Momento - Diálogos em Educação
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Published By Lepidus Tecnologia

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2021 ◽  
Vol 30 (02) ◽  
pp. 24-49
Author(s):  
Joao Menelau Paraskeva

Vivemos em uma era que normalizou o absurdo e a anormalidade. De sucessivos caoses econômicos e ambientais devastadores, o mundo está agora diante de uma pandemia com uma pegada letal em todo o planeta. O pandemônio se tornou global. Este artigo situa a atual pandemia de Covid-19 no contexto de uma infinita pletora de sagas devastadoras, empurrando a humanidade para uma regressão inimaginável. Ao fazer isso, o artigo examina como essa pandemia reflete as próprias cores de uma cegueira epistemológica intencional, que enquadra o raciocínio eurocêntrico, paralisou a economia política do capitalismo global aprofundando e acelerando uma crise sem fim e sem parar, que começou em 2008. O artigo também explora a construção social da pandemia atual e defende formas de pensar e fazer educação e teoria do currículo, alternativamente, para desafiar o raciocínio eurocêntrico ocidental moderno. Ao fazer isso, avança a teoria itinerante do currículo como uma abordagem justa, uma “teoria do agora“ apenas alter-currículo, que respeita a diversidade pluri-epistemológica do mundo e visa se deslocar de utopias enquadradas dentro das fronteiras determinadas pela colonialidade em direção a um clímax anticolonial e “heretópico”.



2021 ◽  
Vol 30 (02) ◽  
pp. 370-396
Author(s):  
Dr. Victor Hugo Nedel Oliveira ◽  
Daniel Giordani Vasques

Os processos pedagógicos da Iniciação Científica na escola básica favorecem o crescimento do senso crítico e do entendimento sobre o universo científico. O objetivo desse texto foi analisar os documentos do Colégio de Aplicação da UFRGS em relação às propostas pedagógicas para com o componente curricular de Iniciação Científica. Metodologicamente, tratou-se de pesquisa qualitativa que realizou levantamento e análise documental. O regimento da instituição apresenta expressões relacionadas à ciência referentes às instâncias administrativas da escola e o Projeto Político Pedagógico não foi disponibilizado pela direção da instituição. Por sua vez, os projetos de equipe e os programas de estudos apontam a pesquisa científica na escola enquanto processo, bem como apresentam particularidades em cada etapa escolar. É possível considerar que, apesar de certas lacunas, destaca-se a importância dada ao componente na grade curricular e aos esforços na construção dos materiais pedagógicos.



2021 ◽  
Vol 30 (02) ◽  
pp. 345-369
Author(s):  
Jacqueline Cavalcanti Chaves ◽  
Nina Queiroz Kertzman

A educação em gênero e sexualidade na escola é questão controversa que se desenrola em um campo de disputa que tem se acirrado nos últimos anos. A problemática apresenta uma série de dilemas, tal como o modelo de formação de profissionais. O objetivo deste trabalho é examinar a formação inicial e continuada de professoras e professores a partir da revisão da literatura; da apresentação de um projeto de extensão caracterizado como formação continuada em gênero e sexualidade; e, através do método de interpretação de sentidos, da análise dos relatórios elaborados durante o projeto. A análise desenvolvida aponta para a necessidade de propiciar uma formação que não seja apenas instrumental, centrada em conceitos e informações; rompa com tradicionais cisões entre objetividade e subjetividade, razão e emoção; crie espaços de fala e escuta qualificada; promova reflexão crítica a respeito dos saberes, práticas e capacidade de agência das/dos participantes; inclua outras/outros profissionais da escola, além de docentes; discuta temas distintos aos tradicionalmente elencados; e utilize outras metodologias, materiais e linguagens que favoreçam a afetação, o engajamento e o rompimento do já instituído, de padrões automatizados, caracterizados por preconceitos, estereótipos e discriminações.  



2021 ◽  
Vol 30 (02) ◽  
pp. 183-196
Author(s):  
Leonardo Ferreira Peixoto ◽  
Rafael dos Santos Vieira

O ano de 2020 será marcado mundialmente pela pandemia de Covid-19, que até o final do primeiro semestre de 2021 já vitimou mais de 500 mil vidas. A partir de 16/03/2020 as aulas presenciais foram suspensas nas redes públicas e privadas em todo o estado do Amazonas e na maioria dos estados brasileiros. Nesse contexto, muitas foram e são as alternativas apresentadas e há muitos discursos em torno da continuidade ou não das atividades escolares. Passado mais de um ano de pandemia, algumas redes de ensino já experimentam o retorno presencial das atividades com número reduzido de estudantes e outras estratégias para tentar manter a saúde e segurança da comunidade escolar. No estado do Amazonas, a rede pública já retornou com as aulas presenciais, ignorando o aumento vertiginoso dos casos no estado e no país. O objetivo principal da pesquisa que desenvolvemos foi buscar narrativas de professoras e professores sobre os impactos da Covid-19 nos cotidianos das escolas públicas de Tabatinga-AM. Como também somos professor e estudante, tecemos nossas vivências juntamente com a de um interlocutor professor da rede municipal de ensino pesquisada. Neste texto, buscamos trazer nossas narrativas e identificamos as alternativas curriculares criadas por nós, professores e estudantes.



