CAOS – Revista Eletrônica de Ciências Sociais
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Published By CAOS Revista Eletronica De Ciencias Sociais

1517-6916

2021 ◽  
Vol 2 (27) ◽  
pp. 125-137
Author(s):  
Solange de Sousa Araújo

O texto traz uma reflexão sobre o significado do “belo” contido nos livros de literatura infantil inclusiva: Sabrina: a menina albina, da autora Celina Bezerra; Pedrinho: o menino albino de Patrícia Prado e A menina sem cor, de Fernanda Emediato. Para isso, utilizamos algumas provocações referentes à beleza, contidas no livro: O fantástico mistério da Feiurinha, de Pedro Bandeira. Temos como objetivo apresentar aos novos pesquisadores, possibilidades alternativas para se olhar a beleza, referente às crianças albinas. Em um mundo marcado pela diversidade, não existe uma beleza, senão várias. As pessoas albinas são branquinhas, de olhos claros, mas não estão no contexto do midiático, por essa razão óbvia, são discriminadas e postas à margem. Metodologicamente, fazemos análise qualitativa do conteúdo dos livros para falarmos sobre aspectos subjetivos e fenômenos sociais relacionados às pessoas albinas e a forma como vivem em um mundo marcado pelo preconceito. Este trabalho representa o  desejo de inserir os temas do albinismo nas discussões acadêmicas, contribuindo para ampliar o conhecimento pela causa albina, na educação, na saúde e despertar o interesse em saber quem são as pessoas albinas, para assim amenizar ou extinguir o preconceito com esse “povo branquinho”.



2021 ◽  
Vol 2 (27) ◽  
pp. 29-45
Author(s):  
Laudisseia de França Figueiredo

Este artigo nasceu do desejo de aprofundar os conhecimentos sobre a inclusão de pessoas albinas e com deficiência visual no mercado de trabalho, por ser uma problemática por mim vivenciada e outras tantas pessoas na mesma condição. Nos últimos anos, os setores público e privado ampliaram a inclusão em seus variados postos laborais de pessoas com diferentes tipos de deficiência. No entanto, ainda que tais pessoas tenham ingressado no mercado de trabalho, não há garantia de que elas possam desempenhar de forma efetiva e inclusiva seu ofício. Contudo, as instituições acima referidas, muitas vezes possuem ciência dos seus limites quanto à construção do “lócus laboral” verdadeiramente inclusivo aos trabalhadores com deficiência. Nesse contexto, diversas organizações têm constantemente buscado maior aprofundamento sobre a problemática, informações e ajuda junto aos profissionais de saúde e especialistas que possam colaborar para a melhoria das condições de trabalho dessas pessoas, como também aquisição de equipamentos adaptados às suas necessidades. A partir desse panorama, a dificuldade encontrada no processo de inclusão nos remete a indagar: o mercado de trabalho tem possibilitado efetivamente a inclusão que reconheça a identidade, as diferenças e necessidades de cada um? Nessa perspectiva, o presente artigo tem como objetivo discutir sobre a prática inclusiva das pessoas albinas com deficiência visual, que vem sendo realizada no mercado laboral, à luz do direito, apontando os limites e as possibilidades.



2021 ◽  
Vol 2 (27) ◽  
pp. 106-124
Author(s):  
Rafaela Melo Magalhães

O texto traz reflexões quanto aos processos identitários das pessoas com albinismo (PCA), buscando compreender como as pessoas com albinismo percebem a si mesmas? Quais significados ser albino/a tem para essas pessoas? Quais discursos afirmativos são acionados? Tais perguntas nortearam o impulso intelectual desta escrita. Como desdobramento de um doutorado em andamento, a etnografia é base metodológica. O contato com os/as interlocutores/as foi estabelecido por meio de redes sociais, inicialmente por interesses de socialização, ora da minha parte, ora da parte dos interlocutores, resultando em momentos de escuta, conversas, entrevistas e presença em espaços virtuais destinados exclusivamente às PCA. Busco partilhar o que elas consideram/veem/constroem como sua identidade por meio de suas narrativas e nas correlações entre os percursos de vida, as interações sociais, o encontro com outras PCA e as demarcações do discurso biomédico. Para tanto, estabeleço diálogo com Oliveira (2005) e Ciampa (1987, 2002) e desloco o entendimento para pensar a identidade como um processo, um fenômeno social, em constate retroalimentação do binômio igualdade/diferença e intimamente vinculados às relações de poder. Para as PCA, o encontro com outros iguais é elemento fundamental para que os processos assumam também caráter coletivo de reconhecimento social e identidade política. A condição de reflexões incipientes tende a sinalizar mais perguntas do que respostas, bem como o próprio andamento da pesquisa. Não sendo possível conclusões fechadas, mas sim, a abertura de caminhos reflexivos e teóricos.



2021 ◽  
Vol 2 (27) ◽  
pp. 176-185
Author(s):  
Marcelo Cadore
Keyword(s):  

A presente resenha tem a pretensão de apresentar um quadro panorâmico das ideias defendidas por Leon Trotsky, contidas no livro Como esmagar o fascismo — organizado pelo historiador Henrique Carneiro, que também escreve a introdução da obra — acerca da ascensão e consolidação do regime nazifascista na Alemanha, assim como suas implicações para o cenário político internacional, notadamente no que tange à questão das organizações classistas do operariado. A coletânea reúne textos escritos entre 1930 e 1933, trazendo o debate, familiar ao tempo presente, da frente única contra o fascismo como ferramenta política/organizacional para a superação da crise representada pela extrema-direita no poder.



