Divers !
Latest Publications


TOTAL DOCUMENTS

187
(FIVE YEARS 40)

H-INDEX

1
(FIVE YEARS 0)

Published By Universidade Federal Do Parana

1983-8921

Divers ! ◽  
2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1
Author(s):  
Ana Josefina Ferrari ◽  
Luiz Fernando de Carli Lautert
Keyword(s):  

Para o Onas, na Terra do Fogo, sul da Argentina, quem criou o mundo foi Timáukel, o ser supremo. Ele criou tudo já que o mundo era muito diferente do que é hoje. O mundo, antes de Timáukel, era uma superfície dura sem montanhas, sem rios e sem mar, era tudo seco, deserto e silencioso e nada vivia no mundo. O céu, muito baixo, parecia que se aplastava sobre a terra e o céu, o céu não tinha estrelas nem sol nem lua. Foi então que Timáukel criou a Kinós que foi encarregado de fazer daquele mundo deserto e sem vida um lugar para viver.



Divers ! ◽  
2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 80
Author(s):  
Gisele Paiva Lima ◽  
Fábio De Carvalho Messa ◽  
Kayan Gusmão

O presente artigo tem por objetivo apresentar uma sequência didática envolvendo práticas de leitura literária e reflexão voltadas à Educação Ambiental Crítica. A ação descrita foi desenvolvida durante as aulas de Literatura, no nono ano do Ensino Fundamental, Município de Matinhos, Litoral do Paraná, a fim de verificar a possibilidade da utilização de textos literários como instrumento pedagógico voltado à Educação Ambiental numa abordagem crítica social, dessa forma observando como os estudantes percebem as relações interpessoais e político-sociais na obra O Voluntário, de Inglês de Sousa, escritor paraense pertencente à escola literária naturalista, características temporais e regionais, confrontando-as com suas impressões sobre como se refletem no cotidiano. As atividades envolveram cinco momentos distintos: inicialmente foi apresentada a obra para apreciação individual, em seguida foram orientadas ações que promovessem a oralidade, proporcionando a reflexão e o diálogo constantes. Recortes das expressões orais e das produções escritas são descritas e analisadas ao longo do texto, no intuito de verificar os repertórios pré-existentes dos alunos e investigar possíveis ressignificações. A prática consistiu em cinco momentos divididos em 6 aulas de 45 minutos cada, na seguinte ordem: leitura inicial do conto escolhido sem contextualização, seleção de trechos significativos para os alunos, roda de conversa, confecção de painel e produção textual.Palavras-chave: relações sociais; práticas de leitura; crítica social; aprendizagem significativa.



Divers ! ◽  
2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 166
Author(s):  
Jamile Wayne Ferreira

O presente artigo visa debater sobre os caminhos epistemológicos do feminismo, pensando a palavra, os conceitos e significados que circundam a ideia de feminismo. Considerando que o feminismo, ao longo do tempo, foi sendo definido a partir de práticas hegemônicas e reproduzindo racionalidades, é muito importante pensar a partir de outras perspectivas. Dessa forma, como movimento educador, muitas vezes reproduz as lógicas de dominação que se entrecruzam e retroalimentam, como a lógica do capital, patriarcal e da colonialidade, o que se caracteriza pela ideia que centra o movimento feminista na experiência datada de mulheres europeias, que embora tenham sido importantes para o movimento e a teoria feminista, não são o centro da luta das mulheres. Nesse sentido, é de suma importância olhar para o céu feminista como um céu que contém estrelas que, embora existam e (re)existam, são postas à margem do firmamento, na sua historicidade, prática e conceituação. Assim, as estrelas que não enxergamos nesse céu são avistadas a partir da reflexão sobre conceito, feminismo e poluição luminosa, categorias, aqui, atravessadas pela perspectiva decolonial, na busca de compreender o feminismo além de parâmetros hegemônicos e de perceber na experiência de mulheres do Sul uma agência de luta e movimento histórico.Palavras-chave: Educação; Feminismo; Decolonialidade.



