Revista Estética e Semiótica
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Published By Programa De Pos-Graduacao Em Arquitetura E Urbanismo - Univ. De Brasilia

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2020 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 94-115
Author(s):  
Leonardo Oliveira

Nas décadas de 1950 e 1960, durante o boom econômico europeu do Pós-Segunda Guerra Mundial, foram expostos os problemas internos do pensamento moderno na arquitetura e desencadeado um lento processo de ruptura na sua base. Este debate se intensificou na década de 1960, quando diversos grupos de arquitetos em distintos contextos geográficos difundiram críticas aos preceitos modernistas a partir de abordagens sem precedentes. Um deles foi o grupo florentino Superstudio (1966–1978), criado pelos italianos Adolfo Natalini e Cristiano Toraldo di Francia, que, apoiados em fotografias preexistentes, subverteram a impessoalidade da arquitetura moderna e da falta de diálogo desta com a realidade social sob forma de irônicas fotomontagens. Essas representações frequentemente empurravam os preceitos do modernismo ao absurdo e vislumbravam não imaginar uma cidade “ideal”, mas escancarar a realidade sugerida para as cidades europeias naquele contexto histórico e evidenciar os limites dos princípios arquitetônicos modernos. O presente estudo busca, por meio de revisão de literatura, investigar o pensamento do Superstudio expresso nas suas fotomontagens e analisar a maneira por meio da qual elas contribuíram para a crítica ao movimento moderno em Florença (Itália) na década de 1960. A título de estudo de caso será analisada uma das principais produções do coletivo, a série de fotomontagens intitulada “Monumento Contínuo” (1969), visando à leitura de aspectos formais e mensagens implícitas que tais imagens se propõem a transmitir.



2020 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 90-93
Author(s):  
Aline Stefânia Zim

O termo kitsch, que nasce e ganha sentido em plena ascensão da sociedade burguesa em meados do século XIX, traz à tona contradições fundamentais para o entendimento da modernidade: o autêntico e a cópia, a aura e a reprodutibilidade técnica da obra de arte. O kitsch capta a alienação coletiva da sociedade ocidental em ascensão, aspirando a felicidade pelo consumo. Ao imitar as classes abastadas, a cultura kitsch é reacionária à cultura erudita, e ambas coexistem: uma ascende, a outra imita. A aparente desqualificação do elevado, entretanto, parece não atingir a grande obra. Pelo contrário, a cópia e a imitação do que é convencionado como belo ou erudito afirma o próprio sistema, pois amplia e define com maior nitidez o verdadeiro do falso. Este ensaio supõe que a estética kitsch é fundamental para a construção do bom gosto na modernidade, pois é ele, o comportamento kitsch, que aproxima as massas da experiência estética do seu tempo, sustentando o ciclo de consumo.



2020 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 26-57
Author(s):  
Fernando Freitas Fuão
Keyword(s):  

O ensaio aborda a questão da domesticação das cidades desde a óptica da peste no século XVII na Europa, para tanto o autor recorre a Daniel Defoe, Camus, e Michel Foucault. Mostra a permanência de uma organização estrutural de combate à peste que mesmo após o cessar, essa estrutura permanece como modelo de domesticação e controle sobre os corpos na cidade moderna.



2020 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 58-65
Author(s):  
Erinaldo Sales

A proposta deste texto é analisar a estética da arquitetura e da literatura a partir de alguns termos que fazem referência direta à questão da Estética, sobretudo com o surgimento desta como disciplina, como área de estudo propriamente dita e o que é tratado disso em relação à arquitetura e à literatura.



2020 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 66-77
Author(s):  
Ana Elisabete Medeiros

Intervir, como construir no pré-existente, é parte constitutiva do projetar. Mas, intervir em obra de arte pressupõe, por parte do arquiteto e urbanista, atenção adicional porque é seu dever salvaguardála em sua inteireza, matéria e essência. Se a crítica sobre o construído, como parte do processo projetual, pressupõe liberdade, no caso da obra de arte essa liberdade se mostra, de certa maneira, cerceada. Ensinar a apreender os procedimentos da construção da crítica da arquitetura patrimônio artístico, desvelando as possibilidades e os limites da liberdade do intervir é uma das tarefas da Disciplina Técnicas Retrospectivas. Considerando o objetivo do Simpósio, o presente artigo se propõe a apresentar o lugar da arte, da crítica e da liberdade no ensino de Técnicas Retrospectivas na ação de arteducar para intervir. Estrutura-se, portanto, assim: apresenta Técnicas Retrospectivas; aborda, à luz da arte, da crítica e da liberdade questões gerais do ensino da intervenção em patrimônio a partir de um dos estudos de caso propostos; e traz à tona exemplos de trabalhos desenvolvidos pelos alunos no enfrentamento das questões gerais anteriormente discutidas e do tema escolhido.



