agentes antineoplásicos
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2021 ◽  
Vol 10 (15) ◽  
pp. e416101523009
Author(s):  
Maihara da Silva Borges ◽  
Marcela Miranda Salles ◽  
Ranieri Carvalho Camuzi

A maioria dos agentes antineoplásicos pode ocasionar reações infusionais, das quais a incidência e o perfil variam conforme as características de cada medicamento, podendo ou não ser imunomediadas. Com o objetivo descrever o perfil das reações adversas imediatas à infusão de quimioterapia em pacientes ambulatoriais, desenvolvemos este estudo exploratório, descritivo, transversal e retrospectivo, a partir registros das notificações das reações adversas realizados pela equipe multiprofissional de março/2018 a março/2019, e dos prontuários dos participantes. As reações adversas imediatas à infusão de quimioterapia foram classificadas quanto à gravidade, de acordo com a Common Terminology Criteria for Adverse Events, e quanto à causalidade usando algoritmo de Naranjo. De um total de 6.832 instalações endovenosas de quimioterapia realizadas no período de estudo, foram registradas 30 reações adversas imediatas, envolvendo 28 pacientes (83% mulheres), principalmente com Paclitaxel (44%) e Carboplatina (20%). Conforme Naranjo, 60% das reações infusionais foram classificadas como prováveis. O tempo médio para manifestação das reações foi de 40 minutos, sendo a mais rápida com Docetaxel (5 minutos), e a mais demorada com Paclitaxel (180 minutos). A gravidade das reações variou entre leve (64%) e moderada (30%). Os segmentos orgânicos mais comprometidos foram respiratório (27%) e cardiovascular (26%); e 83% dos sintomas apresentados estavam previstos nas bases de dados. Com este estudo, foi possível identificar as principais reações imediatas à infusão no grupo em estudo, bem como os quimioterápicos envolvidos com as mesmas, contribuindo para o manejo seguro dos pacientes e no controle eficaz das reações pela equipe multidisciplinar.



2021 ◽  
Author(s):  
Pedro Emílio Gomes Prates

Introdução: Durante décadas os tratamentos quimioterápicos convencionais foram empregados no câncer devido à eficácia em matar as células tumorais. Diante disso, a terapia gênica com uso de genes suicidas surge como uma das abordagens mais inovadoras para o desenvolvimento de agentes antineoplásicos com maior seletividade tumoral. Assim, entre os genes suicidas disponíveis, a timidina quinase é investigada em vários modelos de tumor. Contudo, o uso dessa enzima apresenta limitações devido ao sistema de imunogenicidade. Recentemente, pesquisadores passaram a utilizar o sistema de gene suicida da Caspase-9 induzível, a qual apresentou resultados mais favoráveis se comparado à timidina quinase. Objetivo: Objetiva-se construir uma revisão integrativa da literatura sobre a terapia gênica do suicídio avaliando o uso de genes suicidas, sobretudo da timidina quinase e da caspase-9 induzível para o combate ao câncer. Material e Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa de literatura por meio de uma pesquisa nos bancos de dados PubMed, Scopus e LILACS com os seguintes descritores “terapia gênica de genes suicidas”, “câncer”, “avaliação”, “timidina quinase” e “caspase-9 induzível” simultaneamente às correspondentes em inglês, em intervalo de 11 anos (2010-2021), com critérios de inclusão preestabelecidos. Para o cruzamento dos descritores, utilizou-se um protocolo com os seguintes booleanos: Gene Therapy of Suicide Gene AND Cancer AND Assessment AND Thymidine Kinase AND Inducible Caspase-9. Ao final, 4 artigos foram selecionados. Resultados: Foi selecionado 1 artigo (n = 25%) que abordava o tema da avaliação na terapia de genes suicidas. Em contrapartida, os critérios de exclusão foram estudos que não contemplavam o efeito avaliativo desses genes na terapia gênica, resumindo-se a 3 artigos selecionados (n = 75%). Com isso, observou-se que a avaliação do uso de genes suicidas ainda é uma abordagem recente, necessitando de mais estudos que contemplem essa temática. Conclusão: A avaliação da terapia gênica do suicídio pautada no uso de genes suicidas para o combate ao câncer é promissora, mesmo que recente e dos mínimos estudos publicados. Além disso, o sistema de entrega utilizando a caspase-9 induzível é mais viável do que o sistema de entrega da timidina quinase, já que esse sistema se limita à imunogenicidade do transgene viral.



