Instrumento - Revista de Estudo e Pesquisa em Educação
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Published By Universidade Federal De Juiz De Fora

1984-5499, 1516-6368

Author(s):  
Ruan Felipe Carvalho Vilhena ◽  
Vilma Nonato de Brício

Sexualidade e corpo passam por uma tentativa de silenciamento na escola, mas formas de resistências são construídas em espaços outros, entre os muros escolares, porém fora da sala de aula. Este trabalho tem como objetivo problematizar os grafismos nos banheiros das escolas a partir das noções de sexualidade, erotismo e desejos. Experimentamos como metodologia a cartografia deleuzeana para mapear os grafismos nos banheiros fotografados em suas dimensões de sexualidade e de erotismos e como referencial teórico Bataille (1987), Gregori (2006), Foucault (1988) entre outros autores/as. As experimentações analíticas cartográficas nos mostraram que essas expressões grafitadas no banheiro escolar são frutos da transgressão das interdições construídas sobre a sexualidade, o erotismo e os desejos vivenciados por jovens alunos nas escolas.



Author(s):  
Roney Polato de Castro ◽  
Michele Gomes da Silva

O artigo tem como o objetivo problematizar um cenário político e social que aponta a militarização da educação escolar como solução para questões que afligem as escolas públicas e a sociedade brasileira atual. Nesse âmbito, argumentamos que é necessário um olhar mais específico no que tange às relações de gênero e às sexualidades, considerando a formação dos sujeitos e suas experiências escolares. Os focos de análise foram notícias divulgadas nas mídias digitais e entrevistas semiestruturadas com sujeitos que estão ou estiveram vinculados a escolas militares. Nossas análises conduzem à problematização da produção de silenciamentos, da ocultação de sujeitos e experiências não-hegemônicas, da vigilância e do disciplinamento de seus corpos, tendo em vista o contexto de uma sociedade plural, mas que insiste em normatizar existências.



Author(s):  
Thomaz Spartacus Martins Fonseca ◽  
Anderson Ferrari

O cuidado e a feminização são duas características dos docentes que trabalham com crianças. Essas duas características acabam vindo à tona e sendo tensionadas com a presença de professores homens nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Nosso propósito é problematizar essas tensões que relacionam gênero com docência a partir de uma pesquisa realizada com dois professores homens que lecionam nos anos iniciais. Foi a perspectiva pós-estruturalista, sob as influências das abordagens foucaultianas, que nos inspirou nas análises, considerando que somos resultados de discursos e de relações de saber-poder que vão construindo os gêneros e os seus lugares de pertencimento.



Author(s):  
Sandro Prado Santos ◽  
Elenita Pinheiro de Queiroz Silva ◽  
Matheus Moura Martins

Neste artigo, são produzidas aproximações e usos de conceitos e ferramentas inventadas pelos filósofos franceses Gilles Deleuze, Félix Guattari, e ainda de teorizações filosófico-educacionais realizadas a partir dos autores referidos. Conceitos como educação maior e menor e heterotopia foram mobilizados no intento de cartografia dos movimentos de educação em biologia menor e suas redes de (des)territorializações do sexo, dos gêneros e das sexualidades, em Livros Didáticos (LD) de Biologia. Acionamos as linhas que fomos nos aliando para compor o conceito “educação em biologia menor”; apresentamos pequenas redes que visibilizamos em LD de Biologia quando discussões de gêneros e sexualidades são colocadas em funcionamento, e, por fim, apresentamos as nossas apostas nas experimentações com uma educação em biologia menor que nos encoraja a multiplicar lampejos, resistências, sobrevivências, lugares e possibilidades outras com gêneros e sexualidades. Tecemos os movimentos e as redes a partir de imersões em LD de Biologia.



Author(s):  
Samuel Da Silva Souza ◽  
Constantina Xavier Filha

O presente texto é fruto de problematizações e abordagens efetivadas em uma pesquisa de mestrado que visou a discutir, sob a ótica dos Estudos de Gênero, no campo da Educação, a problemática da violência sexual contra meninos registrada em boletins de ocorrência em uma cidade de Mato Grosso do Sul, no período de 01/01/2006 a 31/12/2015. Adotamos a pesquisa qualitativa e documental baseada em pressupostos da pesquisa pós-crítica em Educação, fundamentações teóricas dos Estudos de Gênero e pressupostos foucaultianos. A partir dos Estudos de Gênero, abordamos características das violências sexuais contra meninos apresentadas nos boletins de ocorrência e problematizamos a relação entre violência sexual e educação escolar. Dos 48 Registros de boletins de ocorrência de violência sexual contra meninos, constavam 54 vítimas e 50 agressores/as, sendo os/as agressores/as 52% adolescentes e 67% estudantes no momento da denúncia. Evidenciamos a ausência de tal tema em pesquisas no campo da Educação e a necessidade de problematizar esse fenômeno amplo e complexo.



