Paisagem e Ambiente
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Published By Universidade De Sao Paulo Sistema Integrado De Bibliotecas - Sibiusp

2359-5361, 0104-6098

2022 ◽  
Vol 33 (49) ◽  
pp. e186480
Author(s):  
Júlio Ambrósio Masquete ◽  
Goldfredy Manuel Chitile Chande

A produção do espaço nas cidades moçambicanas é caracterizada pela supressão progressiva das áreas verdes, diante da arborização urbana inexistente ou inadequada. A partir do enfoque qualitativo, guiado pela consulta bibliográfica e  documental na observação direta e do uso de recursos cartográficos, o artigo debruça sobre as potencialidades e  possibilidades da integração da Infraestrutura Verde como estratégia de ordenamento e desenvolvimento do território,  centrado no contexto do Município da Cidade de Lichinga (Moçambique). Considera-se importante inserir a Infraestrutura Verde no planeamento das cidades para possibilitar maior qualidade de vida, podendo constituir uma alternativa para mitigar a degradação da paisagem urbana, além de proporcionar serviços ambientais essenciais para a sustentabilidade das cidades e resiliência das comunidades. Daqui reside a importância de uma abordagem de planeamento e gestão do território que a partir de um enfoque colaborativo prioriza a delimitação de áreas para implantação da Infraestrutura Verde, entendido como fator de ordenamento do território e desenvolvimento do município. A delimitação das áreas para implantação da Infraestrutura Verde deverá observar as características da base biofísica do território e levar em consideração os problemas ambientais prevalecentes, bem como os interesses e preocupações dos segmentos da população



2021 ◽  
Vol 32 (48) ◽  
pp. e183164
Author(s):  
Juscidalva Rodrigues de Almeida

As Áreas Verdes Urbanas são estruturas ecológicas importantes para a sustentabilidade ambiental das cidades, sendo essenciais para amenizar os efeitos da urbanização, cuja falhas no planejamento interferem na preservação da vegetação. Nesse sentido, este estudo tem por objetivo identificar as Áreas Verdes Urbanas de Cacoal/Rondônia e, a partir dos indicadores ambientais, avaliar o status das respectivas áreas em relação ao número de habitantes e crescimento urbano. Os procedimentos envolveram: revisão bibliográfica, pesquisa de campo e elaboração de material cartográfico por meio de Sistemas de Informações Geográficas (SIGs). Utilizamos indicadores que possibilitam analisar os espaços em estudo de forma qualitativa (espacialização das AVPs, tipologia, condições ambientais e usos sociais das mesmas) e quantitativo (quantidade de AVPs e habitantes). Os resultados demonstram que, nos últimos 10 anos, foram criados 20 bairros novos, totalizando 39, possibilitando a criação de novas Áreas Verdes, somando 24 áreas (476.835,55 m2). No entanto, o PAV é estimado em 0,011% e o IAV em 6,73 m2 por habitantes, assim, Cacoal, com 69.780 habitantes na área urbana, apresenta um índice baixo em relação a valor mínimo de 15 m2 por habitante recomendado pela Associação Brasileira de Arborização Urbana. No que refere às condições ambientais, 64,34% das Áreas Verdes estão degradadas devido às ações antropogênicas.



2021 ◽  
Vol 32 (48) ◽  
pp. e158266
Author(s):  
Mariana de Melo Siqueira ◽  
Alexandre Sampaio ◽  
Amalia Robredo ◽  
Claudomiro de Almeida Cortes ◽  
João Bernardo de A. Bringel Junior ◽  
...  

Este artigo apresenta o projeto Jardins de Cerrado e suas atividades iniciais. Desde 2015, fazemos expedições em busca de plantas (o chamado planthunting), cultivo de ervas e arbustos nativos, experimentos científicos e jardins experimentais. Testamos metodologias de projeto e implantação, baseadas nos jardins naturalistas contemporâneos. O objetivo do projeto é promover a criação de uma linguagem paisagística que expresse o Cerrado, a savana mais rica em biodiversidade e mais ameaçada do planeta, colocando em evidência as ervas e arbustos que compõem a base de suas formações vegetais. Consideramos que jardins são ferramentas estratégicas para a conservação da biodiversidade, ao contribuir para o aumento da percepção e da valorização da flora nativa pelo público em geral.



