CODEX – Revista de Estudos Clássicos
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Published By Codex - Revista De Estudos Classicos

2176-1779

2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 105-120
Author(s):  
Rafael Guimarães Tavares da Silva

O presente artigo propõe um panorama do contexto festivo e cultual em honra a Dioniso na Ática (região em torno a Atenas), durante a realização das Dionísias urbanas (também chamadas de Grandes Dionísias ou simplesmente de Dionísias). Sua proposta é analisar as principais fontes antigas para o estudo desse contexto e avaliar suas possíveis relações com o desenvolvimento posterior dos gêneros dramáticos antigos no final do período arcaico. A partir desse trabalho direto com os principais testemunhos e fragmentos disponíveis a quem queira elucidar os detalhes desse festival importante para a história da Atenas clássica, são propostas algumas reflexões sobre seu fundo mitopoético dionisíaco. 



2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 143-165
Author(s):  
Caio Fernandes ◽  
Giuliana Ragusa

O presente artigo tem como objetivo analisar as imagens construídas pelo poeta mélico arcaico Anacreonte (ativo em c. 550 a.C.) na representação do deus Eros e da experiência erótica em 14 de seus fragmentos, dada a destacada relevância do autor na tradição e no gênero poético em que tais temas são trabalhados mais notável e recorrentemente na Grécia antiga. Ao fazê-lo, pretende realçar, comentando-os, os elementos característicos da linguagem erótica na elaboração do poeta, cujas canções são sobretudo simposiásticas e relacionam-se de diferentes maneiras – e com diferentes propósitos – a variados e importantes aspectos da sociedade grega arcaica.



2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 121-142
Author(s):  
Miguel Ângelo Andriolo Mangini
Keyword(s):  

O fenômeno da mistura genérica é antigo entre os poetas, ainda que os teóricos da poesia nem sempre o tenham reconhecido. O objetivo deste artigo é investigar a coexistência entre os gêneros épico e bucólico n’Os Lusíadas. Embora este poema seja uma epopeia e tenha a Eneida, de Virgílio, como modelo de composição, uma leitura atenta da obra, apoiada por autores como Macedo (1992), Mulinacci (2011) e Binet (2019), descobrirá que a Ilha dos Amores, cujo episódio toma lugar no Canto IX, é uma versão renascentista de locus amoenus, tópica da tradição de poesia pastoril que parte das Bucólicas, do mesmo Virgílio. Para demonstrá-lo, far-se-á uma análise textual de passagens d’Os Lusíadas como as primeiras estrofes do Canto I, que evidenciam o gênero predominante dessa obra, e outras do episódio mencionado, a partir das quais é possível demonstrar a função do gênero bucólico no poema. Concluiu-se, por meio dessa análise, que o gênero bucólico tem função alegórica dentro d’Os Lusíadas e que a sua presença local neste participa do argumento expansionista e cristão da epopeia.



2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 172-175
Author(s):  
Gelbart Souza Silva

Resenha de ESPERÓN, María García; OVIES, Aurelio González. Diccionario de Mitos Clásicos. Ilustrações Amanda Mijangos. Barcelona: Gustavo Gili, SL, 2019. ISBN: 978-84-252-3169-8 (epub).



2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 176-185
Author(s):  
Rodolfo José Rocha Rachid
Keyword(s):  

Resenha de PLATÃO. O Banquete. Texto estabelecido e anotado por John Burnet. Tradução e notas de Irley F. Franco JAA Torrano. Apresentação de Irley F. Franco. Rio de Janeiro; São Paulo: Editora PUC-Rio; Edições Loyola, 2021. 212 pp. ISBN (PUC-Rio): 978-65-88831-23-6. ISBN (Edições Loyola): 978-65-5504-091-3.



2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 186-193
Author(s):  
Rodolfo José Rocha Rachid
Keyword(s):  

Resneha de PLATÃO. Teeteto. Texto estabelecido e anotado por John Burnet. Tradução, apresentação e notas de Maura Iglésias Fernando Rodrigues. Rio de Janeiro; São Paulo: Editora PUC-Rio; Edições Loyola, 2020. 264 pp. ISBN (PUC-Rio): 978-65-991801-0-1. ISBN (Edições Loyola): 978-65-5504-040-1.