Author(s):  
Laís Machado de Souza ◽  
Marcos Lopes de Souza

Esta pesquisa se debruça sobre as produções discursivas de professoras sobre sexualidade em sua interface com as questões de saúde, acionadas após contato com artefatos culturais, durante espaço de formação continuada sobre o tema. O estudo foi realizado com docentes que lecionam o componente curricular “Educação para a sexualidade” em uma escola municipal do interior da Bahia. O caminho escolhido para alcance do objetivo tem respaldo nas pesquisas pós-críticas; no saber da experiência; na problematização; na compreensão dos materiais educativos enquanto artefatos culturais e na operação com o discurso, tendo como base os estudos foucaultianos. Os principais discursos construídos pelas professoras foram sobre cultura visual na produção de sentidos; da problematização dos conteúdos dos artefatos; e da crítica ao destaque atribuído por eles à informação enquanto elemento primordial das estratégias preventivas na área de sexualidade.



Author(s):  
Fidel Mauricio Ramírez Aristizábal ◽  
Natalia Pinilla-Cortés

Dado o lugar da infância e da juventude na escola como instituição, este artigo levanta alguns elementos com os quais os autores, professores em exercício, procuraram responder à questão sobre qual é o lugar da escola na construção do gênero, como produção cultural, como imaginário social? Para isso, aprofundam-se na teoria dos Imaginários Sociais em relação à construção cultural e coletiva de gênero; entendendo que os imaginários são a realidade da experiência e do discurso social, e que essa relação estreita dá origem a uma dinâmica de geração permanente de significados, que são práticas, representações, sentimentos e imagens.



Author(s):  
Denize Sepulveda ◽  
Renan Côrrea

A intenção deste artigo é justificar a importância de discutirmos as questões de gêneros e sexualidades nas escolas. Portanto, desenvolvemos uma argumentação que evidencia a dificuldade que algumas instituições apresentam para trabalhar com essas temáticas. Tal dificuldade aumentou a partir do Movimento Escola Sem Partido que defende que tais discussões devem ser feitas somente no ambiente familiar. Para argumentar que tal defesa é um equívoco, narramos duas histórias que ocorreram em uma escola, na qual desenvolvemos nossas pesquisas. Usamos o Paradigma Indiciário de Carlo Ginzburg (1989), pois nos ajudou a perceber pistas, indícios e sinais que nos permitiu caminhar na pesquisa. Como considerações finais argumentamos que as instituições escolares devem apostar num projeto de aceitação das diferenças, como forma de democratização e emancipação do seu espaço.



Author(s):  
Breno Alvarenga Almeida ◽  
Cláudia Maria Ribeiro
Keyword(s):  

Esta escrita navega pelas experiências de um professor que atua na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Mergulha em problematizações da masculinidade hegemônica, que é construída e, na maioria das vezes, considerada como padrão. Navega também por resistências entretecidas nas relações de poder considerando o referencial foucaultiano e as relações de gênero. Optamos por inserir a pergunta de uma criança no título do artigo, pois ela revela como as regras de feminilidade e de masculinidade são estanques. O que fazer para que se atribua uma infinitude de sentidos possíveis ao masculino e ao feminino? O artigo entrelaça suas problematizações às de várias pesquisas que, numa escrita rizomática, informam da importância de se remar contra a maré dos fascismos cotidianos, das generalizações, das metanarrativas e navegar rumo a outras formas de ser em grupo mais libertárias, que acolham os homens na Educação Infantil.



Author(s):  
Lara Pereira ◽  
Paula Regina Costa Ribeiro ◽  
Juliana Lapa Rizza

Este artigo busca analisar algumas estratégias de resistência, que tomamos como inventividades criativas e que possibilitaram a promoção do debate acerca das questões de gênero e de sexualidade em uma escola de Educação Infantil. A partir do filósofo Silvio Gallo, tecemos algumas interlocuções com o conceito de educação menor enquanto uma educação que promove espaços de construção coletiva e que age nas brechas, fazendo emergirem espaços outros, os quais escapem às lógicas e às normas instituídas em direção a uma educação que promova as diferenças de gêneros e de sexualidades. Analisamos três inventividades criativas, ou seja, ações desenvolvidas na escola de Educação Infantil que promoveram a igualdade e a equidade de gênero e sexualidade, a saber: “Tenda Temática”, “Liga da Coruja” e “Ciranda dos Saberes”. Essas inventividades constituíram-se enquanto estratégias de resistência a partir de uma educação menor, a qual exige a criação de espaços outros, espaços coletivos e criativos e que promovam uma educação plural.



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