REVISTA BRASILEIRA DE MUSICOTERAPIA
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Published By Revista Brasileira De Musicoterapia

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Author(s):  
July Andressa Budke Azevedo ◽  
Gelso Poletto Junior ◽  
Nathalya de Carvalho Avelino

Este artigo tem por objetivo apresentar a possibilidade de um jogo de tabuleiro para uso no setting musicoterapêutico. Os jogos têm sido utilizados como ferramenta terapêutica desde a era mesopotâmica, e os sons definidos como uma abordagem de cura pelos povos da África e da Grécia. No que tange ao percurso lúdico, o ato de jogar compõe a formação humana. Neste sentido, foi elaborado o jogo musicoterapêutico MusicalMente a partir das quatro experiências musicais de Bruscia (2000). A metodologia usada para a construção do jogo, bem como as instruções teóricas a respeito de suas regras ocorreu durante o estágio da pós-graduação em Musicoterapia. O jogo deve ser aplicado por musicoterapeutas, nas sessões, a partir das dificuldades apresentadas pelos pacientes, a fim de auxiliar na evolução e alcance do objetivo terapêutico.



Author(s):  
Paulo Eduardo Mauá ◽  
Gunnar Glauco De Cunto Carelli Taets
Keyword(s):  

Trata-se de um relato de experiência sobre um processo de inclusão musical digital para adultos cegos ou com baixa visão do Projeto Música Transformando Vidas (PROMUVI) realizado na Baixada Santista, São Paulo, durante a pandemia de COVID-19. A maioria dos participantes do projeto, relatou vontade de continuar com as aulas virtuais após o final da pandemia, mesmo com os problemas de delay, reverberação, quedas de internet o que muito dificultou a apreciação musical do grupo. Novas formas de ensinar e aprender aumentam a diversidade das maneiras pelas quais se transmite música e inclusão. Este é um fenômeno que pode ser observado nesse tempo peculiar de pandemia. E o mais importante durante a realização desse projeto de forma virtual foi o “fazer música”. Pode-se dizer que o PROMUVI demonstrou o musicking durante seus ensaios, também entendido como musicalidade em ação que permite explorar a diversidade de relações humanas. Que a estreita e desafiante relação estabelecida entre as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), o Ensino à Distância e a inclusão digital, realce a necessidade constante de construirmos novas formas de práticas educacionais e musicais com espaço para o valor que esse fazer musical tem na vida dos participantes. O PROMUVI continuará com os encontros virtuais, buscando pessoas Brasil afora como forma de inclusão musical, desenvolvimento humano e proporcionando o aprimoramento de profissionais que queiram trabalhar com pessoas com deficiência visual e TIC.



Author(s):  
Silene Aparecida Santana Jacinto ◽  
Ramon Werner Heringer Gutierrez ◽  
Gunnar Glauco De Cunto Carelli Taets
Keyword(s):  

Na Musicoterapia, as sensações de prazer são proporcionadas pela experiência musical. Atualmente, é sabido que essas sensações de prazer são capazes de interferir no manejo da dor. Dessa forma, o objetivo do estudo foi analisar as sensações de prazer vivenciadas numa experiência musical estética e sua contribuição para o manejo da dor em atendimentos de Musicoterapia Hospitalar. Trata-se de uma revisão bibliográfica, com abordagem qualitativa dos dados. É um recorte do trabalho de conclusão de curso do Programa de Pós-graduação em Neurociências do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB/UFRJ). Resultados: verificou-se que a eficácia da musicoterapia em pacientes hospitalizados relaciona-se à proximidade e integração dos circuitos neurais envolvidos na dor e no prazer, nos aspectos emocionais e cognitivos que são ativados em ambas as experiências e na interação dessas questões com o contexto atual. Conclusão: os principais aspectos positivos encontrados foram a redução da intensidade da dor, do consumo de analgésicos e dos sintomas fisiológicos.



Author(s):  
Bruna Meneses ◽  
Fernanda Santos ◽  
Giovana Brizolla ◽  
Lívia Quintanilha ◽  
Luiz Costa-Lima Neto ◽  
...  