2021 ◽  
Vol 30 (02) ◽  
pp. 280-299
Author(s):  
Michele Serafim dos Santos ◽  
Flavinês Rebolo

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa do tipo Estado do Conhecimento, realizada com o objetivo de mapear e analisar as produções científicas sobre o coordenador pedagógico no Brasil. Os textos analisados são teses localizadas na Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD/Ibict) e no Catálogo de Teses e Dissertações da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Professores do Ensino Superior (CTD/CAPES). Para acessar os textos utilizamos a ferramenta eletrônica de busca com as palavras-chave “coordenador pedagógico” e “coordenação pedagógica”, tendo como filtro o recorte temporal de 2009 a 2019. Foram localizados 255 teses, das quais foram selecionadas 25 para análise dos resumos – somente aquelas que tinham como foco a atuação do coordenador pedagógico nas etapas do Ensino Fundamental e Ensino Médio da Educação Básica. As análises apontam que a maior parte das teses encontradas para as palavras-chave “coordenador pedagógico” e “coordenação pedagógica” enfatizam o seu processo formativo. Quanto a temática “bem-estar dos coordenadores pedagógicos”, concluímos que é uma temática ainda não discutida na academia, pois não foi localizado nenhum trabalho sobre o tema. Entendemos, por meio deste Estado do Conhecimento, ter encontrado um campo propício a novas pesquisas.



2021 ◽  
Vol 30 (02) ◽  
pp. 75-106
Author(s):  
Érika Elizabeth Vieira Frazão ◽  
Eleonora Abad Stefenson ◽  
Gustavo Junger da Silva
Keyword(s):  

O presente artigo tem por objetivo se inscrever nas disputas políticas em torno de significações de escola/educação pública democrática contribuindo com reflexões acerca das possibilidades e desafios de se pensar e defender um ensino democrático no cenário pandêmico da Covid 19 e de crise política, que tem acentuado de forma exponencial as desigualdades sociais, econômicas e raciais existentes na sociedade brasileira. Devido ao panorama sanitário atual, diversas experiências de ensino remoto têm sido experimentadas pelas escolas, desdobrando-se em novas questões e readaptações para todo o sistema escolar. Neste artigo, analisaremos o ambiente de implementação do ensino remoto na educação básica, bem como delinear alguns dos novos desafios colocados a uma perspectiva de educação como prática libertária. Na primeira parte do texto, nos debruçamos sobre o conceito de democracia em diálogo com autores que o significam para além do campo do liberalismo político. Na segunda parte, apresentamos e analisamos os dados da PNAD Contínua TIC 2018.buscando compreender a realidade do país no momento pré-pandemia no que se refere às condições habitacionais, em particular de acesso à Internet, dos domicílios brasileiros imersos em um contexto de profundas desigualdades socioespaciais que marcam o território nacional. Por fim, analisamos a situação dos estudantes brasileiros no atual contexto e refletimos sobre possibilidades de práticas democráticas nas relações escolas-estudantes. Possibilidades que se constroem para além do acesso – contribuindo para a superação do passado colonial brasileiro e a construção de uma autêntica democracia racial.



2021 ◽  
Vol 30 (02) ◽  
pp. 397-419
Author(s):  
Márcia Santos ◽  
Susane Waschinevski

Este estudo tem como proposta dialogar sobre a difusão das boas maneiras por meio de manuais de leitura e ensino, em especial nos manuais da “Coleção Biblioteca de Orientação da Professôra Primária” do Programa de Assistência Brasileiro-Americana ao Ensino Elementar (PABAEE-INEP), entre os anos de 1956-1964. No sentido de refletir sobre tais leituras inseridas como mecanismos de circulação e difusão de modos desejados para constituição de uma sociedade moderna, buscou-se vislumbrar interfaces entre os manuais da referida Coleção e manuais de autoria norte-americana, comercializados no Brasil no mesmo período, com vistas a evidenciar como a escolarização se inscreve em determinados projetos de sociedades e seu processo civilizador. Tal estudo buscou dialogar com pesquisas no campo da História da Educação, em especial a escolarização entrevista pelas relações entre os materiais de formação produzidos dentro e fora do âmbito escolar.



