Revista de Gestão Finanças e Contabilidade
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Published By "Revista De Gestao, Financas E Contabilidade"

2238-5320

2021 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
pp. 73-93
Author(s):  
Isis Tamara Alves da Silva ◽  
Bruna Camargos Avelino ◽  
Eduardo Mendes Nascimento

Este estudo teve como objetivo comparar as percepções de discentes e de docentes sobre a discriminação de gênero no ambiente acadêmico contábil. A amostra analisada foi composta por 314 respondentes que preencheram um questionário eletrônico, entre estudantes e docentes de programas de pós-graduação stricto sensu em Contabilidade de Instituições de Ensino públicas do Brasil. Recepcionou-se, ainda, 206 respostas para um campo aberto do questionário, em que cerca de 70% das(os) respondentes apontaram que não presenciaram casos de discriminação de gênero durante a trajetória acadêmica. Alguns relatos, no entanto, retomaram aspectos como: ausência de mulheres em cargos de gestão dentro das universidades; agressividade no trato voltado às mulheres acadêmicas; comentários sexistas como “brincadeiras” e discriminação quanto à orientação sexual. Foi possível perceber a naturalização da desigualdade de gênero e o modo como isto afeta as mulheres e os homens que se fazem alheios ao problema, pois muitos discursos notadamente demonstraram a naturalização destas desigualdades e de seus efeitos danosos. Espera-se, com este estudo, contribuir com a área ao fornecer material para se pensar em políticas dentro das universidades, estimular diálogos sobre a temática, que ainda é pouco tratada na literatura contábil, além de estimular novas pesquisas para que seus achados atuem como ferramentas de mudança social.



2021 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
pp. 38-53
Author(s):  
Natália Garcia Oliveira ◽  
Niara Gonçalves Cruz ◽  
Laura Edith Taboada Pinheiro ◽  
José Roberto Souza Francisco

O objetivo desta pesquisa é identificar a relação entre a diversificação corporativa e a descontinuidade de operações em empresas brasileiras, listadas na B3 no período de 2011 a 2018. A partir da década de 1980, verificou-se que a estratégia de diversificação não se mostrou eficaz (NAKAO, 2000). Algumas empresas começaram a desfazer suas composições, formadas pelas diversas aquisições ou criações internas, resultando em desinvestimentos. No Brasil, tais operações são pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC 31: Ativo não circulante mantido para venda e operações descontinuadas. Para atender ao objetivo, foram analisados dados de 95 empresas brasileiras, não financeiras, listadas na B3, que contabilizaram pelo menos uma operação descontinuada no período de 2011 a 2018. O modelo econométrico utilizado foi o Logit em painel. Os resultados encontrados permitem inferir que a diversificação corporativa influencia positivamente a probabilidade de as empresas descontinuarem operações. Adicionalmente, verificou-se que empresas maiores são menos propensas a descontinuarem operações, por outro lado, empresas que possuem maior desempenho estão mais propensas a descontinuarem operações. Esta pesquisa pretende contribuir para ampliar o debate sobre operações descontinuadas no Brasil. Trata-se de um tema incipiente e pouco explorado pelos pesquisadores.



2021 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
pp. 54-72
Author(s):  
Luana Cristina dos Santos Oliveira ◽  
Rafaella Duarte Miranda ◽  
Renata Turola Takamatsu

A mortalidade das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) tem sido alvo de estudos no meio acadêmico, contudo, pouco se pode afirmar sobre a relação existente entre a contabilidade, a formação acadêmica do profissional, a consultoria e a sobrevivência das MPEs. Desta forma, o presente estudo objetivou avaliar a percepção dos contadores acerca da sustentabilidade em MPE e como a consultoria contábil poderia auxiliar estas empresas na manutenção de suas atividades. Foram realizadas 12 entrevistas semiestruturadas com profissionais representantes de escritórios contábeis e a análise dos dados captados nas entrevistas se deu por meio de técnicas de análise de conteúdo. Os resultados apontaram como as 6 principais causas dos altos índices de mortalidade enfrentados pelas MPEs, na visão dos entrevistados: burocracias relativas ao mercado; dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas; alta carga tributária; incapacidade de gestão do empreendedor; situação econômica do país; e mudança de ramo e/ou porte da entidade. Ainda, observou-se que estes índices podem ser amenizados por meio da prestação do serviço de consultoria contábil, principalmente no que tange ao planejamento prévio, antes da abertura da empresa.



