Pesquisa e Aplicação em Ciências Biológicas - VULNERABILIDADE DA FLORA ÚNICA DO ESPINHAÇO MINEIRO
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Published By Bookerfield Editora

9786589929055, 9786589929055

Author(s):  
Morgana do Nascimento Xavier ◽  
Rosângela Maria Rodrigues Barbosa ◽  
Cláudia Maria Fontes de Oliveira

Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti (Diptera: Culicidae) são insetos de grande importância para a saúde pública, pois estão envolvidos na veiculação de diferentes patógenos. Embora existam vacinas comercialmente disponíveis para a febre amarela e a dengue, novos casos destas doenças vêm sendo registrados. Além disso, apesar de existir tratamento medicamentoso para a filariose linfática, esta doença ainda não foi eliminada no Brasil. Dessa forma, o controle de culicídeos assume uma importância fundamental na redução do contato entre o patógeno e o homem. Nesse sentido, apresentamos o desenvolvimento de três armadilhas, que têm a capacidade de coletar mosquitos em diferentes fases do seu ciclo de vida - BROVT, Sticky BR-OVT e Double BR-OVT - e que podem contribuir com ações de vigilância e controle de culicídeos vetores. A primeira é uma armadilha de oviposição desenvolvida para a coleta de ovos de C. quinquefasciatus. A Sticky BR-OVT é um modelo de armadilha proveniente de adaptações da BR-OVT e que além de retirar ovos de C. quinquefasciatus do ambiente, também aprisiona os mosquitos adultos. A Double BR-OVT é uma armadilha que tem capacidade para coletar concomitantemente ovos e mosquitos adultos de C. quinquefasciatus e Aedes spp., o que pode gerar um importante retorno social, visto que agrega no mesmo instrumento a captura de duas espécies entomológicas de importância médica, em diferentes fases de seu ciclo vida. Estas armadilhas apresentam pequenas modificações entre si. Contudo, são sensíveis e eficazes ao que se propõem e por isso, podem ser facilmente empregadas em estratégias de vigilância entomológica.



Author(s):  
Leonardo Pereira Fraga ◽  
Thauany Pires dos Santos ◽  
Isabel Belloni Schmidt

Em regiões urbanas e periurbanas, as áreas de empréstimo representam um exemplo comum de áreas degradadas. Nas cidades também são frequentes os problemas de destinação dos resíduos sólidos. O lodo de esgoto estabilizado (biossólido) e os resíduos da poda vegetal constituem um substrato promissor no desenvolvimento de espécies arbóreas em áreas degradadas. O presente trabalho avaliou sobrevivência e crescimento inicial de mudas de espécies florestais e savânicas do Cerrado, em tratamentos com diferentes dosagens de lodo e de resíduos de poda, em área de empréstimo. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com nove tratamentos e três repetições, totalizando 27 parcelas. Foram testados os efeitos de três níveis (doses) dos dois fatores (Lodo - L e Poda - P): L0P0 (controle); L0P1 (122,5 Mg.ha-1 de poda); L0P2 (245 Mg.ha-1 de poda); L1P0 (270 m3 .ha-1 de lodo); L1P1; L1P2; L2P0 (1.080 m3 .ha-1 de lodo); L2P1; e L2P2. Em cada parcela foram plantadas 60 mudas (seis por espécie) das 10 espécies testadas. A maioria das espécies florestais (Anadenanthera colubrina, Copaifera langsdorffii, Peltophorum dubium, Senegalia polyphylla, Schinus terebinthifolius, Sterculia striata e Tabebuia impetiginosa) apresentou alto percentual de sobrevivência e relativo crescimento nos tratamentos com dosagens combinadas dos resíduos ou com dosagens de lodo. Espécies savânicas (Alibertia edulis, Alibertia sessilis e Tabebuia aurea) apresentaram pouco crescimento nos tratamentos testados. T. aurea apresentou o menor percentual de sobrevivência no experimento. O uso de espécies florestais do Cerrado para revegetação de área de empréstimo urbana, em tratamentos com biossólido e resíduos de poda, apresentou resultados satisfatórios.



Author(s):  
Paula Rodrigues Nassar ◽  
Jonathas Barreto ◽  
Alexandre Schiavetti

As mudanças climáticas já estão ocorrendo globalmente e a forma com que gestores e cidadãos irão responder a essas mudanças dependerá da rapidez das ações em contê-las e principalmente o conhecimento sobre o assunto. As tartarugas marinhas podem ser consideradas espécies sentinelas, como um indicador da saúde dos oceanos e do meio ambiente. Um dos impactos das mudanças climáticas sob as populações de tartarugas marinhas é a perda de praia de desova frente à elevação do nível do mar. Para isso, este estudo projetou possíveis perdas de área de desovas de três espécies de tartarugas marinhas (Caretta caretta, Eretmochelys imbricata e Dermochelys coriacea) em quatro áreas reprodutivas do litoral brasileiro. Foram coletadas variáveis ambientais das praias e dos ninhos. Ninhos na zona de vegetação e com altas taxas de eclosão podem indicar um sucesso reprodutivo dessas espécies em áreas mais distantes da maré, caso seja necessário a redistribuição espacial dos ninhos. Notouse que praia de perfil dissipativo seria o tipo de perfil mais prejudicado pela elevação do nível do mar, e no presente estudo, apenas E. imbricata apresentou desovas regulares na praia com essa morfodinâmica. Praias de perfil intermediário, nas quais foram observadas ninhos das três espécies, estariam sujeitas a impactos diferentes em cada projeção, dependentes principalmente da largura e da declividade da praia.