2020 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 116-17
Author(s):  
Raquel Santos

A análise do patrimônio arquitetônico aparece frequentemente sob um viés histórico e cultural. No entanto, sua exploração sob a ótica da estética, umas das grandes áreas da filosofia, assim como a ética e a política, ainda é pouco explorada. A estética dos espaços edificados, apreendida pela percepção visual varia de acordo com fatores inerentes à subjetividade humana, como a memória, a cultura, o entendimento do belo, entre outros. A legibilidade do espaço, dada pela morfologia do lugar, resultante do desenho do projeto e auxiliada por detalhes e signos, constitui fator precípuo na apreensão e fruição deste. Diante disso, pretende-se investigar, por meio de um objeto de estudo, como alguns paradigmas de projeto, como eixos estruturadores, simetria e organização de volumes, definem categorias de estruturação plástica que podem deflagrar determinados modos de interação com o espaço. Destarte, o ensejo de analisar as possibilidades que incidem sobre a leitura do objeto arquitetônico a partir de seu desenho, visa tomá-lo não como alvo de crítica, mas como instrumento do exercício filosófico, capaz de identificar os desdobramentos subjetivos que se alternam e se conjugam na construção e uma identidade cultural. Pretendese, com isto, deixar uma contribuição pertinente ao debate da estética, a constituir parte do desenvolvimento da dissertação de Mestrado em Arquitetura e Urbanismo do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília – PPG/FAUUnB, intitulada “A plasticidade na interação entre sujeito e lugar”.



2020 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 78-87
Author(s):  
Carolina Borges
Keyword(s):  

A Antiguidade possui a natureza como referência para o belo e toda a arte é criada a partir da mimese e da geometria. A beleza do templo era concebida para ser apreciada pelos deuses, e não pelos homens. Já na Idade Média, a retórica era um produto da relação do belo com uma ideia, com um conceito. Nesse sentido, a imaginação e a fantasia tinham um papel importante na construção do discurso. O Renascimento, por sua vez, resgata o racionalismo clássico para adaptá-lo aos dogmas religiosos totalmente diversos daqueles da antiguidade. Entendemos que uma das razões para o enfraquecimento da Igreja Católica seja esta tentativa de se alcançar a fé no divino por meio da razão.



2020 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 8-25
Author(s):  
Flávio Kothe

As categorias lógicas foram reduzidas basicamente a uma, a quantidade, pretendendo-se com ela definir a qualidade. São examinados aqui os conceitos de Aristóteles e se discutem algumas proposições de Kant e Heidegger sobre arte.



Author(s):  
Farlley Derze

Este estudo é sobre a noite, com o interesse em se verificar como ela foi abordada em diferentes períodos, da Idade Média aos nossos dias. O objetivo foi o de mapear a relação entre a noite e a imaginação. O método adotado foi a comparação das abordagens encontradas na literatura, na música, na pintura e na arquitetura. Nos resultados encontra-se a noite associada a medo, a ritos, a mitos, a poder, mas também à liberdade, à segurança, à beleza, e à modernidade. Concluiu-se que as noites serviram para caracterizar a estética emocional de cada época.



2019 ◽  
Vol 8 (2) ◽  
pp. 23-42
Author(s):  
Fernando Freitas Fuão
Keyword(s):  

O artigo revisita a modernidade desde a ótica dos espectros. A ‘hontologia’ proposta por Jacques Derrida em seu livro Espectros de Marx (1993) se apresenta como o estudo desse outro totalmente diferente e inesperado. Evidencia a obsessão de um higienismo dos espectros e fantasmas feito pelo Movimento Moderno, o desconjuro da modernidade. Tem como entrada o estudo dos deuses lares da antiguidade greco-romana e as atuais relações com o morar.



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