2021 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
pp. 1-3
Author(s):  
Ricardo José Rocha Amorim ◽  
Francisco Marton Gleuson Pinheiro ◽  
Maria de Fátima Araújo Frazão

Prezados(as) leitores(as),   Apresentamos o primeiro número do ano de 2021, lançado num momento especial, em que a RGFC faz 10 anos, também marcado por condições adversas à publicação e concretização deste periódico, decorrentes dos efeitos da persistente pandemia de Covid-19. A presente edição conta com seis artigos que abordam temas relacionados à Contabilidade e Tributação, Finanças, Gestão, Gênero no Ambiente Acadêmico e Educação Financeira. O artigo Relação entre BTD e Persistência de Resultados: um Estudo após Lei nº 12.973/2014 no Mercado Brasileiro, assinado por Weslei Camelo Lopes, Marcelo Alvaro da Silva Macedo e Alfredo Sarlo Neto, analisou o efeito da relação entre book-tax difference (BTD Total e Temporária) sobre a persistência de resultados durante o Regime Tributário de Transição e após a referida lei, em amostra da base de dados Economática® das companhias não financeiras abertas listadas na B3, dos anos de 2005 e 2017, com adaptação do modelo de Tang (2006) e regressão testada por meio de Mínimos Quadrados Ordinários. Na pesquisa, constatou-se que a persistência de resultados do ano anterior possui relação positiva com a persistência atual independente do período estudado, indicando que o mercado é capaz de prever desempenhos futuros a partir dos lucros correntes. O artigo Influência da Estrutura de Propriedade Familiar na Suavização de Resultados, de autoria de Wanderlan Praia Gomes, Geovanne Dias de Moura, Silvana Dalmutt Kruger e Anderlan Pereira Gomes teve como propósito verificar a influência da estrutura de propriedade familiar na suavização de resultados das companhias abertas listadas na B3, no período de 2013 a 2017. Em um primeiro momento, foram realizadas análises descritivas, tabulações cruzadas, estatística do Qui-Quadrado e teste de Kruskal-Wallis, com posterior aplicação da regressão logística. Os resultados apontam para aumento gradativo no número de empresas que adotaram práticas de suavização no período analisado, o que pode indicar que essas mesmas empresas tenham apresentado lucratividade baixa no período, resultando em indícios de disfarce de prejuízos mediante a suavização dos resultados. Verificou-se, também, que o tipo de propriedade familiar é maioria entre as empresas pesquisadas, que tendem a adotar uma gestão conservadora, o que pode contribuir na suavização de resultados. Por sua vez, o reporte de menor lucro aos investidores pode manter política centralizada de sucessão, pagamento de menos dividendos a terceiros e preservação do capital familiar. Quanto ao artigo Operações Descontinuadas em Resposta à Diversificação: uma Análise das Companhias Brasileiras Listadas na B3, apresentado por Natália Garcia de Oliveira, Niara Gonçalves da Cruz, Laura Edith Taboada Pinheiro e José Roberto de Souza Francisco, buscou identificar a relação entre a diversificação corporativa e a descontinuidade de operações em empresas brasileiras listadas na B3, no período de 2011 a 2018. Sendo assim, foram analisados dados de 95 empresas brasileiras, não financeiras, listadas na B3, que contabilizaram pelo menos uma operação descontinuada nesse período. O modelo econométrico utilizado foi o Logit em painel e os resultados permitiram inferir que a diversificação corporativa influencia positivamente a probabilidade de as empresas descontinuarem operações. Restou demonstrado, também, que empresas maiores são menos propensas a descontinuarem operações, ao passo que empresas que possuem maior desempenho estão mais propensas a descontinuarem operações. Em termos da gestão empresarial, o artigo Sustentabilidade em Micro e Pequenas Empresas: a Visão do Contador, elaborado