Divers ! ◽  
2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 69
Author(s):  
Ana Josefina Ferrari ◽  
Elaine Trindade de Oliveira Ribeiro

A temática desenvolvida neste artigo, o silenciamento da Educação Ambiental (EA) na Base Nacional Comum Curricular, é resultado parcial de uma investigação desenvolvida durante o mestrado. A metodologia que orientou aquela pesquisa foi de caráter documental e bibliográfica, com abordagemqualitativa. A mesma partiu da necessidade em saber, onde, no texto da BNCC, documento base para a reformulação dos currículos escolares, estaria contemplada a EA. A pesquisa esteve fundamentada em autores que se ocuparam em explicitar a importância da EA e autores da Análise de Discurso francesa, alguns dos quais traremos no presente artigo. Verificamos que o tema da EA, no documento normativo da BNCC, não é mencionado, ficando o mesmo restrito ao quarenta por cento de conteúdo diversificado a ser tratado nos currículos escolares de acordo promulgado na Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Por fim, se percebeu um deslizamento de sentido, como denomina a Análise do Discurso francesa, sofrido pelo termo EA nos conteúdos comuns da BNCC, produzindo um efeito de silenciamento do termo EA e sua problemática. Desse modo, o objetivo do presente artigo é apresentar tanto a análise feita do termo Educação Ambiental no texto da BNCC quanto as análises que mostram o deslizamento de sentido que o termo EA sofre nas diferentes sequencias da normativa. A questão que se coloca é saber a que sujeitos interessa o silenciamento de debates e reflexões críticas nos currículos escolares, de temáticas tão importantes e urgentes?Palavra-chave: Base Nacional Comum Curricular; Bem Viver e Educação; Educação Ambiental Crítica.



Divers ! ◽  
2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 17
Author(s):  
Ana Christina Duarte Pires

Este texto é uma revisão bibliográfica que tem como objetivo discutir o entrelaçamento entre as temáticas Agroecologia e Educação, em uma proposta de Bem Viver baseada na sustentabilidade e que prima pela qualidade de vida. O texto traz reflexões com princípios agroecológicos, capazes de chamar a transformações concretas na sociedade pela Educação. Parte do entendimento das bases da Agroecologia, que deixa de ter uma dimensão puramente ambiental e passa a relacionar-se aspectos sociais, culturais e educacionais, a fim de sustentar transformações que proporcionem um Bem Viver a todos os sujeitos da sociedade. A Agroecologia, assim, amplia seus conceitos para além da produção de alimentos, incluindo dimensões como ciência e estilo de vida. A partir deste entendimento, passa-se para uma discussão sobre a busca por um Bem Viver que preserve todos os seres vivos, através de ações possíveis compartilhadas entre o meio rural e o meio urbano. O entendimento dessas relações é possível quando se reconhece que um processo educativo alternativo e emancipatório é o único caminho para uma conscientização de Bem Viver, a fim de recuperar nossa sabedoria instintiva, nossa capacidade amorosa, criatividade e consequentemente de conhecer e reconhecer pessoas, grupos, território e natureza. Conclui-se esse texto com um convite a uma transformação de estilo de vida, por alternativas viáveis e reais, com diversos graus de comprometimento.Palavras-Chave: estilo de vida; sustentabilidade; meio ambiente.



Divers ! ◽  
2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 46
Author(s):  
Luiza Breis

Este artigo pretende analisar a proposta do Projeto Pedagógico do curso de Licenciatura em Educação do Campo (LeCampo), da Universidade Federal do Paraná, enquanto ferramenta de ensino-aprendizagem decolonial aos educadores do campo. A metodologia utilizada foi a de pesquisa teórica, descritiva- exploratória, realizada a partir da reflexão crítica sobre a temática apresentada. Buscou-se demonstrar o caráter decolonial do curso, fundamentado em aspectos históricos, pedagógicos e socioculturais, possibilitadores do diálogo de saberes das comunidades do campo ao saber científico-acadêmico, que estruturam a ruptura com a lógica da modernidade capitalista e colonial. O texto foi redigido e organizado em quatro capítulos, que perpassam uma breve contextualização do início dos estudos decoloniais na América Latina, a LeCampo enquanto curso de graduação superior e sua inserção ao debate decolonial, e ainda as características do regime de alternância e como este regime interfere também no posicionamento político, identitário e pedagógico do curso. Compreendeu-se que o curso de Licenciatura em Educação do Campo, da Universidade Federal do Paraná, trabalha conceitos e fundamentos firmantes aos estudantes, que atuarão como educadores nas escolas do campo multiplicando o pensamento decolonial, bem como fortalecimento a emancipação do pensamento eurocêntrico através do fortalecimento do vínculo e da aceitação da identidade latino-america, além da compreensão das profundas marcas históricas deixadas neste povo pela tentativa de apagamento de sua forma de existência.Palavras-chave: Colonialidade; Processos educacionais; Latino-américa.



