Cadernos Nietzsche
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2021 ◽  
Vol 42 (2) ◽  
pp. 127-146
Author(s):  
Gustavo Bezerra do Nascimento Costa

Resumo: Com o presente artigo, pretende-se investigar a compreensão de Nietzsche acerca da arquitetura, a partir de uma análise da formulação: “a arquitetura é uma espécie de eloquência do poder em formas”, contida no aforismo 11, capítulo IX de Crepúsculo dos ídolos. Dada a relação aí contida, entre aquela arte e a doutrina da vontade de potência, procura-se compreender os termos dessa aproximação - inclusive, aqueles que o distanciam da estética schopenhaueriana - e em que medida reverberariam, para além das diversas manifestações estilísticas a ela pertinentes, em uma possível teoria da arquitetura como potência de ocupação.



2021 ◽  
Vol 42 (2) ◽  
pp. 201-222
Author(s):  
Juliana Hass ◽  
Adriana Iozzi Klein
Keyword(s):  

Resumo: As bibliotecas dos escritores com frequência fornecem detalhes em relação às suas produções, pois acabam por revelar e alargar a compreensão de algumas influências que, de modo geral, não seriam nítidas em suas obras; muitas vezes, são inspirações provenientes também do momento histórico, sobretudo naqueles que viveram em épocas de profundas transformações. Este artigo tem por objetivo mostrar a influência de Friedrich Nietzsche na vida e em parte das obras de Aldo Palazzeschi produzidas e publicadas na primeira metade do século XX.



2021 ◽  
Vol 42 (2) ◽  
pp. 87-104
Author(s):  
Paolo Stellino

Resumo: Não obstante a filosofia de Nietzsche tenha exercido uma grande influência no pensamento de Said, essa influência ainda tem recebido pouca atenção crítica. O objetivo deste artigo é remediar essa lacuna incidindo particularmente nas diversas analogias que ligam o perspectivismo de Nietzsche à concepção de Said, presente em seu notório livro Orientalismo, segundo a qual não é possível haver representação verdadeira, uma vez que toda representação implica uma interpretação, que é ela mesma uma reconstrução do objeto de interpretação. A última parte do artigo busca mostrar que, embora ambos compreendam o conhecimento humano como perspectivo, nem Nietzsche, nem Said defendem um relativismo epistemológico radical.



2021 ◽  
Vol 42 (2) ◽  
pp. 105-124
Author(s):  
Stefano Busellato

Resumo: O presente artigo estuda a interpretação nietzschiana de um pré-socrático pouco considerado pela literatura secundária: Anáxagoras de Clazômenas. São evidenciados alguns elementos da completa originalidade interpretativa de Nietzsche com relação à tradicional exegese do filósofo grego, como, por exemplo, a leitura do Nous em termos materialistas, a explicação do nascimento das qualidades de disposições quantitativas ou interpretar as homeomerias anaxagorianas como pontos de força. Dessas e de outras características da leitura nietzschiana de Anaxágoras emergem aspectos específicos que se encontrarão adiante na teoria da Vontade de potência, teoria, portanto, que possui, na interpretação de Anaxágoras, a primeira elaboração teórica.



2021 ◽  
Vol 42 (2) ◽  
pp. 11-60
Author(s):  
Paolo D’Iorio

Resumo: A obra de Afrikan Spir é uma importante fonte para entender a discussão de Nietzsche com a filosofia crítica. Ele procura superar a crítica transcendental através de uma investigação genética sobre a origem dos conceitos; ao mesmo tempo, tenta revelar os preconceitos e as idiossincrasias que se ocultam por detrás da vontade de manter a cisão entre mundo fenomenal e mundo numenal. A aversão pela mudança, pelo vir-a-ser, pelo testemunho dos sentidos, a predileção por verdades lógicas e conceitos contraditórios constituem, segundo Nietzsche, a forma específica de superstição dos filósofos críticos, dos quais a filosofia de Spir é o exemplo mais consequente.



2021 ◽  
Vol 42 (2) ◽  
pp. 225-232
Author(s):  
Blaise Benoit


2021 ◽  
Vol 42 (2) ◽  
pp. 233-238
Author(s):  
Filipe Campello


2021 ◽  
Vol 42 (2) ◽  
pp. 61-85
Author(s):  
Pietro Gori

Resumo: O artigo tem como objetivo refletir sobre o ideal antropológico delineado por Nietzsche em seu último período. O modo como Nietzsche trata de conceitos tais como os de “alemão”, “bom europeu”, e “espírito livre” nas seções de Crepúsculo dos ídolos dedicadas a Goethe, será abordado de maneira especial. Finalmente, argumentar-se-á que o Renascimento desempenha também um papel importante no projeto antropológico de Nietzsche, uma vez que contribui para definir a força espiritual que caracteriza o tipo de homem saudável ao qual Nietzsche destina a sua sabedoria filosófica e gaia ciência.



2021 ◽  
Vol 42 (2) ◽  
pp. 147-174
Author(s):  
Anna Hartmann Cavalcanti

Resumo: O objetivo deste artigo é investigar o lugar cada vez mais destacado que a questão da forma de expressão passa a ocupar nos escritos de Nietzsche no período entre o fim dos estudos escolares e os primeiros anos dos estudos universitários. Pretendo elucidar a análise desenvolvida por Koberstein, em sua obra Compêndio de história da literatura nacional alemã, sobre a questão da forma de expressão no movimento romântico, para em seguida mostrar como o crescente interesse de Nietzsche pelo emprego de recursos expressivos nos antigos poemas desdobra-se, no período universitário, na busca de uma arte estilística entendida como elo entre arte e ciência.



2021 ◽  
Vol 42 (2) ◽  
pp. 175-199
Author(s):  
Silvia Bento
Keyword(s):  

Resumo: O presente artigo propõe desenvolver uma análise da influência da filosofia de Nietzsche no âmbito da obra literária de Robert Musil, especialmente em O homem sem qualidadades (Der Mann ohne Eigenshcaften). É nosso propósito compreender a relevância da filosofia nietzschiana no âmbito da maturidade de Musil, refutando, assim, a conclusão avançada por Jacques Bouveresse relativamente à filosofia nietzschiana como uma mera (e infecunda) paixão de juventude do escritor austríaco. Neste sentido, a análise da importância da vivissecção, enquanto tarefa filosófico-psicológica proclamada por Nietzsche (em Além do bem e do mal) no âmbito do romance de Musil - Musil enquanto vivisecteur e psicólogo - forma o núcleo deste artigo.



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