Revista Educação Artes e Inclusão
Latest Publications


TOTAL DOCUMENTS

215
(FIVE YEARS 0)

H-INDEX

1
(FIVE YEARS 0)

Published By Universidade Do Estado De Santa Catarina

1984-3178, 1984-3178

2020 ◽  
Vol 16 (4) ◽  
pp. 264-285
Author(s):  
Anamaria Fernandes Viana

Este relato traz uma reflexão sobre uma experiência de dança junto a um grupo de mulheres acolhidas no Setor Psicológico da Penitenciária de Mulheres da cidade de Rennes, França e algumas profissionais da saúde daquele espaço. Esta experiência foi vivenciada pela autora, que ali esteve ministrando aulas no ano de 2018. O texto é nutrido de reflexões e anotações tiradas de um caderno de bordo que a acompanhou durante este percurso. Nele encontra-se a trajetória da construção de um espaço comum, moldado por esses corpos em trânsito. O texto aponta as hesitações, descobertas, surpresas, questionamentos e adversidades dessa experiência; discute também alguns dos problemas encontrados dentro da unidade e suas respectivas tensões; e, de forma cronológica, propõe ao leitor o compartilhamento desta experiência, tendo como resultado a transformação daquelas mulheres que, aos poucos, foram se desfazendo de algumas amarras, carapaças, proteções para se entregarem ao movimento dançante. O principal objetivo é reafirmar não só a potência de práticas artísticas em contextos sociais inabituais como também a importância de sua aplicabilidade.



2020 ◽  
Vol 16 (4) ◽  
pp. 242-263
Author(s):  
Laura Barcellos Pujol de Souza ◽  
Luciano Bedin da Costa

Trata-se de um artigo oriundo de uma pesquisa-montagem a partir de rastros encontrados na cidade de Porto Alegre (RS) entre 2017 e 2018. Tais rastros compõem-se tanto de escritos urbanos capturados durante o percurso nos muros e paredes da cidade quanto de achados do chão, além de fragmentos de escrita que foram produzidos a partir do encontro dos pesquisadores com os materiais. Assumindo o que chama de método-livro, e tendo como intercessor O jogo da amarelinha (Rayuela) de Julio Cortázar, traça-se uma escrita com as imagens encontradas na rua. As narrativas cartográficas dos deslocamentos inspiram modos de dizer, sentir e olhar as múltiplas paisagens urbanas que se escondem e também se revelam no encontro com uma cidade, em um movimento operado pelo que chama de escreverCOM. O artigo finaliza ensaisticamente com a escrita de um manifesto pelo método-livro, onde são sinalizadas algumas premissas a quem por este também se interesse.



2020 ◽  
Vol 16 (4) ◽  
pp. 293-313
Author(s):  
Kássia Mariano de Souza ◽  
Maria Helena De Paula

O objetivo deste artigo é analisar como a Universidade se posiciona frente aos desafios legais para a implementação da acessibilidade linguística aos docentes surdos, principalmente no que tange à contratação do profissional intérprete como meio de inclusão do professor no contexto acadêmico. Assim, buscamos analisar as políticas públicas voltadas à acessibilidade deste profissional, tendo em vista que é recorrente sua inserção nas salas de aula e, sobretudo, nas universidades. O objeto de pesquisa desse trabalho é discutir sobre a promoção da acessibilidade linguística ao docente surdo na UFG/Regional Catalão, onde há uma atuação frequente de educadores com surdez. A fundamentação teórica do estudo se valeu das obras de autores que atuam na área da inclusão e acessibilidade da pessoa surda como Schubert (2012) e Quadros (2004; 2005).  Realizamos ainda uma pesquisa documental sobre as medidas tomadas para tornar o ambiente acadêmico mais acessível a esses profissionais na instituição. Além disso, analisamos a legislação que abrange assuntos concernentes à acessibilidade que legalmente deve ser oferecida às pessoas surdas como suporte para correlacionar às informações obtidas. A pesquisa revelou que a Universidade ainda não está preparada para incluir o profissional surdo como parte constituinte da instituição. 