2021 ◽  
Vol 9 (3) ◽  
pp. 23-31
Author(s):  
Juçara Ribeiro Franca ◽  
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Ana Cerúlia Moraes Carmo ◽  
Raphael Sanches Pereira ◽  
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Introdução: O registro sanitário é a autorização governamental necessária para que um medicamento possa ser comercializado no Brasil. As exigências relacionadas ao registro sanitário foram reestruturadas a partir de 1999 com a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com a instituição da Política Nacional de Medicamentos Genéricos. Objetivo: Cerca de 20 anos após a implementação desta política e a criação da Anvisa, este trabalho objetivou descrever o cenário atual de registro de medicamentos sintéticos e semissintéticos, a fim de fornecer subsídios para a tomada de decisão dos agentes reguladores e regulados. Método:Para realizar o levantamento dos dados referentes aos produtos registrados, foi utilizado o Sistema de Produtos e Serviços sob a Vigilância Sanitária (Datavisa), que é de acesso exclusivo aos servidores da Anvisa. Resultados:Foram localizados 6.454 processos de registros de medicamentos sintéticos e semissintéticos válidos, que correspondem a 7.721 produtos diferentes. Mais de 80,0% dos produtos registrados são genéricos ou similares. As empresas nacionais desempenham papel importante no mercado farmacêutico brasileiro, porém ainda é possível identificar dificuldades relacionadas à inovação. Dentre as principais categorias registradas, estão os medicamentos isentos de prescrição médica, os antibacterianos de uso sistêmico, os medicamentos que atuam no sistema nervoso central, os agentes antineoplásicos e os medicamentos para tratamento de síndrome metabólica. As doenças tratadas por esses medicamentos possuem alta prevalência na população brasileira. Conclusões: Os dados apresentados demonstram a efetividade das políticas adotadas e podem ser utilizados na elaboração de novas políticas relacionadas à regularização de medicamentos no Brasil.



2021 ◽  
Vol 10 (9) ◽  
pp. e58910918435
Author(s):  
Aline Kely Felício de Sousa Santos ◽  
Anaís Bezerra de Gusmão ◽  
Lucas Nóbrega de Oliveira ◽  
Richard Morrinson Couras de Carvalho ◽  
Cibério Landim Macedo

As náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia (NVIQ) são reações adversas à medicamentos comuns com o uso de antineoplásicos. Embora existam avanços na terapêutica profilática, o manejo de medicamentos antieméticos na prática clínica ainda tem sido um desafio a ser enfrentado. O objetivo do presente estudo foi buscar na literatura científica as principais terapias farmacológicas utilizadas nesta condição. Uma revisão sistemática foi realizada, no qual buscou-se artigos científicos indexados no PubMed, ScienseDirect e Web of Science, utilizando os seguintes descritores: chemotherapy; nausea; vomiting; drug therapy; serotonin 5-HT3 receptor antagonists, neurokinin-1 receptor antagonista. O grau de emetogenicidade causado pelos agentes antineoplásicos influencia diretamente no tratamento das NVIQ, que incluem os antagonistas dos receptores de serotonina (5-HT3), antagonistas dos receptores de neurocinina (NK-1). Este tratamento pode ser feito de forma individualizada, porém, caso ele não seja responsivo, é possível fazer a associação entre essas duas classes. Em casos mais complicados é indicado uma terapia tripla que é composta pela combinação de antagonistas dos receptores de 5-HT3 com antagonistas dos receptores de NK-1 e dexametasona. Portanto, a eficácia da terapia antiemética é aumentada nessa tríadequando comparados ao tratamento desses medicamentos de forma individualizada. Os antagonistas dos receptores de 5-HT3 de primeira geração são muito eficazes, contudo, a palonosetrona, de segunda geração, é mais eficaz e seguro. Uma formulação de netupitanto e palonosetrona, quando administrado juntamente com a dexametasona, tem sido uma boa opção para o tratamento de NVIQ.



