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Published By Portal De Periodicos Ufpb

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2020 ◽  
Vol 16 (2) ◽  
pp. e020009
Author(s):  
Merissa Ferreira Ribeiro ◽  
Antonio Maximo von Sohsten Gomes Ferraz

O presente artigo tem como objetivo apresentar como a figura de Deus manifesta a natureza (physis) em “Perdoando Deus”, de Clarice Lispector, e nos versos de “Poemas Malditos Gozosos e Devotos”, de Hilda Hilst. Os dois escritos dialogam ao subverterem a palavra em seu sentido funcional, trivial, o qual não permite a instauração do Nada – termo tão caro às obras destas autoras. O Nada, tanto em Clarice quanto em Hilda, não tem a ver com niilismo, ao contrário: diz sobre o ato criador, que só vem à luz quando se abre um espaço (vazio) capaz de recolocar a linguagem em seu silêncio. É por este motivo que a figura de Deus se faz presente nos dois textos sobre os quais explanaremos, evocando a plenitude do ato criativo, que só é possível quando o Nada está em cena. Deus é este ser que cria e destrói, mas tal destruição também é criadora, pois abriga possibilidades. Utilizamos, para discorrer sobre tais aspectos, o método hermenêutico, que desemboca em um movimento cíclico o qual permite ao intérprete, ao questionar a obra, também se perceber, ele próprio, como questão. Para dialogar com as obras explanadas, consideramos os apontamentos de Martin Heidegger acerca da verdade.



2020 ◽  
Vol 16 (2) ◽  
pp. e020013
Author(s):  
Fabrício Lemos da Costa ◽  
Sílvio Augusto de Oliveira Holanda
Keyword(s):  

O presente estudo tem objetivo de analisar o aparecimento de um inseto como motivo poético e reflexivo em “Uma esperança”, décimo quatorze texto do livro Felicidade Clandestina (1998), de Clarice Lispector (1920-1977). Trata-se de um breve flagrante do pequeno vivente no cotidiano de uma família, transformado em matéria de ficcionalização. Assim, neste trabalho, desenvolveremos uma abordagem que considera o inseto como parte de um projeto literário desta escritora, que vê em miúdos animais uma oportunidade de capturar a “beleza” do instante em simplicidade e subjetividade. Para a nossa interpretação, recorremos aos estudos de Giorgi (2016), Maciel (2016), Nascimento (2012), Mendes (2000) e Santiago (2006).



2020 ◽  
Vol 16 (2) ◽  
pp. e020014
Author(s):  
Keyla Macena
Keyword(s):  

Este artigo tem como objetivo analisar e compreender as descrições de mulheres, traçando um percurso aparentemente cronológico, a partir de personagens presentes em cinco contos de Clarice Lispector, sendo eles: Felicidade Clandestina, Preciosidade, Águas do mundo, Amor e Feliz Aniversário, a fim de entender as trajetórias femininas narradas e os papeis destinados às mulheres do século XX. Para isso, adotamos como metodologia a revisão da literatura especializada em história das mulheres e, de fortuna crítica, trabalhos e autores que têm como elementos centrais as obras de Clarice Lispector. Fundamentamos, então, o nosso estudo em Benjamin Moser (2016), Antônio Cândido (1970) e Michelle Perrot (2019), com a finalidade de compreendermos as características presentes na escrita de Lispector, bem como analisar de que forma ela transpõe as vivências das mulheres em seus textos.



2020 ◽  
Vol 16 (2) ◽  
pp. e020011
Author(s):  
Francisca Yorranna da Silva ◽  
Mary Nascimento da Silva Leitão
Keyword(s):  

Falar de amor é, na maioria das vezes, evocar um sentimento puro, generoso e justo. Entretanto, a literatura, desde o diálogo platônico entre Sócrates e Diotima que revela que Eros não é bom nem belo, pois não se trata de um deus, mas de um daimon, até os textos mais contemporâneos, nos mostra uma face do amor que causa destruição. A culpa disso não está no sentimento em si, mas em ser um amor interdito pelas regras que orientam nossa sociedade e estão arraigadas em discursos fundantes como os religiosos. Assim, este trabalho tem o objetivo de discutir a relação entre amor, interdito e transgressão a partir da leitura comparativa de Rútilo nada (1993), de Hilda Hilst, e de O erotismo (1987), de Georges Bataille. Por fim, ao concluirmos a análise, esperamos contribuir para a reflexão em torno do tema.



2020 ◽  
Vol 16 (2) ◽  
pp. e020015
Author(s):  
Vanalucia Soares da Silveira ◽  
Hermano de França Rodrigues
Keyword(s):  

O objetivo deste trabalho é analisar a dor da solidão, vivenciada pela personagem Lucrécia Neves, da obra A Cidade Sitiada, de Clarice Lispector, cuja manifestação máxima é a erotização do olhar. Nossa tese é a de que os investimentos libidinais, nas zonas oculares, estão associados à inveja excessiva, à ansiedade paranoide, a um superego arcaico avassalador, e, por conseguinte, a um Édipo mal sucedido, já estruturado no estágio oral da fase pré-genital, quando o ego ainda é muito imaturo para defender-se do poder tirânico dos instintos de agressividade, inveja e ódio, fatores preponderantes nos processos de introjeção dos objetos primordiais, sobretudo, a mãe. Desse modo, esta análise fundamenta-se, essencialmente, no pensamento de Klein (1996; 1981; 1975; 1974), no que tange aos seus conceitos de inveja, ansiedade paranoide e superego arcaico.  A nosso ver, a solidão de Lucrécia Neves remonta à cena primordial, aos anseios persecutórios, expressões de seu recalque edipiano.



