Sofia
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Published By Universidade Federal Do Espirito Santo

2317-2339

Sofia ◽  
2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 185-200
Author(s):  
Josiane Cristina Bocchi

Um dos traços mais visíveis do sofrimento psíquico contemporâneo encontra-se na relação do sofrer com o corpo e com a imagem na sociedade atual. Este trabalho discute a ênfase conferida às formas de apropriação do corpo saudável e do corpo doente e divide-se em duas partes: a) A valorização da alimentação saudável e a ascensão da cultura da boa forma e b) Resgate do conceito freudiano de hipocondria, para orientar o debate sobre os impactos do uso das noções de saúde e alimentação na subjetividade atual e sobre formas de regulação do mal-estar e do sofrimento no espectro fantasmático da imagem corporal.



Sofia ◽  
2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 232-249
Author(s):  
Rudinei Cogo Moor

Nas Ideias I, Husserl parte dos vividos para clarificar o que é a vida transcendental da consciência pura em seus componentes constitutivos. O método fenomenológico decompõe os vividos e mostra o que é mais próprio de suas aparições: o sentido que todas carregam, entrelaçadas por momentos intencionais e pressupostos não-intencionais, referidas ao sujeito transcendental. Este artigo procura mostrar que, para Husserl, todo esforço em descrever esses pressupostos não-intencionais das aparições requer uma explicitação da consciência, como ponto de referência objetivo. Ao mesmo tempo que aponta para esses pressupostos, Husserl os abandona em prol das noeses, consideradas como investigações mais ricas no campo das atividades e funcionalidades constitutivas da consciência. No entanto, são os pressupostos hyléticos e passivos que fundamentam toda a vida ativa e, sem os quais, um ego propriamente dito não existiria.



Sofia ◽  
2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 351-366
Author(s):  
Carlos Tiago Silva ◽  
Arion Keller

 Este é um artigo publicado no livro L’immanence et le salut: regards spinozistes (2000), em que Bernard Rousset comenta, a partir de um ponto de vista espinosano, o alcance e o limite das acusações hegelianas feitas a Espinosa. O texto se apresenta em dois momentos distintos: no primeiro, o autor mapeia a recepção hegeliana de Espinosa, bem como esta recepção foi recebida pela fortuna crítica relacionada a ambos os filósofos; no segundo, o autor analisa as pretensões hegelianas de crítica imanente ao espinosismo, assim como seus limites quando colocada em questão pelo próprio texto espinosano. Trata-se, então, de uma estratégia argumentativa de aceitar a similitude de ambos os projetos filosóficos em algum sentido, mas, sobretudo, de demarcar muito bem suas diferenças, enfatizando algumas insuficiências da leitura que Hegel faz de Espinosa. PALAVRAS-CHAVE: Espinosa. Hegel. Saber Absoluto. Substância. Negação.  



Sofia ◽  
2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 174-184
Author(s):  
Ana Carolina Soliva Soria

O presente texto analisa alguns aspectos da relação entre verdade e ficção na construção dos textos freudianos à luz de um conjunto de cartas pertencente à coleção hipocrática.



Sofia ◽  
2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 43-67
Author(s):  
FERNANDA SILVEIRA CORREA

No artigo são comparadas as diversas dualidades propostas por Freud: no Projeto de uma psicologia, entre a teoria da vivência de satisfação e a teoria da vivência de dor; em Visão geral das neuroses de transferência, entre a psicologia do pai primitivo (do indivíduo) e a psicologia dos filhos da hora primitiva (psicologia das massas) e, em Além do princípio do prazer, entre pulsão de vida e pulsão de morte. Tomando como base as reflexões sobre a teoria da vivência de dor e seus desdobramentos na obra freudiana em seus momentos principais: em Totem e tabu e Introdução ao narcisismo, compreende-se a pulsão de morte como tendência do organismo a deixar-se ser invadido pelas elevadas e destruidoras quantidades do mundo externo. Tendência que se expressa no masoquismo, no desejo de dor e de submissão ao outro e que é essencial para a compreensão dos laços sociais.



Sofia ◽  
2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 250-271
Author(s):  
Dario De Negreiros
Keyword(s):  

Trata-se de uma investigação sobre as dimensões lógicas da política em Le Travail de l'œuvre, Machiavel (1972), de Claude Lefort, opus magnum que lança as bases de sua filosofia política. Apresentaremos as três dimensões lógicas fundamentais da política do Maquiavel de Lefort: i. a lógica da força e a política como cálculo; ii. a lógica do imaginário, que exige a mobilização de uma dinâmica de afetos; e iii. a lógica do desejo, na qual se enredam os desejos do príncipe, dos grandes e do povo. Pretendemos, assim, explicitar os caminhos pelos quais a filosofia política lefortiana não apenas se afasta do imperativo clássico da separação entre razão e afeto, como procede à elaboração de uma perspectiva crítica a este modo de compreensão da lógica dos fenômenos políticos.  



