A MARgem - Revista Eletrônica de Ciências Humanas, Letras e Artes
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Published By EDUFU - Editora Da Universidade Federal De Uberlandia

2175-2516

Author(s):  
José Augusto Bregalda ◽  
Luciane Sturm
Keyword(s):  

O Brasil, em diferentes momentos da história, evidencia descaso político com a educação e, portanto, com o ensino de línguas estrangeiras. Neste artigo, por meio de uma pesquisa bibliográfica e documental, buscou-se relatar e discutir o percurso histórico do ensino de línguas estrangeiras (ELE) em âmbito nacional e no estado do Rio Grande do Sul, com um foco especial na língua inglesa. Dessa forma, este trabalho procura contribuir com a compreensão do processo evolutivo do ELE, desde o Brasil Colônia até os dias atuais, destacando altos e baixos do percurso para compreender a situação atual, as causas e consequências desse processo complexo, polêmico e não tão bem-sucedido como poderia. Também, buscou-se analisar, evidenciar e discutir os aspectos convergentes sobre esse processo, em documentos orientativos educacionais federais e estaduais, que vêm sendo publicados desde a década de 1990. Com isso, o intuito da pesquisa foi compreender a pertinência e as possíveis convergências das propostas desses documentos para o ensino de língua inglesa no sistema educacional público hoje.



Author(s):  
Mayra Suézia Oliveira dos Santos

Considerando que o Residência Pedagógica (RP) é um programa, executado em sua primeira versão entre 2018 e 2020, que se volta ao aperfeiçoamento dos discentes dos cursos de licenciatura, trataremos, neste trabalho, de explicitar e discutir, pontualmente, as atividades realizadas durante a sua execução no Ensino Médio e Técnico. Os objetivos são: (i) narrar as atividades realizadas e (ii) refletir sobre a sua contribuição na formação do aluno de Letras-espanhol da Universidade Federal da Paraíba, UFPB. Para tanto, a nossa metodologia se deu por meio de observações: de aulas de espanhol e do contexto escolar, como também através das regências de aulas e da elaboração e aplicação de um plano de ação. Nos fundamentos em autores e documentos que dialogam sobre o RP, sobre o ensino de línguas estrangeiras e a formação docente, a saber: Brasil (1998; 2006), LEFFA (1999), MORENO FERNÁNDEZ (2005), Biazi, Gimenez e Stuts (2011), SILVA (2012) e Costa e Fontoura (2015). Concluímos que o RP contribuiu com a formação do licenciando, uma vez que o coloca em ação com a teoria vista na academia e a prática vivida na escola. Os resultados mostram que foi possível refletir positivamente acerca da formação docente propiciada pelas atividades realizadas no RP.



Author(s):  
Bianca Costi Farias

O presente artigo propõe-se a revisitar a obra O morro dos ventos uivantes, da autora Emily Brontë, a partir de um olhar atento aos aspectos românticos e góticos nela presentes, bem como ao seu estilo de escrita, marcado por um profundo sentimentalismo. O relacionamento entre os protagonistas do romance será analisado a partir da observação do sentimentalismo sombrio e melancólico por trás da relação, e que caracteriza profundamente a escrita de Brontë. Busca-se desvendar o estilo narrativo desenvolvido pela autora e seus reflexos em Wuthering Heights, explorando a dinâmica psicológica presente na trama, que caracteriza seus personagens pela quebra de padrões - ao entregarem-se aos sentimentos de loucura e raiva – e se reflete nas cenas de relacionamento e conflito entre eles. Além disso, busca-se explorar a construção e influência da paisagem neste romance, também muito marcada por tais sentimentos, e percebendo assim seu papel e importância na narrativa.



Author(s):  
Gabriel Marinho Camargo

A presente resenha pretende analisar de forma geral a totalidade dos textos que compõem a obra, com o objetivo de compreender a importância desses estudos para o mundo acadêmico assim como para a sociedade.



