Revista Espaço do Currículo
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Published By Portal De Periodicos Ufpb

1983-1579, 1983-1579

2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1-12
Author(s):  
Daniella de Souza Bezerra

Partindo do pressuposto político-pedagógico da defesa da formação profissional a partir do conceito de educação politécnica, este trabalho, ao conceber a formação inicial dos professores como um espaço privilegiado de concretização de uma educação para a emancipação e autonomia do ser humano, está organizado em duas partes: na primeira, discorre-se sobre a centralidade da compreensão de educação politécnica e do currículo e de seus atos enquanto subsunção à um projeto societário que rompa os limites do capital. Na segunda parte, discutem-se dados empíricos advindos de entrevistas e questionários semiabertos respondidos por professores de cursos de licenciaturas de um Instituto Federal do estado de Goiás, bem como os objetivos formativos circunscritos em seus respectivos projetos pedagógicos. Em síntese, a discussão dos dados produzidos a partir da categoria “(re)elaboração do currículo” evidencia os seguintes atos de currículo: 1) assumência do direito e responsabilidade por esse processo; 2) interação democrática entre os professores formadores e os estudantes; 3) construção curricular que assume o compromisso com a emancipação humana; 4) protagonismo dos Núcleo Docentes Estruturantes (NDEs) na orquestragem desse processo; 5) insignificante ocorrência de delegação de responsabilidade às instâncias superiores da instituição. Considerando os pressupostos educacionais da perspectiva politécnica e dos atos de currículo, compreende-se que os três primeiros atos lhe são proximais (estando, portanto, na mira), e já os dois últimos, distais (na miragem), pois revela a coadjuvantivação do envolvimento de parte dos docentes que não integram os NDEs, quiça, assim como a participação dos estudantes, trabalhadores-professores em processo de formação inicial.



2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1-12
Author(s):  
Camila Silveira Stangherlin ◽  
Fabiana Marion Spengler

O presente artigo tem por objetivo principal analisar as contribuições das práticas de extensão no âmbito do ensino jurídico para a efetivação do direito fundamental de acesso à justiça de forma humanizada. Assim, o problema de pesquisa visa responder ao seguinte questionamento: é possível valer-se das atividades extensionista desenvolvidas no curso de Direito para a estruturação de um acesso à justiça mais humanizante para a sociedade? A hipótese principal responde de modo positivo ao problema. A metodologia empregada contou com o método de abordagem hipotético-dedutivo, sendo o levantamento de dados realizado através de pesquisa bibliográfica e de pesquisa documental. A conclusão aponta para a possibilidade de aperfeiçoamento da prática profissional jurídica por intermédio de atividades de extensão universitária que impulsionem a articulação de saberes, e, que aproximem o estudante da realidade social que o cerca, efetuando, assim, uma justiça mais humanizada.



2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1-14
Author(s):  
Érica Raiane de Santana Galvão ◽  
Leila Nascimento da Silva

O presente artigo visa analisar as concepções de currículo e de alfabetização expressas na BNCC. Em vista disso, realizamos uma pesquisa documental e como aporte metodológico de análise, adotamos a análise de conteúdo. A concepção de alfabetização que encontramos na BNCC é a concepção de língua como código. Isso fica ainda mais evidente ao analisar os objetos de conhecimento e habilidades preconizados no documento que prioriza um estudo mais técnico da língua. Esta concepção assumida pela BNCC representa um significativo retrocesso em relação aos estudos na área de currículo e alfabetização. Acreditamos em um currículo que vai além do que é prescrito. Defendemos o currículo vivido no interior das salas de aula; imbricados de saberes, cultura, vivências e que potencializam os educandos para serem sujeitos transformadores de sua vida e da sociedade em que atuam. Nessa perspectiva, será preciso resistir aos retrocessos representados pela BNCC. Essa resistência será possível por instrumentalidade das práticas curriculares vivenciadas nas escolas de todo o Brasil.