por Luana Cristina dos Santos Oliveira, Rafaella Duarte Miranda e Renata Turola Takamatsu, versou sobre aspectos da sobrevivência dessas empresas no contexto da contabilidade, avaliando a percepção dos profissionais desta área sobre a temática da consultoria contábil na manutenção de suas atividades. Por meio de entrevistas semiestruturadas com profissionais representantes de escritórios contábeis foi realizada análise de conteúdo com resultados apontando causas dos altos índices de mortalidade enfrentados pelas Micro e Pequenas Empresas (MPEs), sendo destacadas seis principais: burocracias relativas ao mercado; dificuldades financeiras; alta carga tributária; incapacidade de gestão do empreendedor; situação econômica do país; e mudança de ramo e/ou porte da entidade. Diante disso, consta que a mortalidade por ser mitigada mediante a ação da consultoria contábil, desde a abertura do negócio com planejamento prévio e acompanhamento dos aspectos da gestão contábil inerente a esse segmento empresarial. Políticas públicas voltadas a discriminação e gênero ainda são temas atuais e são abordados por Isis Tamara Alves da Silva, Bruna Camargos Avelino, Eduardo Mendes Nascimento no artigo Gênero e o Ambiente Acadêmico Contábil: Percepções de Docentes e de Discentes sobre a Trajetória das Mulheres, que analisaram esses aspectos em programas de pós-graduação stricto sensu em Contabilidade de Instituições de Ensino públicas do Brasil, com discentes e docentes neste meio acadêmico. Para isso, aplicaram questionário respondido por 314 participantes, dos quais 206 apontaram não terem presenciado casos de discriminação de gênero durante a trajetória acadêmica. Todavia, observaram aspectos decorrentes das falas de integrantes da amostra estudada, tais como: ausência de mulheres em cargos de gestão nesses espaços; agressividade no trato voltado às mulheres; comentários sexistas e discriminação quanto à orientação sexual; indícios de naturalização dessas desigualdades e de seus efeitos danosos que os afeta; e carência de incentivo ao diálogo sobre a temática, bem como na literatura contábil.  Por fim, em relação à educação financeira como instrumento propulsor de planejamento e conhecimento acerca do uso do dinheiro no meio estudantil, temática do artigo intitulado Educação Financeira: um Estudo Comparado entre os Estudantes do Ensino Médio de um Instituto Federal de Minas Gerais, submetido por Thayse Machado Guimarães e Thayla Machado Guimarães Iglesias. O propósito do estudo foi mensurar o nível do conhecimento financeiro dos estudantes dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio de um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro e verificar a associação do índice de educação financeira com as características demográficas, socioeconômicas e acadêmicas. As hipóteses do trabalho foram testadas mediante testes não paramétricos de diferenças de medianas. Posteriormente, foi aplicada a Análise de Correspondência para identificar a associação das variáveis. Os resultados indicaram que os estudantes possuíam baixo nível de educação financeira, conforme preconiza a literatura internacional e nacional explorada. Por sua vez, os indivíduos do gênero masculino no terceiro ano do ensino médio, cursando técnico em administração, demonstraram maior conhecimento sobre o tema, bem como discentes cujas famílias auferiam mais de quatro salários-mínimos apresentaram índices mais elevados de educação financeira. Agradecemos aos autores e ao grupo de avaliadores pela disponibilidade de tempo e valiosas contribuições no sentido da qualificação dos trabalhos, que são imprescindíveis à continuidade e efetivação deste periódico. Desejamos boa leitura e recomendamos a divulgação dos estudos publicados nesta Revista de Gestão, Finanças e Contabilidade com sua rede de relacionamento.



