Revista NÓS Cultura Estética e Linguagens (ISSN 2448-1793)
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Published By Revista Nos

2448-1793

Author(s):  
Ralyanara Moreira Freire

Pelo estado de Goiás, grupos de mulheres vêm transformando linhas em complexas tramas do cotidiano. Falo, especialmente, de fiandeiras que manuseiam o algodão à beira da estrada de ferro, no interior do estado. Foi neste contexto que, durante a realização de minha pesquisa de mestrado, me vi envolvida pelas trocas cotidianas ocorridas e por todo o emaranhado que me foi apresentado pela interlocução daquelas mulheres. Deste ponto, proponho esboçar uma narrativa afetuosa e “afetada” dos sentidos da linha – sempre em construção, e como eles foram “criados” na sistematização dos dados da pesquisa. Para isto, trago uma reflexão sobre a “escrita” nas pesquisas em ciências sociais e humanidades em geral; fazendo da “metáfora” e da “alegoria” aliadas ao processo de “tradução”;  esses dois conjuntos foram tensionados pela analogia à dupla linha: ferro e algodão.  Me interessa, enquanto jovem pesquisadora, levar a sério a compreensão de que  metáfora e alegoria são formas possíveis para o fazer-pensar nas ciências sociais e nas humanidades.



Author(s):  
Pepita De Souza Afiune

Dois nomes da literatura regional goiana, moradores da Chapada dos Veadeiros, representam o que a cultura sertaneja possui de mais rico e peculiar: a permanência de uma vida simples, ligada à natureza, como uma resistência às incursões da modernidade. Em diferentes momentos, ambos os autores se viram frente à cultura chegante, que por sua vez, atribuiu novas experiências e significados para esta região, transformando-a em uma paisagem híbrida. Seu Domingos e Geraldina Lombardi, em suas bucólicas fantasias, nos levam a refletir sobre a importância da narrativa para a memória dos povos tradicionais frente a um novo período marcado pela turbulência turística.







Author(s):  
Luciana Joyce Hamer ◽  
Cristiano Farias Almeida

O trabalho tem como objetivo fazer uma releitura da rota ciclável  da Avenida Cora Coralina. Para isso, buscou-se analisar, através da conceituação do “lugar”, a fenomenologia da concepção, identificar os pontos de atratividade do local, que influenciam o comportamento dos usuários de bicicleta, sob a leitura simbólica e comportamental  do percurso, de forma a influenciar a adoção de posturas adequadas na elaboração projectual de intervenções urbanas  para ciclovias. Para captar as percepções dos usuários de bicicletas no percurso escolhido, inspirado nas obras científicas e literárias sobre o “passear e caminhar”, foi utilizada a técnica da etnografia urbana, dentro do universo do ciclista no percurso investigado. Os pontos de atratividade identificados foram: baixo fluxo de veículos, baixa velocidade dos carros no local, atividade econômica pouco impactante e a arborização integrada na paisagem urbana que se mostrou um forte elemento na qualidade ambiental do trajeto. Sendo a affordance norteadora da interface psicológica se refere a relação de segurança do usuário de bicicleta e as características ambientais e físicas, a ela envolvida.



Author(s):  
Adérito Schneider

O artigo A dama do Cine Shangai, um noir brasileiroapresenta resultados preliminares de uma tese de doutorado emdesenvolvimento que busca analisar o filme A dama do Cine Shangai(Guilherme de Almeida Prado, 1988) sob diferentes aspectos: primeiro,como um filme noir brasileiro do final do século XX, após décadas denoir enquanto (sub)gênero na literatura, no cinema e outras linguagensartísticas; e também como um filme brasileiro pós-moderno do finaldos anos 1980, numa espécie de “limbo” após o chamado cinemamoderno brasileiro (em especial, o Cinema Novo e o Cinema Marginal)e antes da Retomada (anos 1990).



Author(s):  
Débora Cristina Santos e Silva

Este trabalho apresenta os resultados parciais de uma pesquisa que desenvolve estudos deliteratura, artes, mídias e cultura visual, em situações formais e não formais de ensinoaprendizagemcom vistas à formação do leitor. O problema de pesquisa consiste em investigarquais as condições necessárias ao diálogo transestético (intercultural e multissemiótico), noâmbito do ensino de literatura, em escolas estaduais de Anápolis-GO, para uma educação quefavoreça a formação integral do jovem leitor na Cibercultura contemporânea. Objetiva, assim,compreender os princípios do ensino de literatura, em diálogo com artes e mídias, dentro de umaconcepção rizomática do conhecimento, para a formação do sujeito complexo, num contextomulticultural. Desta forma, a pesquisa se dedica a criar e avaliar estratégias para o ensinotransestético, a fim de favorecer experiências de transversalidade curricular na escola básica e ouso de tecnologias digitais que permitam a apreciação crítico-criativa da literatura e das artes, pormeio da interatividade e da produção colaborativa, em ambientes virtuais. A pesquisa apresentacomo embasamento teórico os conceitos de Cibercultura (Rüdiger, 2014), Paradigma daComplexidade (Morin, 2008), Sujeito pós-moderno e Identidades (Hall, 2002), Diversidade Culturale Multiletramento (Rojo, 2015), Ensino de Artes e Literatura (Jouve, 2012; Dalvi, 2013) e Ensinode Artes e Multiculturalismo (Barbosa, 2012; Amaral, 2008). Desenvolve-se no âmbito do projetoEnsino, Educação Estética e Processos de Letramento, cadastrado na Athena/PrP-UEG, e do Grupode Pesquisa ARGUS – Estudos de Cultura, Linguagem e Comportamento (CNPq).



Author(s):  
Fernando Martins dos Santos

Este artigo tem como proposta analisar a importância de João José Rescala para o descobrimento e reconhecimento de José Joaquim da Veiga Valle, o santeiro goiano, no contexto das primeiras propostas de tombamentos da Cidade de Goiás como Patrimônio Histórico e Artístico e o uso do artista para o fortalecimento da ideia de a cidade ser o berço da cultura goiana no processo de transferência da capital. Em 1940, José Rescala realiza a primeira exposição das obras de Veiga Valle apresentando-o aos vilaboenses. Sendo assim, as obras de Veiga Valle se tornam imprescindíveis para o projeto de colocar a Cidade de Goiás como berço da cultura goiana.



Author(s):  
TEREZA CAROLINE LÔBO ◽  
ALINE SANTANA LÔBO

Com ramificações por toda Europa durante a Idade Média, a folia de Reis é uma herançacultural que ao transformar e desdobrar se fez presente em várias regiões do Brasil, trata-se deuma prática do catolicismo popular que adquiriu especificidades e singularidades em cadalocalidade. Em Pirenópolis, esta manifestação cultural é representativa da vida social, não sendopossível precisar o início dos giros pelo município surgido da mineração do ouro. Contudo, apersistência dessa tradição sobre o tempo é resultante dos ensinamentos passados de geraçãopara geração, da influência das migrações e do entendimento daqueles que lideram aperegrinação. O presente trabalho parte da fenomenologia percebendo as Folias como umfenômeno passível de descrição, compreensão e interpretação, apesar de sua subjetividade e dasdificuldades da apreensão de uma manifestação que adquire sentidos e significados diversos paraquem o vivencia. Os apontamentos aqui apresentados foram colhidos por meio de observaçõesrealizadas nas folias de Reis do município de Pirenópolis desde 2013.



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