2021 ◽  
Vol 32 (48) ◽  
pp. e174975
Author(s):  
Felipe Buller Bertuzzi

A iluminação está sendo cada vez mais compreendida como um fator fundamental para assegurar a sensação de segurança aos indivíduos. Em diversos estudos científicos predominam relatos contínuos acerca da influência da iluminação como destaque de percursos e fortalecedor da sensação de segurança. Para tanto, o presente artigo visou discutir a aplicabilidade da iluminação pública no ambiente noturno e os seus impactos com relação à segurança. Buscou-se compreender a inserção da iluminação pública nas cidades e, a partir de estudos de caso e de revisões de literatura, relacioná-la a princípios norteadores de Prevenção de Crimes por meio de Projetos (CPTED): vigilância natural, territorialidade, controle natural de acessos, manutenção, uso e atividade. Dentre as discussões, verificou-se fortemente a relação do espaço urbano com o princípio de vigilância natural, exacerbado positivamente em áreas centrais e precário em bairros mais distantes, devido a falta de locais iluminados.



2021 ◽  
Vol 32 (48) ◽  
pp. e183969
Author(s):  
Felipe Fuchs

O presente artigo tem como objetivo discutir o reconhecimento e identificação dos espaços fúnebres cemiteriais. Há uma lacuna quanto à organização tipológica desses espaços, o que dificulta sua compreensão do ponto de vista da arquitetura, do paisagismo e do urbanismo. Propõe-se a adoção de termos específicos e a elaboração de um arranjo tipológico que abordem tanto aspectos relativos à composição formal, como questões vinculadas aos sentidos e relações constituídas nesses espaços. Com isso, este artigo busca a aproximação a uma leitura contemporânea do tema, aprofundando o debate sobre os espaços fúnebres e cemitérios que tem se tornado cada vez mais presente em estudos e pesquisas variados.



2021 ◽  
Vol 32 (48) ◽  
Author(s):  
Ana Carolina Carmona Ribeiro
Keyword(s):  

O presente trabalho é uma reflexão sobre um conjunto de experiências realizadas junto aos estudantes do curso de Arquitetura e Urbanismo do Instituto Federal de São Paulo, nas disciplinas de desenho artístico e paisagismo – experiências nas quais tentamos estabelecer uma abordagem de ensino ligada aos conceitos de Planejamento Ecológico e Infraestrutura Verde, ao invés de abordagens meramente ornamentais da arquitetura paisagística. O objetivo principal foi o de despertar nos alunos o interesse pelas dimensões biológicas, espaciais e sociais da vegetação, em um contexto em que a chamada Cegueira Vegetal (Plant Blindness) é cada vez mais comum. Tais experiências exploraram o desenho como ferramenta de apreensão das características das espécies e de superação da visão de que “todas plantas são iguais”. Foram propostos três eixos temáticos, cada um deles trabalhando questões específicas em relação à vegetação: em “As árvores e a cidade”, estudou-se a diversidade de árvores e palmeiras na arborização urbana de São Paulo; em “Plantas no jardim”, foi trabalhado o conhecimento prático sobre o plantio como fundamental para o paisagismo; já “Vegetação e biomas” propôs uma compreensão das plantas em seu ambiente natural e em suas relações com outros elementos bióticos e abióticos, assumindo a centralidade da perspectiva ecológica para o paisagismo. As principais ações envolvidas nessas experiências foram descobrir, reconhecer e experimentar o verde – promovendo uma relação mais sensível entre sujeito e objeto, na qual o engajamento permitiu aprofundar o conhecimento sobre a flora e surgiu como fator determinante para a formação dos futuros arquitetos paisagistas.