2021 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
pp. 20-37
Author(s):  
Wanderlan Praia Gomes ◽  
Geovanne Dias De Moura ◽  
Silvana Dalmutt Kruger ◽  
Anderlan Pereira Gomes

O objetivo do estudo foi verificar a influência da estrutura de propriedade familiar na suavização de resultados das companhias abertas listadas na B3, no período de 2013 a 2017. Primeiramente foram feitas análises descritivas, tabulações cruzadas, estatística do Qui-Quadrado, teste de Kruskal-Wallis e posteriormente regressão logística. Os resultados demonstram aumento gradativo no número de empresas que adotaram práticas de suavização no período investigado. Tal resultado pode indicar que essas mesmas empresas tenham apresentado baixa lucratividade no período em questão, mascarando prejuízos e suavizando resultados. Constatou-se ainda, que o tipo de propriedade familiar é maioria entre as empresas pesquisadas. As empresas familiares tendem a adotar uma gestão conservadora, o que pode contribuir na suavização de resultados. Reportando menos lucro aos investidores, conseguem manter a política centralizada de sucessão, na qual, paga-se menos dividendos a terceiros e resguarda-se o capital familiar.



2021 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
pp. 4-19
Author(s):  
Weslei Camelo Lopes ◽  
Marcelo Alvaro da Silva Macedo ◽  
Alfredo Sarlo Neto

O estudo analisa se há mudança no efeito da relação entre Book-Tax Difference (BTD) sobre a persistência de resultados após a Lei nº 12.973/2014. Foi feita uma análise comparativa da BTD antes e após a regulamentação do regime tributário definitivo. A amostra utiliza 1.985 observações dos anos de 2005 e 2017 da Economática® das companhias não financeiras abertas listadas na B3 e adaptação do modelo de Tang (2006). A regressão foi testada por meio de Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) e constatou-se que a persistência de resultados do ano anterior possui relação positiva com a persistência atual. Isto sugere que o mercado é capaz de prever desempenhos futuros a partir dos lucros correntes. Em relação à BTD, somente a temporária apresentou significância estatística e no período de adoção das IFRS enquanto vigorava o Regime Tributário de Transição. Ou seja, é possível que tenha havido práticas que evidenciariam uma busca por melhoria de resultados das companhias neste período.



2021 ◽  
Vol 11 (1) ◽  
pp. 94-111
Author(s):  
Thayse Machado Guimarães ◽  
Thayla Machado Guimarães Iglesias
Keyword(s):  

Este trabalho tem por objetivo mensurar o nível do conhecimento financeiro dos estudantes dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio de um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, bem como verificar a associação do índice de educação financeira com as características demográficas, socioeconômicas e acadêmicas. Primeiramente, as hipóteses do trabalho foram testadas conforme testes não paramétricos de diferenças de medianas (Mann Whitney e Kruskal Wallis) e, depois, foi aplicada a Análise de Correspondência (ANACOR) para identificação da associação das variáveis. Os principais resultados revelaram que os estudantes apresentaram baixo nível de educação financeira, assim como visto na literatura internacional e nacional. Os indivíduos do gênero masculino, que estavam no terceiro ano do ensino médio e que cursavam o curso técnico em administração, demonstraram maior conhecimento sobre o tema. Ademais, os discentes, cujas famílias possuíam mais de quatro salários-mínimos, também tiveram índices mais elevados. Portanto, este estudo contribui para a maior discussão sobre a educação financeira, de modo a reforçar a necessidade de promoção de melhor formação e maior esclarecimento destes estudantes sobre este tema.