2020 ◽  
Vol 16 (4) ◽  
pp. 010-038
Author(s):  
Tania Alice

Das dramaturgias clássicas e suas encenações orbitando em volta do texto às dramaturgias contemporâneas, com suas dimensões performativas que abrem espaço para uma escrita coletiva em conjunto com os espectadores, o conceito de dramaturgia foi sofrendo um percurso de abertura proporcional à passagem do tempo. A palavra “dramaturgia” foi perdendo sua primazia textual concedida pelo eurocentrismo para se abrir a manifestações somáticas da ordem do acontecimento. O novo espectador das dramaturgias contemporâneas assume um papel fundamental na composição, que se torna coletiva, podendo, na performance, ir até a alteração do programa performativo inicialmente proposto pela/o artista. O artigo aborda a noção de dramaturgia no campo da performance, e, mais especificamente, no campo da performance relacional e participativa. A partir da reflexão em torno de um projeto europeu participativo de performance do qual participei como artista convidada, gostaria de pensar a existência possível de uma “Dramaturgia da Solidariedade”, que poderia inscrever-se no campo mais amplo de “Poéticas do Cuidado”, abrindo espaço para novas possibilidades do fazer artístico. Para desenvolver esta reflexão, escolhi a forma da carta/diário, registro desta pesquisa cartográfica que busca seus objetivos na medida dos acontecimentos. Opto pelo convite para a viagem. Vamos dançar a escrita juntos?



2020 ◽  
Vol 16 (4) ◽  
pp. 039-058
Author(s):  
Erika Alvarez Inforsato
Keyword(s):  

As figuras emergentes aqui apresentadas - marcadas pela loucura, pela deficiência, e outras linhas de risco e desertificação - vêm sendo desenhadas desde a pesquisa de doutorado “Desobramento – constelações clínicas e políticas do comum”, e seguem proliferando-se em número e em potência de diferenciação, no contágio com alguma arte, presente em tentativas da Cia. Teatral Ueinzz. O que se explicita nesses desenhos são existências que performam sua própria vida, atravessadas pelo teatro que esse coletivo propõe produzir, há 22 anos, na cidade de São Paulo. A zona fronteiriça entre as artes e a clínica, presente nessa experiência, faz oscilar ênfases de modo não evidente. Ao afirmar maior visibilidade a tudo o que a inscreve no campo artístico-cultural, e operar com a clínica em dimensões as mais sutis e invisíveis, esse coletivo sustenta uma ética de deslocamentos e embaralhamentos dos códigos hegemônicos que fixam modos de existir, num funcionamento excludente. A exigência de uma clínica que impeça a vigência absoluta da própria clínica na vida dessas figuras é o paradoxo que esse escrito deve problematizar, a partir de imersões no fazer artístico dos viventes desse coletivo.



2020 ◽  
Vol 16 (4) ◽  
pp. 085-114
Author(s):  
Ana Maria Rodriguez Costas

O presente texto apresenta experiências e reflexões de uma docente atuante em disciplinas dedicadas à teorizações e práticas em uma perspectiva inclusiva, em cursos de graduação em dança. Em um percurso de duas décadas destacam-se as percepções da autora quanto às mudanças no cenário político-educacional, nos contextos educacionais e artísticos, motivando a constante reflexão sobre conceitos, temáticas de estudo, metodologias e proposições a serem desenvolvidas com alunas e alunos que irão atuar na docência. As experiências evidenciam alguns fundamentos éticos, políticos, estéticos, poéticos, artísticos e pedagógicos norteadores para a composição de currículos, o potencial da prática como componente curricular guiando os processos de ensino-aprendizagem, a importância das colaborações entre o espaço acadêmico e outros segmentos sociais e, a sala de aula como espaço de composições e encontros na diversidade. Conclui-se que apesar de avanços significativos, os estudos sobre dança, deficiência e educação acessível, seguem sendo necessários, apontando para a relevância de espaços-tempos de experiências e reflexão crítica nos cursos de formação de professores de dança.



2020 ◽  
Vol 16 (4) ◽  
pp. 196-215
Author(s):  
Flavia Liberman ◽  
Marina Souza Lobo Guzzo ◽  
Elizabeth Maria Freire de Araújo Lima