Author(s):  
Bruna Silva Fernandes D’Angelo ◽  
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Gabriela Sandoval da Silva ◽  
Christopher Lucas Negrete ◽  
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Os tumores cardíacos são um grupo raro e heterogêneo de neoplasias de etiologia primária ou cujo tecido cardíaco se torna sítio de doença avançada de outros tumores, estes últimos com prognóstico mais limitado. Embora tenham uma incidência bastante incipiente, essas neoplasias podem, eventualmente, estar presentes na prática de acompanhamento das equipes de assistência em saúde em centros de referência em cardiologia. O seguimento de cuidado de farmacêuticos em cardiologia e oncologia é um importante suporte para o plano de acompanhamento pós-cirúrgico, como a utilização de medicamentos que promoverão a manutenção das funções cardíacas, bem como para o plano de tratamento sistêmico, com o monitoramento na utilização de agentes antineoplásicos



2021 ◽  
Author(s):  
Isa Maria Ferreira Azevedo ◽  
Renally Barbosa Da Silva ◽  
Aryane De Azevedo Pinheiro ◽  
Rômulo Farias Carneiro ◽  
Luiz Gonzaga Do Nascimento Neto

Introdução: O câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que tem em comum o crescimento desordenado de células, as quais podem, inclusive, invadir outros tecidos, ocasionando alto índice de mortalidade, assim sendo estabelecido como um importante problema de saúde pública. Células tumorais apresentam alterações significativas na expressão de glicoproteínas em suas superfícies e sua detecção precoce é uma etapa definitiva para a cura durante o tratamento. Na busca por novas moléculas com potencial biotecnológico, vários estudos de prospecção têm sido realizados em habitats marinhos. Lectinas oriundas dos habitats marinhos demonstram relevante potencial biotecnológico, na qual várias atividades biológicas estão descritas na literatura. Tendo em vista a frequente expressão de padrões aberrantes de glicosilação nas células tumorais, as lectinas por serem proteínas com capacidade de ligação seletiva a carboidratos surgem como promissores agentes antineoplásicos. Objetivo: Este trabalho objetivou avaliar a atividade antitumoral da lectina isolada da esponja marinha Chondrilla caribensis (CCL) sobre células de carcinoma de próstata (LNCaP), bem como analisar o perfil de citotoxicidade da CCL sobre a linhagem de queratinócitos normais (HaCaT). Material e Métodos: O efeito citotóxico da CCL foi avaliado através do ensaio de viabilidade celular usando o método colorimétrico do sal tetrazolium MTS para as células das linhagens LNCaP e HaCaT. As linhagens celulares foram expostas a concentrações de 500 a 7,8 µg.ml-1 de CCL por 48 h. Resultados: Os resultados mostraram uma redução de 76,71% na viabilidade de LNCaP nas concentrações de 500, 250 e 125 µg.ml-1 (IC50 = 44,31 µg.ml-1). Para a linhagem celular HaCaT, o tratamento com CCL nas concentrações de 500, 250 e 125 µg.ml-1 resultou na redução da viabilidade em 28,64 %; 12,24 % e 0,76 %, respectivamente, onde 71,36 % ± 0,588 das células HaCaT permaneceram viáveis após 48 h de tratamento. Conclusão: Em conclusão, os resultados sugerem que a CCL possui maior seletividade para a linhagem LNCaP, e em contrapartida apresentou toxicidade reduzida sobre queratinócitos humanos saudáveis. Estudos adicionais devem ser realizados para investigar o mecanismo de ação da CCL sobre as células utilizadas no estudo.



2021 ◽  
Vol 21 ◽  
pp. e0003
Author(s):  
Bárbara Suellen Fonseca Braga ◽  
Yonara Monique da Costa Oliveira ◽  
Maria Angela Fernandes Ferreira

A judicialização da saúde é um fenômeno que se  iniciou no Brasil após a promulgação da Constituição  Federal de 1988, que normatizou a garantia à saúde  como um direito social. A quantidade de ações  judiciais que requerem do Estado algum insumo ou  serviço de saúde vem crescendo a cada ano, o que  afeta de forma direta o financiamento da saúde. Por  isso, o objetivo deste estudo foi realizar um  levantamento bibliográfico acerca dos gastos com a aquisição de medicamentos via demandas judiciais.  Para tanto, foi feita uma revisão integrativa a partir  de pesquisa nas bases de dados Medline, Lilacs, SciELO e Scopus. Inicialmente, foram encontrados 57  estudos, sendo realizadas a apreciação dos títulos e dos resumos e a análise em pares. Ao final da busca, estaram nove artigos que tinham dados suficientes para o estudo proposto e relação com os critérios de  inclusão. Os textos selecionados, em sua maioria,  concentraram-se nas regiões Sul e Sudeste do Brasil,  tratando principalmente da requisição de medicamentos que atuam no sistema nervoso, mas  também de agentes antineoplásicos e  imunomoduladores (os mais onerosos). Pôde-se  perceber, ainda, que não existe uma padronização na fonte dos dados financeiros e que o gasto com a  judicialização dos medicamentos é elevado: tanto os  estudos de abrangência municipal e estadual, como  o que apenas analisou dados da União,  apresentaram valores de R$ 350 mil até R$ 219  milhões. Além disso, observou-se a baixa presença  dos medicamentos pedidos judicialmente nas listas  oficiais.