2021 ◽  
Vol 32 (47) ◽  
pp. e173280
Author(s):  
Filipe Bassan Marinho Maciel ◽  
Daniela Marzola Fialho ◽  
Décio Rigatti

Este trabalho investiga as diferentes narrativas suscitadas pela implantação de um calçadão no centro de Santa Maria, interior do Rio Grande do Sul em 1979. Analisaram-se o discurso e as ações de um conjunto de atores sociais, a partir da perspectiva da História Cultural, tendo como fontes uma entrevista e reportagens de jornal. Os moradores da chamada Primeira Quadra foram os que se mostraram mais contrários à sua transformação em calçadão. Já a Prefeitura, o arquiteto responsável pelo projeto, os comerciantes e os usuários do espaço apresentaram discursos alinhados em torno de um objetivo comum: construir a imagem de um centro mais humano e moderno, do mesmo modo como cidades maiores estavam fazendo.



2021 ◽  
Vol 32 (47) ◽  
pp. e176480
Author(s):  
Hugo Stefano Monteiro Dantas ◽  
Pedro Augusto Queiroz de Souza ◽  
Mariana Silva Rossin ◽  
Thamires Augusto de Barros Chaves ◽  
Ana Rita Sá Carneiro

O presente artigo discute as implicações e os desafios quanto à salvaguarda da paisagem nas políticas preservacionistas brasileiras, recorrendo às proposições teóricas de Gustavo Giovannoni no século XX como possível meio de reflexão sobre a atuação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. Apesar de não fazer menção a palavra “paisagem”, Giovannoni aproxima-se dela, a partir do conceito de “ambiente”, no entanto, a paisagem está presente no decreto-lei que institui o principal instrumento de proteção do Iphan, o tombamento, e, ainda assim, se restringe a termos como “entorno”, “vizinhança” e “visibilidade”. Assim, para a construção da narrativa, são locados dois estudos de caso da atuação do Iphan, servindo de suporte e objetos para a reflexão proposta: o processo de tombamento do Entorno da Casa de Chico Mendes em Xapuri/AC e o processo de tombamento do Conjunto Histórico, Arquitetônico e Paisagístico de Cataguases/MG.



2021 ◽  
Vol 31 (46) ◽  
pp. e170737
Author(s):  
Valéria Borges Yonegura ◽  
Angela Maria Endlich

O artigo toma como ponto de partida a arborização de Maringá e uma problematização acerca da qualidade e cuidados necessários, em contraposição ao intenso marketing que se faz do verde como marca da cidade. Traçamos alguns objetivos de âmbito mais geral quanto ao tema da arborização e na perspectiva do recorte territorial que inspirou o presente trabalho. Nesse sentido, abordamos a relevância da arborização, e em âmbito mais específico, problematizamos como o aclamado verde vem sendo tratado, em uma cidade que busca constante identificação com sua arborização. A análise baseou-se no processo histórico da arborização da cidade em contraposição com o atual, incluindo imagens, documentos e dados secundários, além da interlocução com trabalhos anteriores que abordam o tema em Maringá e de modo geral. O artigo sublinha que é preciso uma gestão adequada, construindo e consolidando vínculos de identidade da população com a arborização urbana.



2021 ◽  
Vol 32 (47) ◽  
pp. e176503
Author(s):  
Célio Henrique Rocha Moura ◽  
Onilda Gomes Bezerra ◽  
Tomás de Albuquerque Lapa ◽  
Caio Coelho Silva Albuquerque
Keyword(s):  

O presente artigo tem como objetivo a identificação dos valores patrimoniais do Parque dos Manguezais (Unidade de Conservação do Recife) que representam a significância natural do bem e que consiste na etapa inicial do processo de conservação patrimonial, de acordo com a Australian Natural Heritage Charter (IUCN, 2002). Para identificação dos valores, foram entrevistadas distintas categorias de atores (moradores do entorno, especialistas e agentes públicos), cujos depoimentos foram analisados com base no método Análise de Conteúdo. Como resultado, foram estabelecidas as dimensões patrimoniais relacionadas aos aspectos ecológicos e culturais da Unidade de Conservação, assim como foram levadas em consideração as inter-relações que tais atores mantêm com o ecossistema e que sinalizam as ações objetivas de conservação do Parque dos Manguezais.



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