2021 ◽  
Vol 30 (02) ◽  
pp. 133-153
Author(s):  
Ana Gabriela da Silva Vieira ◽  
Eduardo Garralaga Melgar Junior ◽  
Marcio Caetano

As situações emergenciais inauguradas com a pandemia de Covid-19 nos obrigaram a conjecturar sobre as dinâmicas de sociabilidades e os modos como elas se constituem na vida em meio à letalidade do vírus Sars-CoV-2 e das necropolíticas em curso no Brasil. Em várias cidades pelo país, a alternativa encontrada foi o ensino remoto e, em outras, dada a exclusão digital, as escolas instituíram práticas educativas possíveis com vista a manter os vínculos com as crianças. Com atenção a esse cenário, nosso objetivo é interrogar as experiências docentes, em contextos socioeconômicos desiguais que marcam a cidade de Pelotas, interior do estado do Rio Grande do Sul, sobre o acesso de estudantes as tecnologias de ensino remoto ou práticas educativas possíveis propostas pela Secretaria Municipal de Educação e Deporto. Para isso, foram realizados diálogos informais com docentes e equipes pedagógicas diretivas, por meio de aplicativos de conversas instantâneas, a exemplo de WhatsApp, a fim de discutir suas experiências acerca do ensino remoto e das possibilidades no que diz respeito ao auxílio e manutenção de vínculo com as/os estudantes. As ponderações, balizadas nas contribuições de Michel Foucault, Judith Butler e Achille Mbembe expõem que a pandemia acentuou o drama vivido pelas populações empobrecidas, desnudando o cenário violento das necropolíticas neoliberais que desmantelaram as políticas sociais nos últimos anos.



2021 ◽  
Vol 30 (02) ◽  
pp. 154-182
Author(s):  
Paulo de Tássio Borges da Silva ◽  
Ana Paula da Purificação de Moura ◽  
Rafael Reis da Luz

O ano letivo da rede estadual de ensino do estado da Bahia iniciou em 10 de fevereiro de 2020. E como todo início de ano letivo, começou com planejamento inicial, jornada pedagógica, calendário, proposta de trabalho, projetos e, para algumas escolas, tentativas de tradução e interpretação do Novo Ensino Médio e da Base Nacional Comum Curricular. Não havia, portanto, no âmbito do planejamento do ano letivo, previsão de que teríamos uma ruptura tão drástica com a chegada do vírus Sars-Cov-19 ao Brasil. Diante do cenário de pandemia pelo coronavírus (SARS-CoV-2), que provocou a necessidade de afastamento social e consequente fechamento das escolas, esse artigo objetiva identificar as políticas curriculares fomentadas no contexto da prática pelo Complexo Integrado de Educação de Itamaraju (CIEI) ao longo do período de pandemia. Na análise, estamos operando teórico e metodologicamente a partir do Ciclo de Políticas, especificamente com o contexto da prática. Também fazemos uso da netnografia, a etnoprintgrafia e questionários com professores(as) e estudantes na produção dos dados. A partir das atividades realizadas pelo CIEI, observamos que as escolas públicas têm construído políticas curriculares no contexto da prática, viabilizando processos pedagógicos com os(as) estudantes, estabelecendo diferentes canais de comunicação. Essas atividades, que vem sendo construídas pelo CIEI, mostram o compromisso das escolas públicas com o ensino e os(as) estudantes nesses tempos de pandemia. Compromisso realizado diante de desafios, como falta de equipamentos tecnológicos, formação continuada para o ensino remoto, entre outros. Há que se dizer ainda, que professoras(es) têm se reinventado constantemente na construção de propostas que produzam conhecimentos e políticas de acolhimento.



2021 ◽  
Vol 30 (02) ◽  
pp. 197-219
Author(s):  
Wenderson Silva Oliveira ◽  
Isabel Maria Sabino de Farias

Desde março do ano de 2020 o Brasil vive a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), e se transformou em um dos países que mais sofrem com uma política que precariza as vidas da população, sobretudo de pessoas com deficiência, pobres, LGBT, negras/os, indígenas e outras tantas que são sumariamente ignoradas pela necropolítica, que dita quem pode viver e quem deve morrer. O ensino de música na Educação Básica no Brasil, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), desconsidera a diversidade étnico-racial, de gênero, sexual, corporal e de classe, e com isso provoca um aniquilamento de saberes múltiplos que decorrem das mais diversas práticas musicais presentes no país. Ao levar em conta esse cenário de exclusão promovido pela BNCC e as violências às minorias sociais, este artigo objetiva problematizar currículos em educação musical e as precariedades provocadas pelo estado pandêmico. Pretendemos, a partir das vivências de uma de nós como professora de música no município de Sobral/CE, discutir como temos produzido currículos que, em aliança, resistem e enfrentam as formas precárias as quais nossos corpos são submetidos, currículos que proporcionam possibilidades das múltiplas corporeidades existirem, como nos mostra Felipe, aluno transexual masculino do nono ano do ensino fundamental. Lançamos essas palavras para pensar possibilidades curriculares a partir de nossa luta por uma educação musical justa, inclusiva e democrática.



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