2021 ◽  
Vol 10 (3) ◽  
pp. 05-20
Author(s):  
Vitor Fassio Andrade ◽  
Rafael Moreira Antônio ◽  
Rafael Confetti Gatsios ◽  
Tabajara Pimenta Junior
Keyword(s):  

Este trabalho analisou a relação entre a presença de financiamento de fundos de Private Equity em empresas que realizaram oferta pública inicial de ações (IPO) e o comportamento posterior dos retornos das ações. A partir da estratégia de estudo de eventos foram comparados os Retornos Anormais (AR) e os Retornos Anormais Acumulados (CAR) oferecidos pelas variações dos preços das ações dos dois grupos de empresas (financiadas e não-financiadas por fundos de PE). A amostra do estudo foi composta por 122 IPOs ocorridos no mercado brasileiro no período compreendido entre janeiro de 2007 e dezembro de 2017 e os testes de diferença de média indicaram que o desempenho das ações que não contaram com a participação de PE foi superior em janelas de 21 e 126 dias úteis. No entanto, esse resultado se inverte em na janela de 252 dias. Isso implica dizer que os IPOs de empresas financiadas por fundos de Private Equity obtêm melhor desempenho quando comparados a IPOs de empresas não respaldadas por esses fundos. Ainda, o estudo realizou a estimação de modelos de regressão que indicam que o desempenho das empresas com participação de PE é superior para a janela de 252 dias. Para as outras janelas, 21 dias e 126 dias não existe diferença entre os grupos analisados.



2021 ◽  
Vol 10 (3) ◽  
pp. 129-148
Author(s):  
Udo Strassburg ◽  
Katyane Aline Cantu Moreno

A atuação em perícias de apuração de haveres exige um conhecimento amplo sobre toda gama de procedimentos existentes em uma empresa. Em situações adversas, como a saída de um sócio, pode gerar dúvidas entre as partes, principalmente em relação a quanto cabe a cada um, e não havendo acordo amigável, o caso é levado à justiça para que, por intermédio de um magistrado, a decisão possa ser tomada em relação à apuração destes valores. O objetivo da presente pesquisa é analisar dois laudos de perícias para avaliação de haveres, com ênfase nos procedimentos utilizados pelos peritos. Como resultados, a primeira perícia trata sobre uma dissolução parcial de sociedade por desentendimentos e desacordos, e o segundo processo trata de uma dissolução parcial de sociedade pela morte de um dos sócios. Foi evidenciado que os laudos seguiram as formalidades legais, pecando em alguns aspectos como a falta de detalhamento na análise técnica ou científica. Outros achados são das diferenças de visões e abordagens metodológicas e ferramentais. Evidencia-se que os dois laudos chegaram ao objetivo pretendido, mas deixando algumas dúvidas, pois, na visão de quem analisou o laudo, algumas informações não ficaram claras, as quais poderiam ser úteis para o magistrado, na tomada de decisão. Cada laudo tem as suas especificidades e devem ser individuais, seguindo as intuições de cada perito.



2021 ◽  
Vol 10 (3) ◽  
pp. 188-206
Author(s):  
Joelson De Souza Paulo ◽  
Janyluce De Rezende Gama ◽  
Douglas Roriz Caliman
Keyword(s):  

A divulgação de dados abertos governamentais segue uma tendência crescente nos últimos anos alcançando todas as esferas de governo. O objetivo do estudo é investigar a gestão de dados abertos governamentais e o alcance na prática dos objetivos esperados diante de sua disponibilização e publicação. Possui uma abordagem qualitativa, valendo-se da pesquisa documental para prospecção de dados e informações. Para tanto, optou-se, a partir de um modelo de referência internacional de adoção da gestão de dados abertos, o Open Data Charter, por efetuar comparativos dos planos de dados abertos publicados por quatro instituições públicas, sendo duas de abrangência nacional e outras duas de governos internacionais, visando a compreensão do nível de aderência destes planos aos princípios e objetivos dos DAG propostos no modelo de referência. Foram analisados os planos de dados abertos que estavam vigentes nessas instituições na data da coleta de dados, no ano de 2018. Os resultados permitem afirmar que ações relacionadas à participação comunitária e interações com a sociedade necessitam de fomento nos processos de gestão. O estudo contribui com um modelo de referência de dados abertos governamentais que atenda a demandas dos cidadãos por informações, transparência, melhores serviços públicos e espaços de participação na gestão pública.



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