2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1-13
Author(s):  
Luciana de Sousa Alves da Silva ◽  
Alberes de Siqueira Cavalcanti

O artigo discute o currículo integrado no âmbito da Educação Profissional no Brasil. Configurando-se como uma pesquisa exploratória e bibliográfica, utilizamos como metodologia o Mapeamento Sistemático para realizar um levantamento dos artigos científicos sobre essa temática publicados entre os anos de 2009 e 2019 e disponibilizados no Portal de Periódicos da CAPES. A pesquisa foi realizada no período de fevereiro a abril de 2019, como parte dos estudos realizados no Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica do IFMA Campus São Luís/Monte Castelo, tendo como objetivo identificar para qual direção apontam os estudos sobre currículo integrado no âmbito da Educação Profissional no Brasil. Inicialmente apresentamos um breve aporte teórico sobre a concepção de Currículo Integrado, passando pela análise qualitativa e quantitativa dos dados encontrados no Mapeamento, para chegarmos à conclusão de quais são as tendências que as pesquisas sobre Currículo Integrado no Brasil revelam.



2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1-14
Author(s):  
Miguel Melo Ifadireo
Keyword(s):  

A emergência de discussões sociais sobre temáticas que englobam pessoas e populações em algum estado e/ou processo de vulnerabilidade social faz-se necessária nos espaços coletivos, tais como a escola. O presente estudo toma como centro de análise a Xenofobia motivada pelo racismo religioso às religiões de matrizes africanas e afrodescendentes. Este estudo tem como objetivo avaliar se as formulações epistemológicas da Educação Intercultural Alemã, poderiam ser transplantadas e aplicadas, como instrumento preventivo-pedagógico de enfrentamento as ações de racismo religioso, as quais estão presentes no cotidiano das políticas em currículo no ensino brasileiro. Os procedimentos metodológicos de base qualitativa, aconteceram em três momentos, a saber: 1) revisão de literatura; 2) levantamento de dados hemerográficos; e, 3) análise do conteúdo e escrita do relatório da investigação. Ao término desses processos, é possível apontar principalmente que: o tratamento da xenofobia (aversão ao estranho), conforme ocorre na realidade europeia, não deve ser equiparado à realidade brasileira, uma vez que os motivos da interculturalidade na Alemanha (dialogo com a diferença advinda da migração), são distintos da razão de ser que levam a sua implementação no Brasil (diálogo com povos e comunidades tradicionais); e que, há uma urgência de se refletir sobre a xenofobia, como exemplo, as ações de racismo religioso direcionadas às comunidades tradicionais (povos de terreiro) dentro e fora do ambiente escolar. 



2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1-12
Author(s):  
Victoria Sanches Cunha Leite de Morais ◽  
Erik Giuseppe Barbosa Pereira ◽  
Luciana Marins Nogueira Peil ◽  
Rafael Marques Garcia
Keyword(s):  

Tivemos por objetivo verificar como o bloco de conteúdo “Atividades Rítmicas e Expressivas” (ARE) está sendo tratado no currículo mínimo dos cursos de Licenciatura em Educação Física (EF) das instituições públicas de ensino (IES) do Estado do Rio de Janeiro, a saber: UFRJ, UFFRJ, UERJ e UFF. Para nortear esse objetivo, guiamo-nos pela pergunta: de que maneira são abordadas as “ARE” no currículo mínimo dos cursos de Licenciatura em EF dessas IES? Metodologicamente, este trabalho é de cunho qualitativo-descritivo, promovendo uma análise documental das ementas dos cursos de EF das respectivas IES. Como resultados, evidenciamos que, para além de uma formação desigual no que tange aos conteúdos trabalhos, apenas duas disciplinas das quatro matrizes curriculares apresentavam palavras com explícita ligação ao conteúdo de atividades rítmicas e expressivas; três das quatro universidades apresentam o conteúdo de suas ementas atrelado às questões folclóricas, apenas; e a carga horária total ofertada sobre esse conteúdo na formação de licenciados em EF corresponde a 6,5% da soma total da carga horária obrigatória, denunciando pouca atenção destinada a este conteúdo na formação de professores de EF. 