Author(s):  
Larissa Emanuele da Silva De Oliveira

O presente artigo busca verificar como os autores Joaquim Itapary (1936) e Rodolfo Coelho Cavalcanti (1919-1987) desenvolvem o conceito de “monstro” em suas respectivas obras: Hitler no Maranhão ou O monstro de Guimarães (estória narrada em prosa, mas também contada em forma de cordel) e o cordel “O Monstro de Guimarães”. Os nossos objetivos específicos se concentram em: identificar de que maneira os autores caracterizam “O Monstro de Guimarães” nas obras; analisar a influência da matéria do jornal O Imparcial sobre as obras em destaque; e mostrar como as obras Hitler no Maranhão e O Monstro de Guimarães reinventam um episódio histórico por meio dos saberes e vivências populares. Acreditamos que elas colocam em diálogo ficção e fatos históricos, a exemplo do episódio que ocorreu na cidade de Guimarães-MA, no ano de 1944, no qual os pescadores acreditavam ter visto um bicho enorme no mar, o que causou pânico na população. Tal fato é ressaltado no cordel de Rodolfo Coelho Cavalcanti, que cita a matéria do jornal O Imparcial em uma de suas estrofes. Desse modo, escolhemos as obras em destaque pela possibilidade que elas nos dão de compreender como a história apresenta relações com a ficção, bem como a visão dos autores sobre o relato do monstro de Guimarães. De um lado, Itapary, maranhense da cidade de São Bento e do outro, Rodolfo Coelho Cavalcanti, da cidade de Salvador-BA. Para fundamentar a nossa pesquisa, utilizamos os trabalhos de Suassuna (2012), Tavares (2005), entre outros autores.



Author(s):  
Mariana Mota Lopes

O que separa os conceitos de erotismo e pornografia é algo tão indefinível e tão tênue quanto o que delimita o que é arte. Para o senso comum, a ideia de que o texto erótico tem maior preocupação com a forma e a linguagem utilizada é mais difundida; pensa-se que, ao contrário dos textos pornográficos, a preocupação e o objetivo maior do texto não seriam apenas a excitação do leitor, mas também a criação artística e a expressão literária. Mas existem textos que, mesmo possuindo muitas das características comumente atribuídas a textos pornográficos, são tidos como eróticos. O contrário também pode ser observado. É nesse ponto que começa nossa análise. O que, então, determina quais textos recebem qual rótulo, ou melhor: quem determina.  A partir da análise do conto de Natalia Borges Polesso, O coração precisa ser pego de surpresa para ser incriminado, e das teses acerca do que seria erotismo e pornografia e o que os diferencia, buscamos chegar à conclusão de que, na verdade, o que diferencia os dois tipos de texto não são suas características, mas sim o leitor que, a partir de seus ideais e experiências determinará, para si, se o que lê é erótico ou pornográfico.



Author(s):  
Fábio Tavares
Keyword(s):  

O presente esforço visa explicitar a configuração da geografia da sala de aula, tomando como base a compreensão sobre seus elementos e objetos e a lógica responsável por dar início e modelar as suas relações, além de situar tais dinâmicas dentro de um contexto espacial, o espaço escolar, e esse, por sua vez, vinculado à ideia de um espaço total. A escolarização da sociedade, baseada no axioma de que a aprendizagem é resultado do ensino e nada mais, é a motivação primeira para o encontro entre o professor e o aluno, sob a forma de uma obrigatoriedade, a lógica da obrigatoriedade, que atuará como uma espécie de estruturação compulsória no centro do sistema de ensino, originário do axioma da aprendizagem e das constantes demandas por especialização do mercado, que tornou o ensino inevitável e interminável, o que levou a uma sistematização do próprio. A partir da definição do local inicial (a sala de aula), buscou-se investigar a estrutura desse ponto geográfico, as suas interconexões com o contexto imediato (espaço escolar e sua morfologia) e com o contexto geral (Verdadeiro sistema), enquanto vínculos pertencentes a uma ideia de totalidade espacial, regida pelo modo de produção dominante. Além disso, a obra Sociedade sem escolas (1985), de Ivan Illich, serve como perspectiva libertária sobre a educação para a discussão realizada no trabalho.



