Revista Internacional em Língua Portuguesa
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Published By Associacao Das Universidades De Lingua Portuguesa

2184-2043, 2182-4452

Author(s):  
Cristina Montalvão Sarmento ◽  
Patrícia Oliveira

A língua portuguesa é um património complexo na sua diversidade de culturas e manifestações. A singularidade da língua portuguesa pode ser, por isso, facilmente vertida num sentido plural e amplo, refletindo os seus desvios, as acomodações e especificidades locais, a distribuição e riqueza de um património linguístico, afinal, comum e fundamental para a compreensão do sentido de comunidade, de justiça e de inclusão. A AULP e a revista RILP são, por isso, um mesmo espaço privilegiado e testemunhos desse património em constante mutação e constrangimento.



Author(s):  
Isabel Maria Marques Carreira

Neste volume da Revista Internacional em Língua Portuguesa (RILP) dedicado às Ciências Médicas e da Vida foram reunidas contribuições de onze grupos académicos de diferentes proveniências geográficas: Brasil (Universidade Federal Fluminense, Universidade Federal de Mato Grosso, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Escola de Saúde Pública do Ceará, Fortaleza, Fundação Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro), Timor Leste (Universidade Nacional Timor Lorosa’e) e Portugal (Institutos e Clínicas Universitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra).



Author(s):  
Alexandre António Timbane ◽  
Sabrina Rodrigues Garcia Balsalobre

Vivemos num mundo globalizado, cheio de inovações em todas as esferas da sociedade desafiando, assim, a interdisciplinaridade no espaço acadêmico-científico. Neste volume coloca-se em debate a variação linguística do português (4 capítulos) e a literatura palopiana (6 capítulos) que se entrosam criando um diálogo harmonioso. Assim sendo, observa-se que a língua portuguesa falada em África se distancia, paulatinamente da variedade europeia e apresenta características linguísticas próprias em nível fonético-fonológico, sintático, semântico, lexical e pragmático. A literatura ‘palopiana’ adquire cada vez mais identidade própria, fazendo surgir uma literatura genuinamente africana com características próprias. Essa tendência é comprovada através de vários estudos que serão aqui representados.



Author(s):  
Orlando Manuel José Fernandes da Mata

Angola e a lusofonia lamentam o falecimento da conceituada linguista Amélia Mingas, e desde logo, também a Associação das Universidades de Língua Portuguesa junta o seu pesar às demais manifestações e mensagens pelo falecimento da Professora Doutora Amélia Mingas.



Author(s):  
Carlos Francisco Gonçalves Aguiar

A informação fóssil mostra que a diversidade em espécies aumentou paulatinamente desde a emergência da vida há cerca de 3.500 milhões de anos. O número de espécies de plantas terrestres progrediu num crescendo inexorável, pontualmente interrompido por catástrofes naturais, desde a sua evolução, algures nas margens de um curso de água doce no Carbónico Superior/Ordovícico inferior. Nunca coexistiram tantas espécies de seres vivos e de plantas no planeta Terra como no Holocénico (últimos 11.500 anos). Quer isto dizer que, em média, a taxa de especiação foi naturalmente superior à taxa de extinção, ainda que permeada por eventos catastróficos. Em ciência, os conceitos são mais ou menos consistentes, e as teorias e as hipóteses corroboradas (confirmadas) ou refutadas (eliminadas) com base na evidência observacional e/ou experimental. Cientistas e não cientistas são livres de propor explicações alternativas, porém, em ciência, ninguém escapa à tirania dos factos: quem desafia uma hipótese ou uma teoria tem de provar que os dados que as sustentam estão errados ou propor explanações alternativas plausíveis, que compreendam toda a evidência disponível. A rejeição em definitivo de uma teoria depende do escrupuloso cumprimento de uma destas duas condições. Numa época de relativização da evidência e da ciência e, em particular, da ciência da biodiversidade, é crucial ter presente que o formidável corpo de observações acumulado na última década mostra, de forma perentória, que o biota terrestre enfrenta uma nova extinção em massa, desta vez mediada por uma espécie invulgarmente sucedida: o homem.