2021 ◽  
Vol 19 (6) ◽  
pp. 492
Author(s):  
Simone Carreiro Brasil ◽  
Simone Pereira Lermontov ◽  
Renato Azevedo Dos Santos Filho ◽  
Ana Cristina Da Silva Rangel

A terapia medicamentosa no transplante de medula óssea (TMO) é complexa, os pacientes são expostos a protocolos de tratamentos prolongados, com inúmeros medicamentos, o que aumenta o risco do erro de medicação (EM). Objetivos: Identificar os erros de medicação, os profissionais envolvidos, os medicamentos envolvidos, as causas da ocorrência, as consequências para o paciente e as ações de melhoria implementadas. Métodos: Trata-se de um estudo observacional retrospectivo com abordagem quantitativa, o período de coleta dos dados foi de janeiro de 2008 a janeiro de 2018. Resultados: Foram identificados 42 erros de medicação. Os agentes antineoplásicos, imunossupressores e antibióticos foram os mais frequentes no EM. O fator humano foi a causa da ocorrência do EM mais frequente (69%). Nas consequências para os pacientes, foram identificados eventos adversos: leves 82%; moderados 14%; graves 2% e fatais 2%. As ações de melhoria implementadas para prevenção foram: treinamento da equipe; elaboração de protocolos padrões; orientação de pacientes e acompanhantes; revisão do sistema eletrônico de prescrição; dupla checagem da prescrição; aprazamento por enfermeiras com tempo de experiência; entre outras. Conclusão: Os EM põem em risco a segurança do paciente, as causas dos EM foram multifatoriais e as consequências em alguns casos foram graves ou fatais.Palavras-chave: transplante de medula óssea, erros de medicação, segurança do paciente.



2020 ◽  
Vol 9 (2) ◽  
pp. 185
Author(s):  
Ricardo Barbosa-Lima ◽  
Simone Yuriko Kameo ◽  
Andressa Cabral Vassilievitch ◽  
Tiago Vasconcelos Fonseca ◽  
Glebson Moura Silva ◽  
...  

OBJETIVO: Identificar o perfil clínico de pacientes oncológicos e reações de hipersensibilidade aos agentes antineoplásicos sistêmicos. MÉTODO: Trata-se de um estudo documental e retrospectivo, com dados obtidos de prontuários clínicos de pacientes oncológicos em tratamento quimioterápico. Foram analisados 249 prontuários clínicos entre janeiro de 2013 e janeiro de 2014 para identificar reações de hipersensibilidade e extrair dados demográficos e clínicos. RESULTADOS: Foram identificados seis prontuários de pacientes com episódios de hipersensibilidade aos quimioterápicos. Na amostra 66,7% foram pacientes do sexo feminino, com idade média de 58,4 anos (DP:  ± 14,9) e câncer em estágio III (66,7%), sendo os tumores de cólon e ovário os tipos mais prevalentes (33,3%). A incidência de reações de hipersensibilidade foi 2,4%. Nos 12 episódios estudados, o desconforto respiratório foi o sintoma mais frequente (58,3%) e hiperemia foi o sinal mais frequente (50%). O rituximabe foi o agente antineoplásico mais associado a tais reações (33,3%), seguido pela combinação de FOLFOX e bevacizumabe (25%). A maioria dos episódios ocorreram no segundo ciclo quimioterápico (25%). CONCLUSÃO: As reações de hipersensibilidade à quimioterápicos sistêmicos dependem dos fármacos selecionados e das respostas desenvolvidas pelos pacientes, com ampla variação de sinais e sintomas.



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