Author(s):  
Tâmara Ramalho da Silva ◽  
Tristan Nathanael Veras Pedrosa
Keyword(s):  

A estética literária do Naturalismo esteve presente no século XIX e teve suas obras marcadas pelo cientificismo. Tal característica foi influenciada pelas descobertas científicas da época, sobretudo, pela obra A origem das espécies de Charles Darwin. No Brasil, houve também manifestações da estética literária do Naturalismo. Dentre os autores enquadrados nesse movimento, cabe citar Júlio Ribeiro. Nesse sentido, o presente trabalho tem como finalidade analisar aspectos relacionados ao erotismo, à histeria e à animalização na obra A carne de Júlio Ribeiro. Esse estudo foi realizado por meio de pesquisas bibliográficas relacionadas aos temas a serem analisados, dentre as quais cabe citar os seguintes autores: Freud [1996 (1888)], Bulhões (2005), Silva (2012) e Soihet (1997). Evidenciamos através da análise que a personagem Lenita possui um olhar racional no que diz respeito à consumação do ato sexual. Contudo, na obra, ela, como qualquer outro animal, é acometida pelo desejo da carne, tornando-se vítima dele e de uma manifestação incompleta da relação sexual. Esses desejos reprimidos imprimem nesta personagem a histeria, tida pelos especialistas da época como uma patologia restrita às mulheres. Dessa forma, o estudo da obra propõe um debate a respeito da sexualidade feminina no contexto do naturalismo, século XIX e, consequentemente, do juízo que se faz hoje deste tema, tendo em vista, que numa sociedade marcadamente conservadora, esse assunto ainda é considerado um tabu.



Author(s):  
Francisca De Paula Sousa Araujo ◽  
Ana Carine de Sousa ◽  
Andressa Costa da Conceição

O presente artigo baseou-se na obra Mornas eram as Noites, da escritora cabo-verdiana Dina Salústio e tem por objetivo realizar diferentes formas de representação da mulher, além de desenvolver uma reflexão à condição feminina, na qual o livro tanto aborda. A autora, por meio de diferentes figuras femininas, analisa e discute o contexto social onde essas mulheres estão inseridas, em que o preconceito, a desigualdade de gênero e a idealização da mulher, são fatores que ainda persistem, fatos evidenciados por Salústio talvez também por esta ser, além de escritora, assistente social e jornalista. Além de evidenciar a continuidade de uma sociedade que ainda se mantém com o pensamento e comportamento patriarcal. Nesse sentido, a temática a ser abordada retrata o modo como muitas mulheres cabo-verdianas vivem na realidade. Buscou-se deixar claro a interpretação das ideias da autora tendo como suportes teóricos para a confecção deste artigo nomes como Salústio (2002), Laranjeira (1992), Tedeschi (2019), dentre outros.



Author(s):  
Bruna Costa Pinto

No início dos primeiros anos da República surgiu uma loteria ilícita denominada jogo do bicho. Essa prática foi reprimida pelo Governo brasileiro, não só por representar uma ameaça às loterias federais e consequentemente aos cofres públicos, como também às elites, por não se enquadrar nos modelos que estavam em voga na época, inspirados nos ideais da Belle Époque, que visavam adequar o país a modelos de sociabilidade burgueses, os quais valorizavam o trabalho. Para disseminar na população que o jogo era uma atividade danosa, foram utilizados diversos recursos, como caracterizar o mesmo como um cancro social que deveria ser exterminado. Leandro Gomes de Barros (1865-1918) expressou em seus folhetos uma certa resistência à nova jogatina, indo ao encontro de muitos dos ideais colocados no imaginário coletivo, como os de que o jogo era uma atividade prejudicial e de que não representava um exercício de pessoas que desejavam ganhar a vida honestamente. Para isso, utiliza a sátira e por meio dela critica os jogadores e vendedores da nova modalidade, como acontece nos seus folhetos A Morte do Bicheiro (1912), O homem que vendeu o santo para jogar no bicho (1911) e A ausência dos bichos (1910). Este trabalho objetiva analisar como essa atividade ilícita é representada dentro das narrativas, e como o poeta faz uso da sátira para criticar esse novo jogo presente na sociedade da época. Para fundamentar a nossa pesquisa, utilizamos os trabalhos de Frye (1973), Hansen (1989) entre outros autores.



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