Author(s):  
Maria do Carmo De Freitas Veneroso ◽  
Paulo Morais-Alexandre
Keyword(s):  

A discussão sobre as relações entre as artes têm tido continuidade na contemporaneidade e, cada vez mais, as artes têm se reaproximado e relacionado, sendo que a dissolução de fronteiras entre elas tem dado origem a obras híbridas, instigantes. Os diálogos entre as artes têm sido atravessados, muitas vezes, por relações transdisciplinares. Assim, vem este número da RILP dar uma visão abrangente do que tem sido feito nos países de língua oficial portuguesa, em relação às artes e no sentido de aproximá-las, muitas vezes através de cruzamentos com outras disciplinas. Os artigos reunidos nesta revista têm como resultado uma seleção abrangente de trabalhos de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal que certamente contribuirão para a continuidade das trocas entre a comunidade lusófona, cruzando fronteiras e incrementando estas relações. É preciso ressaltar também que os números 37 e 38 desta Revista Internacional em Língua Portuguesa foram produzidos através de uma colaboração entre o Instituto Politécnico de Lisboa e a Universidade Federal de Minas Gerais, o que vem estreitar ainda mais os laços entre as duas instituições.



Author(s):  
Ilídio Enoque Alfredo Macaringue

Neste trabalho, analisamos o contexto histórico, político-ideológico e sociolinguístico a partir do qual Moçambique adoptou as suas políticas linguísticas, tendo em conta a diversidade linguístico-cultural que caracteriza o país e problematizar a sua eficácia decorrente das ambivalências geradas em torno da oficialização do Português Europeu sem o nacionalizar e da nacionalização das línguas autóctones sem as oficializar. Além disso, observamos o facto de a lógica do que está institucionalizado estar a ser subvertida pela prática consuetudinária dos usos da linguagem, isto é, o Português Europeu como norma-padrão no país está nativizado e endogeneizado à ecologia sociocultural e linguística concomitante à moçambicanidade, pelo que devia ser normatizado e consagrado como língua oficial e nacional de Moçambique. Isso se deve ao fato de que a norma-padrão europeia é uma hipóstase e cada vez menos relacionada com as dinâmicas sociolinguísticas e culturais em curso. Essa afirmação pode ser constatada por meio de estudos já consolidados de linguistas como Firmino (2006) que apontam para a consolidação de características específicas desta outra língua portuguesa nas áreas do léxico, sintaxe e semântica.



Author(s):  
Zilma Silveira Nogueira Reis
Keyword(s):  

Para compilar este volume com textos de qualidade, procurámos contribuições de autores experts em suas áreas. Os artigos foram revistos e avaliados por revisores científicos experientes que cederam o seu tempo para participarem na publicação desta edição, trabalho imprescindível que é de salientar. Como membros e apoiadores da AULP, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no Brasil, e a Universidade de Coimbra, em Portugal, tiveram assim o privilégio de organizar, através de seus professores, investigadores e revisores convidados, o presente trabalho. Registo aqui os meus sinceros agradecimentos.



Author(s):  
Salikoko S. Mufwene

O multilinguismo tem sido uma saída em relação à educação e ao desenvolvimento econômico na África negra desde a década de 1960, quando muitos países se libertaram politicamente dos seus colonizadores europeus. A vaga de políticas linguísticas, na maioria dos estados-nação emergentes, visava uma ideologia europeia de um único país, cuja finalidade final seria a desvalorização ou possível erradicação da grande maioria das línguas indígenas, se não todas. Por outro lado, não foi fácil promover uma única língua indígena como língua nacional e oficial de um grande número de línguas faladas pela maioria da população.



Author(s):  
Isabel Marques Da Silva

A biodiversidade ganha cada vez mais relevo na cena internacional. Reflexo desta crescente importância são os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Geral das Nações Unidas número 14 e 15: vida no mar e vida na terra. Nestes objectivos, a biodiversidade é usada como indicador da eficiência das medidas para atingir estes objectivos. Na era das mudanças climáticas e do desenvolvimento sustentável não existe tema mais central. A conservação da biodiversidade é importante para a minimizar o efeito das mudanças climáticas: comunidades mais diversas tem mais chances num clima em mudança. A exploração da biodiversidade de forma sustentável permite o desenvolvimento das comunidades de uma forma mais equilibrada com base em recursos diversos e actividades diversas, tornando-as mais resilientes aos impactos adversos, quer de origem económica quer tenham raiz nas mudanças climáticas.



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