Author(s):  
Monyck Jeane dos Santos Lopes ◽  
Aline Chaves Alves ◽  
Ricardo Abrahim Leite Oliva ◽  
Ila Nayara Bezerra da Silva ◽  
Moacyr Bernardino Dias-Filho ◽  
...  

Sob estresses abióticos, como sombreamento, as plantas apresentam plasticidade fenotípica, modificando seu desenvolvimento para sobreviverem a diferentes ambientes. Assim o objetivo desse estudo é verificar o efeito do sombreamento no crescimento e na alocação de carbono de mudas de Parkia gigantocarpa Ducke, também conhecida como faveira-atanã. As mudas foram alocadas sob pleno sol, baixa, média e alta intensidade de sombreamento (0%, 25%, 50% e 75% de sombreamento, respectivamente). Os parâmetros avaliados foram: altura, diâmetro, teor de clorofila, área foliar específica, produção de biomassa e alocação de carbono. O sombreamento alterou o crescimento de P. gigantocarpa. Como mecanismos de sua plasticidade fisiológica, essa espécie aumentou a clorofila e a área foliar específica, possibilitando sua adaptação a todos os níveis de sombreamento. O padrão de alocação do carbono não foi afetado pelos tratamentos. Ademais, considerando seu crescimento e produção de biomassa, essa espécie se desenvolveu melhor quando cultivada a pleno sol.



Author(s):  
Flora de Lima Assis ◽  
Ricardo Dobrovolski ◽  
Paloma Ponchet Borges

A ocupação e alteração da paisagem pela humanidade é um comportamento que tem sido realizado ao longo de todo seu processo de dispersão e crescimento populacional. Esta transformação da superfície terrestre está ligada à extração e capitalização dos recursos naturais com o objetivo de impulsionar o crescimento social e econômico das populações. Uma das crenças que surgiu ao longo do tempo é a de que empreendimentos agrícolas (principal tipos de ocupação do solo atualmente em todo o mundo) são investimentos que proporcionam ganho de qualidade de vida para as populações que habitam as regiões onde são instalados. Nós testamos a hipótese de que existe uma relação entre quantidade de vegetação nativa remanescente e desenvolvimento humano na Bahia. Além disso, buscamos também investigar de que maneira se relacionam as variáveis econômicas (valor de produção, produtividade agrícola e PIB (Produto Interno Bruto da agricultura) e o uso do solo no estado. Para isso, classificamos os municípios baianos em 5 classes de acordo com a quantidade de vegetação remanescente em cada um, em seguida os comparamos com dados de IDH (índice de desenvolvimento humano), PIB (produto interno bruto), quantidade de cabeças de gado e valor de produção. Os principais resultados apontam que a destruição da vegetação nativa não tem relação com mudanças nos índices de qualidade de vida da população dos municípios baianos, mas ao mesmo tempo revelam um aumento do desmatamento na Caatinga e no Cerrado principalmente. O estudo é apresentado em três capítulos. Por este capítulo são apresentados os resultados obtidos.



Author(s):  
Elismara Aparecida Pereira Monteiro de Andrade

Os microrganismos vivem nos mais diversos hábitats terrestres. Entre os microrganismos destacam-se os fungos micorrízicos arbusculares (FMAs), os quais se associam às raízes das plantas e colonizam mais de 80% das espécies vegetais terrestres. Estudos sobre a ocorrência de FMAs no Continente Antártico são escassos. O objetivo desse estudo foi avaliar a ocorrência e diversidade de FMAs em raízes e solo rizosférico de Deschampsia antarctica Desv. coletados próximos às estações de pesquisa do Brasil (Estação Antártica Comandante Ferraz - EACF) e da Polônia (Arctowski), na Baía do Almirantado, Ilha Rei George, arquipélago Shetland do Sul, Antártica. Foram realizadas coletas de solo rizosférico e raízes de Deschampsia antarctica Desv. próximo à EACF e próximo à Estação Arctowski. Foi realizada a caracterização química do solo e definida a densidade e diversidade de espécies de FMAs e a colonização micorrízica nas raízes de Deschampsia antarctica Desv. Foram recuperados 15 esporos no solo da área próxima à EACF e não foi encontrado nenhum esporo na área próxima à Estação Arctowski. A colonização micorrízica das raízes de D. Antarctica foi de 40% para a área próxima à EACF e de 24% para a área próxima à Estação Arctowski. No total foram identificadas duas espécies de FMAs, sendo uma espécies do gênero Acaulospora, identificada como Acaulospora mellea e uma espécie do gênero Glomus classificada como Glomus sp1. A diversidade de FMAs na região é limitada pela baixa temperatura, baixa diversidade vegetal e altos níveis de P e Al presentes no solo.