Entrevista com a musicoterapeuta Ana Sheila Tangarife, realizada remotamente em 23 de julho de 2020 pelo Grupo de Estudos Independente de Musicoterapia (GEIMT), formado em meio à pandemia da Covid-19, por alunos/as do curso de Pós-Graduação em Musicoterapia do Conservatório Brasileiro de Música (CBM/RJ). Após ser transcrito pelo GEIMT, este texto foi revisado pelos professores e musicoterapeutas Lia Rejane Mendes Barcellos, Rafael Lima dos Santos e pela entrevistada. Ana Sheila Tangarife formou-se no curso de Graduação em Musicoterapia do CBM/RJ em 1980 e é Especialista em Educação Musical e Mestre em Música pela mesma instituição. Acumula mais de 40 anos em experiências profissionais na área da Musicoterapia, foi coordenadora da Clínica Social Ronaldo Millecco e docente dos cursos de Graduação e Pós-Graduação em Musicoterapia no CBM/RJ, além de atuar no Instituto de Psicologia Clínica Educacional e Profissional (IPCEP) e na Sociedade Pestalozzi do Brasil (SPB/Brasil). Baseada em sua longa experiência profissional em instituições públicas e privadas, no atendimento de pessoas com deficiência intelectual, Tangarife aborda tópicos importantes relacionados aos temas da Musicoterapia e deficiência intelectual, Musicalização Terapêutica, inclusão social e Educação Musical apresentando uma contribuição inédita para a área da Musicoterapia, em seus aspectos práticos e teóricos.



Author(s):  
Kezia Paz
Keyword(s):  

O objetivo deste artigo é propor uma reflexão acerca dos impactos da Pandemia de COVID-19 no trabalho dos musicoterapeutas que atuam no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), refletindo também sobre a acessibilidade da musicoterapia para populações mais vulnerabilizadas. A proposta é fazer uma breve discussão sobre o tema, e relatar a experiência da autora como musicoterapeuta trabalhadora do SUAS, e os impactos sofridos no atendimento musicoterapêutico a grupos de mulheres em situação de violência e vulnerabilidade social, usuárias de um serviço da rede socioassistencial em São Paulo.



Author(s):  
Maria Fonseca Soares Ferreira ◽  
Davi Neri Araújo ◽  
Alana Alves Farias ◽  
Vinicius Kolansky Rocha Bittencourt ◽  
Maísa Almeida Silva ◽  
...  

A doença de Alzheimer (DA) é a enfermidade neurodegenerativa e progressiva cujo principal sintoma é o déficit na memória. Atualmente, não existe tratamento medicamentoso capaz de aliviar tais pacientes e prolongar a sua independência funcional. Neste cenário, intervenções não farmacológicas mostram-se alternativas apropriadas para a conservação do bem-estar e amusicoterapia é uma alternativa promissora. O presente trabalho objetiva através de uma revisão sistemática, analisar os efeitos obtidos pela intervenção da musicoterapia em pacientes com DA, principalmente no que se refere aos sintomas comportamentais e perda cognitiva. Para isso, realizamos uma pesquisa bibliográfica eletrônica no MEDLINE/PubMed, até o mês de fevereiro de 2020 utilizando os termos: 'Alzheimer's disease' AND 'music therapy' AND 'humans'. Os critérios de inclusão foram: estudos observacionais (coorte, caso controle) e ensaios clínicos randomizados; idiomas: português, inglês eespanhol. Foram excluídos aqueles que utilizaram outras estratégias não farmacológicas em pacientes com DA além da musicoterapia; aqueles artigos cujos participantes apresentavam demência que não DA e para a avaliação da qualidade metodológica dos artigos utilizamos o instrumento Assessment of Multiple Systematic Reviews. Ao todo a pesquisa bibliográfica nos forneceu 160 artigos dentre os quais oito se adequaram integralmente aos critérios de inclusão e qualidade. Os estudos evidenciaram efeitos benéficos do emprego da musicoterapia como intervenção não farmacológica em pacientes com DA, contribuindo na diminuição dos sintomas psicológicos e comportamentais dos pacientes. 



Author(s):  
Ambra Palazzi ◽  
Rita Meschini ◽  
Cesar Augusto Piccinini

O presente artigo descreve o protocolo da Intervenção Musicoterápica para Mãe-Bebê Pré-termo – IMUSP, desenvolvido para aplicação em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo). Trata-se de uma intervenção precoce, individualizada e centrada na família, que busca sensibilizar e apoiar o canto materno com o bebê pré-termo. Após estudos iniciais, a intervenção foi estendida e implementada em um hospital público de Porto Alegre com 16 mães-bebês pré-termo. A IMUSP envolve seis encontros individuais com mãe-bebê na UTI Neo, utilizando três técnicas: o canto de músicas familiares, o canto dirigido ao bebê e a composição de uma música para o bebê. Resultados revelam que a IMUSP contribui para melhorar a saúde mental materna, favorecer a estabilização e a ativação emocional dos bebês, e promover a sincronia interacional mãe-bebê. Discute-se sua aplicação em contextos clínicos e sua adequação para diferentes demandas e características culturais das famílias, bem como para as especificidades da UTI Neo.



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