SCIENCEGATE

GEOPAUTA

Publisher:
universidade estadual do sudoeste da bahia/edicoes uesb
ISSN(s):
2594-5033  
Last Update Time:
January 11, 2021
Total Documents:
124
Top Keywords:
Minas Gerais
Rio Grande
Politica Publica
Rio Grande Do Sul
Mato Grosso
Santa Cruz
Bolsa Familia
Abya Yala
Focus Group
Paraná River
Rio De Janeiro
São Paulo
Citrus Aurantifolia
Risk Zoning
Hydrographic Basin
De Se
Parana River
Sao Paulo
Audre Lorde
Mato Grosso Do Sul

A proposta deste texto não é de aprofundamento das questões habitacionais na cidade de Vitória da Conquista, mas de mostrar um painel da repercussão, nessa cidade, do problema habitacional no Brasil através da espacialidade de alguns componentes da precariedade habitacional por setores censitários do IBGE. Para tanto apresenta-se um rápido histórico da construção do problema desde o período colonial da instituição da cultura patrimonialista, da exploração da força de trabalho das pessoas escravizadas e da sua desigual inserção na sociedade brasileira, continuando em situação de precariedade, com baixa ou nenhuma renda.A necessidade de um alto investimento na mercadoria habitação leva as famílias mais vulneráveis a adotar diversas para morar, como a ocupação de terras públicas e áreas de proteção ambiental.  


O presente artigo traz à tona um entendimento dos espaços do campo e das cidades, no período de 2016-2018, diante do avanço de um governo de direita e das pautas neoliberais, enfatizando que os indicadores sociais apresentam suas dimensões espaciais, e em situações de conflito, expressam a luta pelo território, fomentando e contribuindo para a leitura geográfica dos movimentos de luta, sejam em busca de direitos, ao território ou mesmo o questionamento e superação à ordem hegemônica, destrutiva e desumana do capital.


O artigo apresenta a intima relação entre a integração regional e a geopolítica e geoeconomia, a partir da compreensão do papel das empresas da construção pesada no projeto geoeconômico brasileiro, que obteve espaço de espraiamento das ações na América do Sul com a participação delas em obras do IIRSA. A partir da revisão teórica e de dados sobre a construções, destacamos que as empreiteiras servem como elementos estratégicos de expansão econômica brasileira, que legitimam, as transformações e grandes impactos territoriais. Exemplificamos esse exemplo a partir do caso da construção do Corredor Viário Interoceânico Sul que sintetiza ao mesmo tempo as estratégias, os impactos sociais e ambientais, e o projeto hegemônico do Brasil.


2020 ◽
Vol 4(4)
pp. 157-167
Sócrates Oliveira Menezes

O presente artigo tem como objetivo analisar a relação entre a ciência geográfica e a categoria trabalho, objetivando as dimensões teórica e metodológica que envolve o debate. A respeito da teoria, a discussão seguiu no sentido de entender os significados do valor-trabalho e da relação sociedade natureza, bem como as possibilidades de sua inserção na análise geográfica. A respeito do método, a discussão se orientou no debate sobre a dialética e sua constituição a partir de Hegel e Marx, demonstrando como que ela é o resultado interpretativo das contradições reais estabelecidas no interior da relação capital-trabalho, própria da sociedade moderna.  Por fim, o texto conclui com um chamado à repensar a importância da centralidade do trabalho para a Geografia.


La actual crisis sanitaria ha provocado una pandemia que interpela nuestra cotidianidad y rebela no solo la fragilidad de la vida, sino la profundidad de las desigualdades estructurales sostenidas por el sistema capitalista, racista y patriarcal. Las narrativas hegemónicas de este modelo industrial funcionan como uno de los pilares Del modo de producción capitalista, promoviendo subordinaciones de La naturaleza y ciertos cuerpos, que generan procesos desiguales necesarios para El mantenimiento Del capital. A partir de La experiencia de La comunidad Kinchil y la imposición de la mega cría de cerdos, este trabajo tiene como objetivo comprender cómo la expansión de la cría de cerdos está determinando la producción de áreas de faena y cómo estos espacios se sustentan y reproducen en las formas de racismo ambiental que afecta a poblaciones que habitan estos territorios.

Keywords:
el sistema

2020 ◽
Vol 4(4)
pp. 18-30
Sofia Zaragocin

Este artículo define la geografía feminista descolonial desde una multiplicidad de lugares. En el campo de la geografía crítica hay una mayor producción sobre descolonialidad fuera del sur que dentro del Abya Yala. Por lo que hay una variedad de propuestas que coinciden en las distintas geografías feministas desde geografías de la negritud, geografías indígenas y geografías LatinX. Desde un encarnamiento de la movilidad humana y la translocalidad, propongo una definición de la geografía feminista descolonial que cuestione profundamente a los nacionalismos metodológicos, hacia espacios geográficos imaginarios como el Abya Yala y el Atzlán.

Keywords:
abya yala

Entrelaçando diferentes visões críticas, analisamos os processos de subjetivação que construíram os corpos e territórios de Abya Yala como zonas de sacrifício.  Diante do projeto suscitado pelo padrão hegemônico de poder, que se impõe violentamente aos corpos-territórios, nos opomos à proposta de ura que mulheres e homens dessas geografias encarnam; explorando como eles defendem e alimentam diferentes formas de subjetividade, que colocam a sustentação da vida no centro. Vamos problematizar como o conflito entre capital e vida se resolve em corpos e territórios a partir de práticas, processos de produção de sentido e emoções para distinguir a radicalidade das contribuições das lutas de Abya Yala.

Keywords:
abya yala

2020 ◽
Vol 4(4)
pp. 4-6
Altemar Amaral Rocha

2020 ◽
Vol 4(4)
pp. 7-17
Delmy Tania Cruz Hernández
Juliana Agustina Diaz Lozano
Gabriela Elizabeth Ruales Jurado

O artigo apresenta algumas contribuições teóricas e metodológicas para compreender o significado da geografia feminista descolonial. Enfatiza as contribuições para a noção de território e os vínculos que a disciplina estabelece com a categoria corpo-território-terra que emana dos feminismos comunitários de AbyaYala. Também torna visível a contribuição metodológica de diversos grupos e organizações sociais no mapeamento de opressões, resistências e subversões.


Entendemos que la configuración asimétrica de las relaciones de poder plasmadas en las intersecciones entre género, clase y raza/etnia concreta la vivencia de las personas a partir de diferentes formas de opresiones y resistencias. Nuestro objetivo con el presente texto es evidenciar algunas experiencias desarrolladas en la Argentina que tienen la potencia de mapear las diferentes opresiones y también las resistencias, en distintas escalas geográficas. La primera es la realización del mapeo de los femicidios en la Argentina, ya la segunda, surge a partir del contra-mapeo realizado por el colectivo Geógrafas haciendo Lugar en el marco del 8M y evidencia los territorios del miedo en la ciudad de Tandil.