Este artigo pretende problematizar a ideia de pequenos deslocamentos que são experimentados no contexto de práticas de formação que buscam compor outros modos de pensar e atuar em saúde, como possibilidade de promover acesso à experiência estética e à vida em sua potência expressiva e de criação. Para tanto apresentaremos alguns aspectos de um projeto de criação e educação que envolve mulheres de uma região vulnerável de Santos, que apresentam diferentes desafios de ordem física, emocional e social, e os estudantes de uma universidade pública. Neste projeto, foram realizadas diferentes propostas mobilizadas pelas artes em suas múltiplas linguagens, com o intuito de promover experiências sensíveis e lúdicas que possam produzir pequenos deslocamentos, vivificar os corpos, ativar memórias, imaginações, reconhecer e despertar desejos, afetar e ser afetado pelo encontro entre corpos. Consideramos os pequenos deslocamentos como movimentos menores dentro das experiências, que tem a potência de ativar e incidir em processos de subjetivação e produção de outras sensibilidades. Experimentamos o dançar, o cantar, jogar, dramatizar, mover e pausar, conversar e silenciar entre outras proposições atentos aquilo que é pequeno, as marcas microscópicas, aos detalhes dos acontecimentos. Ancoradas em uma perspectiva micropolítica, apostamos nas pequenas interferências como modo de produzir uma formação inventiva para os alunos e o aumento de potência individual e coletiva com todos e todas as participantes, deste projeto colaborativo que se efetua na interface corpo, arte, saúde e educação.



2020 ◽  
Vol 16 (4) ◽  
pp. 001-008
Author(s):  
Revista Educação, Artes e Inclusão ◽  
Ana Maria Rodriguez Costas ◽  
Flavia Liberman ◽  
José Eduardo Silva

O dossiê é composto por 11 artigos norteados por práticas artísticas realizadas em projetos coletivos com ênfase territorial e/ou proposições artístico-pedagógicas realizadas no espaço acadêmico.



2020 ◽  
Vol 16 (4) ◽  
pp. 143-165
Author(s):  
Celida Salume Mendonça ◽  
Isabel Maria Gonçalves Bezelga

As reflexões que aqui seguem dialogam com a investigação de pós-doutoramento realizada no Centro de História da Arte e Investigação Artística da Universidade de Évora (CHAIA), que buscou aprofundar a ideia de que o uso intencional de diferentes materialidades nos percursos de criação teatral mobiliza os envolvidos, ajudando-os a reagir às experiências instauradas e facilitando a interação entre os participantes. O artigo divide-se em duas partes centrais: a primeira contém a explanação de um recorte da experiência de ensino vivenciada com os alunos do curso Licenciatura Educação Básica da Universidade de Évora, na disciplina Oficina de Integração das Expressões; e a segunda é dedicada a questões suscitadas pelo fazer teatral desenvolvido com crianças no contexto de educação básica 1º ciclo na Escola da Cruz da Picada. As múltiplas possibilidades oferecidas pelas materialidades em jogo nos dois contextos, abrem perspectivas aos participantes pensando e fazendo, para serem inventivos e sensíveis. Como o processo de aprendizagem passa pelo seu corpo e o corpo do outro, permite vivenciar novas formas de comunidade, concebendo de modo mais amplo a alteridade. Os resultados obtidos voltam-se para o aperfeiçoamento da formação de docentes e pesquisadores da pedagogia do teatro no contexto brasileiro e português construindo novas colaborações.



2020 ◽  
Vol 16 (4) ◽  
pp. 059-084
Author(s):  
Carlos Eduardo Oliveira Do Carmo ◽  
Fatima Campos Daltro De Castro

Uma simples presença, seja de que ordem for, pode desencadear uma série de acontecimentos ao corpo. E, se todo corpo é corpomídia, isto é, mídia de cada momento do seu estado, os discursos poéticos que daí emergem são entendidos como historicamente produzidos e correspondentes às experiências que constituem o corpo. Quando trazemos tais pensamentos para com eles investigar a construção da dança em múltiplos corpos fica evidente a propriedade do corpo como um processo vivo, cognitivo e auto-organizador. No entanto, quando se trata do corpo com deficiência que dança, o retrocesso se impõe e a soberania do pensamento bípede que exclui essas pessoas entendendo-os como incapazes e não produtivos, independente de todo avanço no campo da dança, é evidente. A dança nesse texto é como um recorte (microespaço) que revela, em si, todo comportamento social (macroespaço). Entendemos que este campo de construção do conhecimento que é a Dança colaborará na interseccionalidade com outras áreas, a partir de como estabelece e compreende as relações de corpo. Dança e corpo que dança como um recorte de nossa estrutura social, onde é possível perceber discursos do pensamento hegemônico que mantém padrões funcionais e corporais excludentes em relação às pessoas com deficiência.  



Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document