalho apresenta um breve panorama da pandemia e algumas reflexões das ciências sociais a respeito dela. Em seguida, discutimos a maneira como o Estado brasileiro se colocou diante da emergência de saúde pública, analisando seus investimentos e ações. Por fim, a articulação entre o racismo estrutural e a necropolítica nos permite compreender como se agravou as condições de vulnerabilidades sociais das populações negras frente ao cenário instaurado pelo coronavírus e como cada uma dessas instâncias de poder age para que elas sejam mais intensificada


2021 ◽  
pp. 87-109
Author(s):  
Pedro Henrique Antunes da Costa ◽  
Kíssila Teixeira Mendes

O artigo aborda a morte e o seu sentido na formação social brasileira lançando luz ao momento barbárico intensificado por uma pandemia. Nosso argumento é que a morte, apesar de inerente à humanidade, possui uma determinação social, sendo também uma força produtiva no capitalismo dependente e de constituição colonial brasileiro. Interpretamos aspectos nevrálgicos do modo de produção capitalista e da particularidade de nossa formação social a partir da tradição marxista. Por mais que os meios tenham se sofisticado, incorporando novas formas ou mesmo novos indivíduos, o conteúdo de nossas mortes contemporâneas não se altera substancialmente: a morte segue como desdobramento da questão social e/ou corolário do capitalismo dependente brasileiro e seu caráter autocrático assentado na superexploração da força de trabalho e racismo estrutural.


2021 ◽  
pp. 384-417
Author(s):  
Praveen Jha ◽  
Paris Yeros ◽  
Walter Chambati ◽  
Kenia Cardoso
Keyword(s):  

A presente homenagem a Sam Moyo traz à tona a sua trajetória na tradição Pan-Africanista de economia política e na construção de uma nova dinâmica intelectual autônoma entre África, Ásia, América Latina e Caribe. Nascido no Zimbábue sob o regime colonial rodesiano, iniciou os seus estudos na África do Oeste nos anos 1970, onde obteve a sua duradoura orientação epistemológica pautada na libertação nacional. Ali se consolidava à época um pensamento autóctone do materialismo histórico e lançavam-se importantes iniciativas de colaboração tricontinental inspiradas no movimento de Bandung. Nas décadas seguintes, na época neoliberal, Sam se tornou referência mundial em questões agrárias e fundiárias, destacando-se na sua defesa do campesinato africano e da reforma agrária no Zimbábue. Sempre fiel à libertação dos povos do continente e do Sul, a sua abordagem integrava uma vasta gama de questões relativas ao desenvolvimento sem restrições disciplinares, fazendo de sua missão nada menos que a transformação das ciências sociais herdadas do colonialismo. Foi fundador de diversas iniciativas e instituições de pesquisa no Zimbábue, no continente e no Sul, sendo eleito presidente do Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais em África (CODESRIA) em 2008-2011 e tendo protagonizado na construção da rede tricontinental Sul Agrário (Agrarian South).


2021 ◽  
pp. 307-313
Author(s):  
Maria Heloisa Martins Dias
Keyword(s):  

Em “Irene no Céu”, Manuel Bandeira focaliza uma personagem estigmatizada por preconceitos, à qual busca revitalizar por meio de recursos da linguagem poética. Isso nos permite discutir posições equivocadas e condicionamentos a partir da cena criada pelo poeta do Modernismo brasileiro.


2021 ◽  
pp. 202-227
Author(s):  
Henrique Da Rosa Müller

Através de uma abordagem histórico-sociológica, busquei propor uma articulação entre a produção cientifica negra, a teoria decolonial e a teoria marxista. tendo como objetivo analisar a marginalização e preconceito desenvolvidos pelas diferentes estratégias e projetos de Estado na história do Brasil, desde a escravidão negra ao capitalismo global contemporâneo. Este ensaio teórico não encerra as diversas discussões em torno dos debates étnico-raciais, abertos no contemporâneo da produção científica. Ao contrário, torna-se uma contribuição ensaística na tentativa de evidenciar as múltiplas relações desenvolvidas pelo preconceito e a luta de classes observada na realidade social brasileiras.


2021 ◽  
pp. 155-175
Author(s):  
Rosana Soares Pinheiro Andrade

A associação entre formas capitalistas com formas pré-capitalistas de produção, durante o processo de formação da classe trabalhadora brasileira, nos traz elementos para aprofundar as reflexões críticas acerca do debate em torno do racismo. Nessa direção, o artigo discorre sobre alguns fundamentos da sociedade capitalista relacionando-os à formação da classe trabalhadora no Brasil e sua convivência com a escravidão, objetivando discutir o legado deixado pela escravidão para a classe trabalhadora brasileira. Diante das evidências de manutenção de um ciclo geracional de pobreza entre a população negra, propõe-se a hipótese de que o maior legado deixado pela escravidão na sociedade brasileira é a subordinação de raça interna a luta de classes.


2021 ◽  
pp. 10-14
Author(s):  
Marcela Bonfim ◽  
Leandro Cunha ◽  
Claudinei Roberto Da Silva

2021 ◽  
pp. 60-86
Author(s):  
Muryatan S. Barbosa

A partir de uma análise da história das ideias, este ensaio visa investigar a aproximações e distanciamentos entre o pan-africanismo e o marxismo no pensamento intelectual africano, contemporâneo. Para isto, pontua continuidades e descontinuidades essenciais desta relação, a partir da investigação de trajetórias intelectuais e contextos históricos específicos. Por fim, reflete sobre a possível atualidade de tais tradições críticas, tendo em conta a análise previamente estabelecida.    


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