2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1-11
Author(s):  
Amanda Cristine Corrêa Lopes Bitencourt ◽  
Edmilson Monteiro de Souza
Keyword(s):  

A partir da década de 90, houve uma expansão das escolas bilíngues particulares que usam as línguas estrangeiras de prestígio como meio de instrução e não apenas como conteúdo de ensino no Brasil. No início da segunda década deste século, surgiram escolas dessa modalidade no sistema público de ensino do Estado Rio de Janeiro. Nesse cenário, o presente estudo, por meio de uma pesquisa de caráter bibliográfico, tem o objetivo de refletir sobre tensões e desafios em torno da identidade no contexto das escolas bilíngues públicas e do currículo. Busca-se amparo nos estudos de Moreira (2006), Pacheco e Pereira (2007), Megale (2009) e Ramos (2018). Ciente de que há distintas concepções de identidade na contemporaneidade, opta-se por privilegiar a visão de identidade presente nos estudos culturais, dominantemente, na obra de Stuart Hall (1997, 2000, 2014). Verifica-se que as interações, nesse contexto, tanto locais quanto internacionais, muitas vezes, são marcadas por tensões e conflitos, em função das assimetrias de poder que as permeiam, que são fortalecidas pelo imaginário social.



2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1-9
Author(s):  
Roser Boix ◽  
Francesc Buscà

La formación inicial de maestros rurales requiere de una propuesta formativa que contemple, en los planes de estudio de Maestro, competencias y saberes propios vinculados a la práctica pedagógica multigrado. Los futuros docentes no solo deben instruirse en contenidos relacionados con la escuela ordinaria sino, que de forma transversal y en la modalidad de mención deben también adquirir conocimientos sobre la escuela situada en territorios rurales. El proyecto FOPROMAR (2019) (E+ KA201-038217) analiza cuáles deben ser estas competencias y saberes y, como conclusión, elabora una propuesta sobre cómo esta formación específica se podría tratar desde los planes de estudio. El artículo que se presenta a continuación, se centra en el análisis de los antecedentes y el estado actual de la formación inicial del maestro rural e integra, a raíz de este análisis, las acciones de mejora que se proponen en el marco del proyecto FOPROMAR.



2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1-15
Author(s):  
Limber Santos

Durante casi sesenta años, los fundamentos del programa curricular específico para escuelas rurales de Uruguay establecieron que la escuela debía ser la casa del pueblo.  Esta expresión encerraba un concepto y un origen complejo y cargado de significación, en el marco de los procesos de educación rural en el México posrevolucionario. Allí, hasta 1925 las escuelas rurales se denominaban Casas del Pueblo teniendo una fuerte impronta comunitaria en su accionar así como en su influencia sobre el entorno.  Los casos de México y Uruguay en la educación rural latinoamericana representan un paralelismo diferido de procesos de conformación curricular.  Uruguay se manifiesta más tardíamente a modo de imagen especular difusa de lo ocurrido antes en México.  El hilo conductor lo constituye la concepción de casa del pueblo  y la prescripción social de la labor educativa desde lo curricular.  La idea sobrevive a quiebres históricos e institucionales, períodos dictatoriales y transformaciones económicas y sociales.   Aun en la actualidad, que aquella estructura curricular ya no está vigente en términos formales, la escuela rural como casa del pueblo sigue teniendo significación pedagógica y sentido de identidad.



2021 ◽  
Vol 14 (2) ◽  
pp. 1-14
Author(s):  
Michele Rodrigues ◽  
Wesley Batista Araújo

Este artigo busca estabelecer um diálogo entre o conceito de justiça curricular (JC), (TORRES SANTOMÉ, 2013; PONCE, 2018) e as estratégias previstas para a Educação Básica no Plano Nacional de Educação – (PNE) (2014-2024). A justiça curricular, um conceito e uma prática em construção, tem como fim lançar mão do currículo escolar como um meio para superação das desigualdades.  O texto defende o PNE (2014-2024) como o resultado da luta de educadoras e de educadores organizadas/os no campo progressista. O Plano estabelece, por meio de metas e de estratégias, um modelo de ação para o Estado brasileiro no cumprimento do direito à educação. Ao estabelecer os preceitos legais para uma educação de qualidade de referência social, o PNE fortalece os elementos que compõem um currículo escolar comprometido com a busca da justiça social aproximando-o do conhecimento, do cuidado e da convivência democrática, estabelecidas por Ponce (2018) como as dimensões da justiça curricular. Finda-se afirmando que as possibilidades convergentes estabelecidas entre as estratégias do PNE e as dimensões da JC apontam sinais contra-hegemônicos na proposição de políticas educacionais e currículos escolares.  



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