2020 ◽  
Vol 16 (2) ◽  
pp. e020010
Author(s):  
Rodrigo Santos de Oliveira ◽  
Luiz Carlos Gonçalves Lopes

Este trabalho tem por objetivo comparar aproximações entre as obras A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector, e A obscena Senhora D, de Hilda Hilst, a partir do conceito “literatura pensante” de Evando Nascimento. Este aporte demarca a produção de reflexão idiossincrática no processo criativo literário não pela via filosófica, mas pela perfomatividade autoral por meio de experimentações ficcionais e poéticas. Busca-se, também, evidenciar mecanismos de linguagem associados às iniciais dos nomes das personagens para se compreender as atmosferas moventes que engendram, além da incitação ao fluxo do pensamento, exercícios de alteridade ou outridade de si. Serão consideradas leituras de pesquisadores brasileiros consagrados, tais como: Silviano Santiago, Maria Rita Kehl, Eliane Robert Moraes, Alcir Pécora e José Castello em contraste ou consonância com outras ancoragens e recortes teóricos.   PALAVRAS-CHAVE: abreviações. literatura pensante. Clarice Lispector. Hilda Hilst.



2020 ◽  
Vol 16 (2) ◽  
pp. e020018
Author(s):  
Henrique Miguel Lima Silva

Resenha de NASCIMENTOS, Erivaldo Pereira do; SALES, Laurência Souto. (Re)construindo práticas docentes: o ensino de Língua Portuguesa e Literatura na Educação Básica. João Pessoa: EDUFPB, 2017.



2020 ◽  
Vol 16 (2) ◽  
pp. e020016
Author(s):  
Antony Cardoso Bezerra ◽  
Andreza Karoline Cavalcanti Martins

Um dos fatores capitais na obra do escritor pernambucano Gilvan Lemos é a representação das fases da existência humana. Em seu romance de estreia, Noturno sem Música, esse quadro já se faz presente. A narração em primeira pessoa por Jonas, jovem que também protagoniza a narrativa, é reveladora dos percalços do amadurecimento e, também, dos conflitos geracionais dele derivados. A partir do acompanhamento do percurso literário de Gilvan Lemos, promove-se uma leitura crítica do romance. O foco da investigação se dirige às percepções do narrador e do protagonista sobre si próprios e sobre os mais velhos, num jogo entre passado e presente marcado pelo contraste. Para a problematização acerca da infância, da juventude e da velhice, conta-se com os estudos de Buenaventura Delgado (1998), Bosi (1987) e Elias (2001) como fundamento. A caracterização do tempo na narrativa bebe das fontes oferecidas por Mendilow (1972) e Pouillon (1974).



2020 ◽  
Vol 16 (2) ◽  
pp. e0200019
Author(s):  
Ana Cláudia Félix Gualberto ◽  
Hermano de França Rodrigues


2020 ◽  
Vol 16 (2) ◽  
pp. e020012
Author(s):  
Ana Cláudia Félix Gualberto

A fortuna crítica da produção narrativa de Hilda Hilst, mesmo tendo demonstrado um vasto crescimento a partir do final da década de 90, ainda concentra-se, em demasiado, na considerada “trilogia obscena”, “trilogia pornô-erótica” ou “trilogia erótica” que é composta por: O caderno rosa de Lori Lamby (1990), Contos d’escárnio: textos grotescos (1990) e Cartas de um sedutor (1991). Embora a construção da imagem de uma obscena senhora Hilda tenha sido elaborada por grande parte dos críticos literários, não pretendo seguir estes parâmetros de análise da prosa hilstiana, em especial, no que diz respeito a O caderno rosa de Lori Lamby. No lugar disso, desejo construir uma leitura centrada na teia que Hilst tece a fim de criar personagens que desfrutam da voz narrativa e que, ao mesmo tempo, ocupam o lugar de sujeitos a partir da escrita nestas e destas histórias. Evidenciando, portanto, que tais narradores-escritores vivem, permanentemente, uma relação conflituosa com o editor e estão sempre buscando amparo na figura de uma personagem feminina, com o intuito de cumprir sua função, a de escrever um “livro obsceno” que seja um sucesso de vendas e, consequentemente, rentável para a editora. Portanto, nesta análise de O caderno rosa de Lori Lamby, buscarei demonstrar como a exploração sexual infantil presente nesta obra torna-se um subterfúgio “estilístico” para denunciar a relação obscena entre mercado editorial e produção literária.



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