Divers ! ◽  
2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 6
Author(s):  
Renata Soares Kellermann ◽  
Paulo Rogério Lopes

A pandemia do COVID-19, assim como diversas outras doenças e mazelas que afetam a sociedade de modo crescente, denunciam uma série de ações e modos de existir e relacionar-se com o meio e os seres que nele vivem, que não se sustentam. Diante desse cenário, fica evidente a urgência de pensarmos e agirmos de modo a controlar e suprimir tais mazelas. Sendo assim, o presente artigo tem como objetivo sistematizar as atividades pedagógicas e trocas de experiências compartilhadas em duas Interações Culturais e Humanísticas (ICHs) que tiveram como tema central a Transição Agroecológica. Assim, por meio das ICHs, um dos módulos que compõem todas as grades curriculares dos cursos do Setor Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR Litoral), trabalhou-se com o tema da Transição Agroecológica. Tendo em vista o contexto em que vivemos, todos os encontros se deram de forma metapresencial, na modalidade conhecida como Ensino Remoto Emergencial (ERE). O propósito desses encontros foi reunir discentes, docentes, colaboradores e a comunidade não-acadêmica com comunidades (geralmente representadas por até três pessoas) que vivenciam esse processo de transição e, através dos círculos de cultura, expor e compartilhar suas experiências, de modo que essas sirvam de combustível para a transição social, ambiental, ética e econômica que a Terra e, principalmente os setores menos assistidos e favorecidos da sociedade, clamam.Palavras-chave: Agroecologia; espaços pedagógicos; instrumentos sociais; metodologias participativas.



Divers ! ◽  
2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 148
Author(s):  
Aldo Ocampo González


Divers ! ◽  
2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 38
Author(s):  
Edna De Meira Coelho ◽  
Nicolle Cloé Nassur

O presente artigo discutiu as aproximações entre a Educação Popular no Movimento das e dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a proposta filosófica do Bem Viver, que tem sua origem nos povos e comunidades originários da América. O objetivo do trabalho foi realizar um diálogo entre os autores apresentados para com base neste referencial teórico construir argumentos que demonstrassem a confluência dos movimentos. Utilizando do aporte metodológico com base em revisão bibliográfica, identificou-se os seguintes pontos de conexão: o ser humano precisa de raízes e, somente, consegue produzi-las quando participa de uma coletividade sendo a relação da comunidade com natureza fundamental para os dois movimentos, ambos projetos de sociedade constituem-se como alternativas contra o poder hegemônico que alienou a relação do homem com a natureza e os movimentos, de alguma maneira, criaram meios de luta e de resistência ao poder do latifúndio e do capitalismo global, que tem origem de base colonial, por meio da luta pela terra e da defesa da natureza. Em vias de conclusão considerou-se que tanto o MST como o Bem Viver, apresentam pontos em comum em suas fundamentações teóricas e práticas de existência, sendo necessário em futuros trabalhos, aprofundar em quais pontos há um distanciamento entre eles.Palavras-chave: Coletividade; Movimento Social; Anticolonial.



Divers ! ◽  
2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 135
Author(s):  
Tanice Massuchetto ◽  
Elizangela Sarraff ◽  
Maurício Fagundes
Keyword(s):  

A divisão de classes que se estabelece nas sociedades capitalistas, historicamente, tem refletido nos princípios político-filosóficos de suas organizações. A escola, enquanto instituição social, também pode ter seus princípios instituídos pelas camadas dominantes, impondo seus propósitos às estruturas, como mecanismo de reprodução e manutenção de seus privilégios. Este ensaio tem por objetivo problematizar ação e a formação permanente do professor em uma perspectiva libertadora. Evidencia a importância dos princípios da educação popular e da pedagogia freireana como aporte para a construção de processos de emancipação do professor e de uma educação libertadora. A metodologia da pesquisa que orientou este trabalho foi de base qualitativa e bibliográfica, fundamentando-se, principalmente, na obra de Paulo Freire. Investiga e problematiza os princípios da educação popular e da pedagogia freireana por meio da abordagem crítico-dialética. Evidencia-se que a educação popular permite a superação da educação bancária e propicia o processo da práxis. Constata-se que, ao assumir a práxis, o professor é inserido em um processo de formação e transformação permanentes, visto que é capaz de refletir sobre sua prática, teorizá- la para, então, se tornar um agente transformador da realidade. Percebe-se também, que do mesmo modo, a formação permanente do docente, dentro da perspectiva freireana, só sairá do plano da verbalização ou da desesperança quando houver uma proposta assentada na realidade concreta e nas múltiplas relações que a constituem, para assim, lendo o mundo, possa agir na perspectiva de sua transformação.Palavras-chave: educação popular; formação permanente; práxis. 



Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document