2021 ◽  
Vol 2 (27) ◽  
pp. 46-66
Author(s):  
Maria Helena Machado Santa Cecília

Este artigo se propõe a fazer uma abordagem sobre a atuação, dificuldades e desafios presentes na experiência da Associação das Pessoas com Albinismo na Bahia (APALBA), entidade da sociedade civil, pioneira na luta em defesa de direitos das pessoas com albinismo, que ao longo de sua história tem contribuído significativamente para a elevação da autoestima e a melhoria da qualidade de vida do seu público-alvo, por meio da conquista de ações públicas de inclusão social. Visa também narrar como se deu a luta da entidade na defesa dos direitos, bem como a sua participação nos diversos fóruns informais e institucionais que atuam na formulação de políticas públicas em nível nacional e internacional. O artigo aborda ainda os desafios a serem enfrentados pela APALBA, que, embora tenha participação decisiva na inclusão social e no empoderamento das pessoas com albinismo, sua sobrevivência está em risco iminente, devido às várias dificuldades no seu funcionamento, especialmente pela carência de recursos financeiros materiais e humanos, bem como a ausência de perspectivas de sustentabilidade.



2021 ◽  
Vol 2 (27) ◽  
pp. 158-174
Author(s):  
Idayane Gonçalves Soares

O artigo visa discutir a relação entre sofrimento psíquico e individualismo na sociedade moderna, dentro de um contexto teórico-metodológico da antropologia e da sociologia das emoções, a partir da análise qualitativa — com o emprego do método da etnografia virtual — de narrativas presentes no Fórum de Mensagens existente no grupo online “Caminho Novo”, criado pela Irmandade de Neuróticos Anônimos (NA). O eixo de sua abordagem prioriza as experiências vividas por indivíduos em situação de sofrimento psíquico em um ambiente virtual de ajuda mútua. Nesse, encontra-se um caleidoscópio de narrativas com diversas experiências emocionais singulares que foram analisadas em seus conteúdos e sentidos sociais. Os resultados da pesquisa revelaram que a imersão no mundo sob uma nova orientação individualista tem íntima relação com os sofrimentos psíquicos que perpassam os depoimentos dos integrantes do Grupo de Ajuda Mútua de Neuróticos Anônimos (NA).



2021 ◽  
Vol 2 (27) ◽  
pp. 138-144
Author(s):  
Andreza Cavalli
Keyword(s):  

Desde o início do século XXI, as pessoas com albinismo podem estar conquistando cada vez mais espaço no universo da moda e publicidade, assim como outras minorias, reconhecidas como essa tal diversidade. Tal fato pode ser percebido e recebido de forma positiva pela comunidade de pessoas com albinismo no que diz respeito à inclusão e ao fortalecimento do sentimento de pertencimento a esses espaços. Mas será que o chamado “cliente’, ou seja, aquele quem contrata a propaganda ou mesmo o estilista, realmente compreendem e reconhecem a natureza do albinismo, ou eles têm em mente um padrão pré-estabelecido do estereótipo da pessoa com albinismo? Isso é impossível de se afirmar na sua totalidade. O ensaio visual aqui apresentado busca ilustrar diversas formas de olhar para o albinismo, com o propósito de “romper os padrões de albinismo”, que talvez possam ainda habitar no inconsciente da moda e publicidade, especialmente no que diz respeito ao estereótipo.



2021 ◽  
Vol 2 (27) ◽  
pp. 6-7
Author(s):  
Giovanni Boaes ◽  
Adailton Aragão

Apresentação do número 27 da Revista Caos.



2021 ◽  
Vol 2 (27) ◽  
pp. 67-88
Author(s):  
Joselito Perreira da Luz

Este artigo objetivou analisar, à luz da constituição e da legislação infraconstitucional, a problemática acerca do direito das pessoas com albinismo frente ao dever do Estado de garantir políticas públicas de acesso à saúde de forma integral e específica.  Para tanto, com fundamento nos princípios constitucionais, buscou-se mapear as diretrizes, leis e normas que regulam as ações públicas de saúde de caráter e específico, levantando as principais ações públicas em andamento. Ainda procurou identificar as principais possibilidades e dificuldades enfrentadas no acesso ao direito à saúde em relação às pessoas com albinismo.



2021 ◽  
Vol 2 (27) ◽  
pp. 89-105
Author(s):  
Tatiana Oliveira Moreira

O presente ensaio aborda aspectos importantes no cotidiano das pessoas com albinismo, como capacitismo, preconceito, pertencimento racial e acesso a políticas públicas. Tendo o objetivo de compreender como esses pontos têm relação com a imagem social e individual das pessoas com albinismo e como, consequentemente, afeta a produção de subjetividades. O albinismo gera oportunidade de discutir diversos elementos para além de parâmetros biomédicos, entretanto, ainda são raras as publicações acadêmicas que abarquem questões relacionadas à subjetividade. A partir da análise de referências bibliográficas, textos jornalísticos, artigos de portais de internet, documentos e legislações, realizou-se uma discussão que problematiza conceitos universais, hegemônicos para teorizar sobre subjetividade. Assim, o ensaio procura pautar a diversidade da vivência das pessoas com albinismo, elencando adversidades, as diferentes realidades e as potencialidades do público em questão.



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