2021 ◽  
Vol 9 (1) ◽  
pp. 74-93
Author(s):  
Paloma Flavio Betini ◽  
Giuliana Ragusa

O presente artigo busca compreender a representação de Helena nos quatro poemas de Estesícoro de que nos restaram fragmentos e que mencionam ou se relacionam com a heroína. Uma vez que a poesia grega arcaica era uma “poesia de tradição”, tentaremos traçar diálogos plausíveis com obras anteriores ao poeta, procurando perceber possíveis inovações e continuidades, bem como captar prováveis ecos da poética estesicoreia em produções posteriores. Para isso, condensaremos informações testemunhais antigas sobre as canções, atentando aos episódios relacionados à personagem, e analisaremos cada fragmento à luz do contexto da “cultura da canção”, i.e., de um contexto performático em que o poema se destina sempre a um público e em dadas ocasião e maneira de apresentação. E buscaremos, quando possível, entender a ligação do fragmento com o restante da obra e as motivações do uso da imagem de Helena.



2021 ◽  
Vol 9 (1) ◽  
pp. 132-139
Author(s):  
Cristóvão José Dos Santos Júnior

Este trabalho se insere em nosso projeto de tradução da poesia ausoniana. Neste momento, apresentamos as primeiras traduções para a língua portuguesa da obra Genethliacos de Décimo Magno Ausônio (séc. IV d.C.), as quais foram efetuadas a partir da edição crítica estabelecida pelo filólogo latinista Roger Green (1991). Dedicada ao aniversário de seu neto, essa composição possui 28 versos supérstites, que são objeto de nossa dupla empreitada tradutória. Inicialmente, engendra-se tradução acadêmica que busca valorizar a sintaxe e os casos latinos, permitindo acesso mais fluido ao conteúdo temático do escrito de partida. Em seguida, realiza-se proposta de tradução poética, partindo-se do modelo de Carlos Alberto Nunes, analisado por João Angelo Oliva Neto (2016, 2014) e Everton Natividade (2013). Sublinhe-se que nossa tradução poética é a primeira que se tem notícia a emular os hexâmetros da obra Genethliacos.



2021 ◽  
Vol 9 (1) ◽  
pp. 52-73
Author(s):  
Jordi Redondo

Este trabalho examina os dispositivos linguísticos por meio dos quais Ésquilo conseguiu apresentar as personagens femininas da Oresteia. A análise é feita após um levantamento das seções recitativas de três tragédias; características fonéticas, morfológicas e sintáticas foram estudadas e comparadas com a linguagem dos personagens masculinos. Os resultados desta pesquisa se ajustam a outras tentativas precedentes de mostrar como a sociolinguística pode explicar o retrato formal dos personagens trágicos e cômicos.



2021 ◽  
Vol 9 (1) ◽  
pp. 1-16
Author(s):  
Hêmille Raquel Santos Perdigão

No século I a.C., Horácio e Virgílio, poetas romanos contemporâneos, produziram suas obras através da emulação de textos anteriores a eles. O presente trabalho apresenta uma análise de como a temática amorosa é abordada nas odes 1, 8 e 1, 13 de Horácio e no livro quarto da Eneida de Virgílio. Nesse processo de análise, foi identificado que o fragmento 31 de Safo de Lesbos está entre os textos utilizados para a emulação nas odes horacianas analisadas. Na ode 1, 8, isso fica manifesto pela métrica, apenas, enquanto na 1, 13 está na temática também. Todavia, a persona horaciana não se identifica com o amor-enfermidade sáfico. O amor, ao contrário, aparece como algo não naturalmente destinado à figura masculina e que, quando acomete um homem, acaba por desviá-lo de um destino. Analisando o livro quarto da Eneida, percebe-se que o processo emulativo foi semelhante ao de Horácio: o amor-enfermidade ataca Dido, a figura feminina, e, em Eneias, o amor o desvia do seu destino, porém ele não permanece nele como em uma enfermidade. A conclusão é que as coincidências em Horácio e Virgílio se devem ao fato de ambos serem emuladores por excelência e terem usado, como objeto de emulação para a temática amorosa, os fragmentos de Safo, aqui exemplificados pelo fragmento 31. 



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