Author(s):  
Roberto Nascimento de Farias
Keyword(s):  

A degradação dos rios e riachos tem muitos impactos sobre as comunidades bióticas e compromete a geração de diversos serviços ecossistêmicos. Dessa forma, tornam-se fundamentais instrumentos que possibilitem avaliações integradas desses ecossistemas, assim como dos impactos antrópicos presentes na bacia hidrográfica. Nesse sentido, uma alternativa promissora são os Protocolos de Avaliação Rápida (PAR) de hábitats em riachos. Sendo assim, este estudo teve como objetivo propor um PAR e demonstrar seu potencial como uma ferramenta complementar na gestão de bacias hidrográficas antropizadas. O protocolo, baseado em métodos utilizados em outros países, é composto por 11 métricas, que avaliam a qualidade de diferentes atributos do hábitat nos riachos classificando-as em quatro categorias: “péssima”, “ruim”, “regular” ou “boa”. O protocolo foi então aplicado em 30 trechos de riachos da bacia hidrográfica do Arroio Candiota, no sudoeste do estado do Rio Grande do Sul. Em relação à qualidade global do hábitat, nos riachos predominou a condição regular e mostrou-se principalmente associada a dois impactos. Um deles é a degradação da zona ripária, especialmente pela ação do gado, e o outro o assoreamento do canal pelo aporte de rejeitos da mineração de carvão a céu aberto. O protocolo proposto mostrouse adequado para avaliar a qualidade do hábitat nos riachos e permitiu identificar os principais impactos antrópicos sobre esses ecossistemas. Além disso, ele tem grande potencial como instrumento complementar a indicadores bióticos e de qualidade da água em programas de monitoramento, avaliação e restauração de bacias hidrográficas.



Author(s):  
Flora de Lima Assis ◽  
Ricardo Dobrovolski ◽  
Paloma Ponchet Borges

A ocupação e alteração da paisagem pela humanidade é um comportamento que tem sido realizado ao longo de todo seu processo de dispersão e crescimento populacional. Esta transformação da superfície terrestre está ligada à extração e capitalização dos recursos naturais com o objetivo de impulsionar o crescimento social e econômico das populações. Uma das crenças que surgiu ao longo do tempo é a de que empreendimentos agrícolas (principal tipos de ocupação do solo atualmente em todo o mundo) são investimentos que proporcionam ganho de qualidade de vida para as populações que habitam as regiões onde são instalados. Nós testamos a hipótese de que existe uma relação entre quantidade de vegetação nativa remanescente e desenvolvimento humano na Bahia. Além disso, buscamos também investigar de que maneira se relacionam as variáveis econômicas (valor de produção, produtividade agrícola e PIB (Produto Interno Bruto da agricultura) e o uso do solo no estado. Para isso, classificamos os municípios baianos em 5 classes de acordo com a quantidade de vegetação remanescente em cada um, em seguida os comparamos com dados de IDH (índice de desenvolvimento humano), PIB (produto interno bruto), quantidade de cabeças de gado e valor de produção. Os principais resultados apontam que a destruição da vegetação nativa não tem relação com mudanças nos índices de qualidade de vida da população dos municípios baianos, mas ao mesmo tempo revelam um aumento do desmatamento na Caatinga e no Cerrado principalmente. O estudo é apresentado em três capítulos. Pelo presente capítulo são apresentadas as discussões e as conclusões do estudo.



Author(s):  
Flora de Lima Assis ◽  
Ricardo Dobrovolski ◽  
Paloma Ponchet Borges

A ocupação e alteração da paisagem pela humanidade é um comportamento que tem sido realizado ao longo de todo seu processo de dispersão e crescimento populacional. Esta transformação da superfície terrestre está ligada à extração e capitalização dos recursos naturais com o objetivo de impulsionar o crescimento social e econômico das populações. Uma das crenças que surgiu ao longo do tempo é a de que empreendimentos agrícolas (principal tipos de ocupação do solo atualmente em todo o mundo) são investimentos que proporcionam ganho de qualidade de vida para as populações que habitam as regiões onde são instalados. Nós testamos a hipótese de que existe uma relação entre quantidade de vegetação nativa remanescente e desenvolvimento humano na Bahia. Além disso, buscamos também investigar de que maneira se relacionam as variáveis econômicas (valor de produção, produtividade agrícola e PIB (Produto Interno Bruto da agricultura) e o uso do solo no estado. Para isso, classificamos os municípios baianos em 5 classes de acordo com a quantidade de vegetação remanescente em cada um, em seguida os comparamos com dados de IDH (índice de desenvolvimento humano), PIB (produto interno bruto), quantidade de cabeças de gado e valor de produção. Os principais resultados apontam que a destruição da vegetação nativa não tem relação com mudanças nos índices de qualidade de vida da população dos municípios baianos, mas ao mesmo tempo revelam um aumento do desmatamento na Caatinga e no Cerrado principalmente. O estudo é apresentado em três capítulos. Este capítulo reúne aspectos introdutórios e relacionados à metodologia adotada.



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