Sofia ◽  
2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 291-321
Author(s):  
Caio Caramico Soares
Keyword(s):  

Bariona (1940) é a primeira peça de Jean-Paul Sartre, aquele em lançou as premissas básicas de seu teatro de situações.  Foi escrita em um período crucial de sua vida, durante os meses que passou prisioneiro dos nazistas no campo de Trier. Sartre vive então uma verdadeira “conversão” a ideia de engajamento político. Outro dado importante é o recurso ao mito, mais exatamente à narrativa bíblica do nascimento de Cristo, como instrumento útil, antes de mais nada, para disfarçar a defesa filosófica e política da liberdade, pilar do existencialismo sartriano. O presente artigo examina essas diversas dimensões de peça, e explora dimensões mais profundas do diálogo de Sartre com a religião cristã, à luz da hermenêutica simbólica de Mircea Eliade e de argumentos nietzschianos sobre a “tradução-reinvenção” da História e o amor fati.   PALAVRAS-CHAVE: SARTRE. BARIONA. TEATRO .MITO .RELIGIÃO .NIETZSCHE



Sofia ◽  
2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 99-120
Author(s):  
Vinícius Armiliato
Keyword(s):  

A partir de formulações oriundas da biologia evolutiva presentes em trabalhos de Sigmund Freud, procuramos indicar como os processos patológicos são lidos, em sua psicanálise, como a emergência de elementos arcaicos da história da espécie, de modo que a biologia exerceria um efeito normativo em certas leituras que faz de fenômenos psíquicos. Após apontar sumariamente como Freud se sustenta em ideários evolucionários, indicamos como os aplica no manuscrito de 1915 intitulado Visão de conjunto das neuroses de transferência. Neste manuscrito Freud apresenta de forma ampla como cada neurose está calcada em um período evolutivo da história humana, ou seja, como são reações às variações do meio, outrora foram benéficas à espécie e que, contemporaneamente não mais seriam, tornando-se assim doentias. Ao final, indica-se como as psicopatologias tendem a ser lidas enquanto emergências do passado no presente, em detrimento de nelas visualizar rupturas com as tendências biológicas do passado.



Sofia ◽  
2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 157-173
Author(s):  
Sergio Fernandes
Keyword(s):  

RESUMO: Levando em consideração a posição de Bárbara Cassin, que afirma ter encontrado na psicanálise um dos pontos de retorno mais bem definido do logos sofístico, nos propomos a verificar até que medida a sofística, recalcada enquanto não sentido, nos leva, de alguma maneira, a repensar os limites do conceito de sentido. Nessa perspectiva, o logos sofístico é sempre remetido ao que ele mesmo busca impedir, a saber, o ser e a fala do ser. Vale lembrar que, na história da filosofia, a metafísica do ser e do sentido é platônico-aristotélica. No que concerne aos diálogos platônicos, por exemplo, a sofística é completamente desconsiderada, seja no plano ontológico, seja no plano lógico. Seria necessário, para se fazer um mínimo de justiça à sofística, aceitar, além das oposições entre filosofia e retórica, de um lado, e sentido e não sentido, do outro, a sofística como "esquiva" do metafísico e alternativa à linguagem clássica da filosofia. Jacques Lacan, distinguindo-se da linguagem do ser, aproxima-se da ficção da palavra; nesse aspecto, aproxima-se, também, da sofística. Abordaremos, portanto, algumas teses que podem nos propiciar uma tal aproximação, no intuito de apresentar a sofística como uma questão sempre atual.



Sofia ◽  
2021 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 12-42
Author(s):  
Érico Bruno Viana Campos

A preocupação com a gênese do eu e da estruturação do “caráter” ou personalidade se tornou um dos eixos que motivaram a rica era dos debates na Psicanálise nas décadas de 20 e 30 do século XX, resgatando o interesse por um tema filosófico clássico: a origem da consciência reflexiva de si. No cerne dessa problemática está a compreensão do mecanismo de identificação narcísica na melancolia, que se dá sob diferentes perspectivas envolvendo Freud e seus dois discípulos mais originais, Ferenczi e Abraham. A proposta deste ensaio teórico é endossar a posição de que a matriz clínica de melancolia é a fonte do paradigma objetal em Psicanálise e resgatar o esquema do desenvolvimento da libido para a compreensão da estruturação de personalidade. São discutidas as múltiplas perspectivas sobre a constituição do eu e das relações de objeto, com destaque para a dinâmica identificatória e para os destinos do sadismo e masoquismo.



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