Phaos: Revista de Estudos Clássicos
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Published By Universidade Estadual De Campinas

2526-8058, 1676-3076

2021 ◽  
Vol 21 ◽  
pp. e021007
Author(s):  
Miguel Ângelo Andriolo Mangini

O objetivo deste artigo é apontar evidências textuais de como a aemulatio da Eneida, de Virgílio, n’Os Lusíadas, de Camões, é construída, bem como sugerir uma indicação de qual seja a importância desse procedimento para o significado da epopeia portuguesa. Por meio da análise de algumas passagens em que há alusão à Eneida, constatou-se que Camões faz uso de determinados artifícios lexicais, morfológicos, sintáticos, estruturais, figurativos, entre outros, para produzir uma “retórica do aumento” que engrandece a aventura que narra em oposição àquela narrada por Virgílio. Chegou-se à conclusão, também, de que o efeito de sentido dessa emulação, ao menos como indicado pelas passagens analisadas, é a construção da imagem apoteótica dos lusitanos e da sua missão orientada pela Providência, superiores mesmo ao herói mítico Eneias e à própria fundação de Roma contados na Eneida. O engrandecimento dos “barões assinalados”, assim, depende da alusão competitiva à Eneida, porque dessa maneira eles resultam sem par na história.



2021 ◽  
Vol 21 ◽  
pp. e021006
Author(s):  
Johnny Dotta

Dois termos de parentesco por afinidade na língua grega, gambrós (originalmente “marido da filha” e “marido da irmã”) e pentherós (originalmente “pai da esposa”), apresentam dificuldades quanto à semântica. A discussão sobre seus antecedentes no protoindo-europeu permanece aberta e, internamente ao grego, os termos possuem grande variedade de sentido nos períodos arcaico e clássico. Tendo isso em vista, este artigo busca descrever a história de sua evolução semântica do século VIII ao IV a.C., bem como indicar fatores que podem ter influenciado esse desenvolvimento. Depois de discutir como se deu a transição desses termos do protoindo-europeu ao grego e examinar todas as suas ocorrências nos períodos arcaico e clássico com o fim de identificar ego e referente em cada caso, o resultado final é uma sistematização mais precisa da distribuição dos significados de gambrós e pentherós, levando em conta diacronia, autores e gêneros literários. Essa sistematização aponta para diferentes evoluções diacrônicas, as quais levam a variações dentro das mesmas sincronias.



2021 ◽  
Vol 21 ◽  
pp. e021005
Author(s):  
Gabriela Canazart
Keyword(s):  

Este artigo tem como principal objetivo discutir a construção e as funções do símile na poesia mélica arcaica. Para tanto, são apresentados alguns de seus aspectos formais e selecionou-se um corpus composto de um poema completo, o Epinício 5 de Baquílides (Maehler), e três fragmentos: o 96 de Safo (Voigt), o 19 de Estesícoro (Davies & Finglass) e o S151 de Íbico (Davies). Ao longo da argumentação, foram consideradas as dificuldades de análise desses símiles, geradas pelo estado fragmentário das canções e pelas diversas possibilidades de performance, e as particularidades das composições, que podem trazer tanto a linguagem poética tradicional do período, presente também nos poemas épicos, quanto imagens e mitos da tradição ressignificados.



2021 ◽  
Vol 21 ◽  
pp. e021004
Author(s):  
Giuliana Ragusa

O artigo revisita o Fr. 20B (Maehler) de Baquílides, conhecido como “Encômio a Alexandre, o filho de Amintas”, a fim de apresentar um olhar mais detido sobre diversos aspectos relevantes da composição, alguns já antes abordados, outros, ainda não contemplados. Ao fazê-lo, busca analisar o modo como se entrelaçam os mundos das Musas, de Afrodite e de Dioniso na trama que conjuga canção, vinho, desejo e delírio. Mais: procura compreender o modo como o poeta projeta cada um desses elementos que entretece ao elogio a seu destinatário, filhe Amintas, rei da Macedônia.



2021 ◽  
Vol 21 ◽  
pp. e021003
Author(s):  
João Paulo Matedi

Partindo de meu trabalho de doutorado, no qual traduzi a íntegra das elegias amorosas de Álbio Tibulo, autor romano antigo, este artigo discute possibilidades de tradução ideal de termos latinos designadores de instrumentos musicais de sopro – auena, calamus, fistula e tibia – que surgem nas elegias tibulianas e que, na tradição tradutória de língua portuguesa, são vertidos, na maior parte das vezes e tradicionalmente, pelo substantivo "flauta". No intuito de chegar à mais adequada solução para o problema, são levados em conta não apenas versos tibulianos, mas também parte da obra de outros importantes poetas da antiga Roma, bem como uma bibliografia que se dedica a discutir instrumentos musicais de sopro na antiguidade.



2021 ◽  
Vol 21 ◽  
pp. e021002
Author(s):  
Rogério Gimenes de Campos

A coletânea e tradução dos Fragmentos da poesia épica e cômica da Grécia antiga & Vidas de Homero realizadas por Buzelli (Buzelli, 2019, ed. Odysseus) é, como o próprio autor ressalta, algo completamente atípico, seja pela abrangência do trabalho, seja pela incerteza para quem a obra se destina, entretanto, nessa resenha, gostaria de indicar não apenas a quem a obra possa interessar, mas especialmente para quem deve ser material obrigatório. Por atravessar os universos da literatura arcaica e clássica, da história e da filosofia, as “ruínas literárias” recolhidas e muito bem traduzidas por Buzzeli, constituem material valioso de pesquisa, por trazer vasta e qualificada informação para estudantes, professores e pesquisadores da literatura, história e filosofia, especialmente aos que dedicam à antiguidade arcaica e clássica.



2021 ◽  
Vol 21 ◽  
pp. e021001
Author(s):  
Rafael Brunhara
Keyword(s):  

Ainda hoje, numa era dominada pela velocidade da informação, sempre será necessário certo esforço dos estudantes brasileiros de Letras Clássicas, durante seu percurso, para se manter a par dos caminhos e desenvolvimentos de seu objeto de estudo. Não é de se admirar: comparados a grandes e antigos centros de pesquisas na Europa e nos Estados Unidos, a área das Letras Clássicas no Brasil ainda é relativamente jovem.  



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