Outra Travessia
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Published By Universidade Federal De Santa Catarina

2176-8552, 1807-5002

2021 ◽  
Vol 2 (30) ◽  
pp. 116-131
Author(s):  
Pollianna dos Santos Ferreira Silva ◽  
Nancy Rita Ferreira

Este artigo faz uma leitura crítica do texto “Direitos femininos”, da escritora Alcina Dantas (1895-1974). Essa reflexão é baseada na pesquisa de mestrado intitulada de Escritoras feirenses: o caso Alcina Dantas (1895-1974), em que a mencionada autora foi estudada, a partir de uma pesquisa de fontes primárias. Para cumprir o intento deste texto, debruçou-se sobre as pioneiras em Estudos de Gênero e Literatura no Brasil, tais quais Zahidé Muzart (1995) e Constância Lima Duarte (2003), sem deixar de realizar uma leitura dirigida dessa produção de Alcina Dantas por intermédio de contemporâneas suas, além da inauguradora do feminismo, no Brasil, Nísia Floresta (2010[1832]).



2021 ◽  
Vol 2 (30) ◽  
pp. 27-55
Author(s):  
Henrique Júlio Vieira

Este texto analisa a produção do escritor Décio Pignatari, observando o desenvolvimento de uma potência arquivística em sua ficção, em diálogo com as reflexões desenvolvidas na teoria literária, psicanálise e na bibliografia dos textos. Considerando os pressupostos concretistas de antissubjetivismo e de equivalência entre a forma e o conteúdo na construção literária (isomorfismo), analisa-se as modulações desses princípios nos livros O rosto da memória e Panteros, de notório teor autoficcional. O princípio de isomorfismo, simultaneamente, atualiza e é atualizado pela relação entre a literatura e as escritas de si na contemporaneidade, pois, por um lado, insere à materialidade dos livros textualidades próprias a um arquivo pessoal e, por outro, recupera à cena do texto o sujeito enquanto um signo da composição autoficcional.



2021 ◽  
Vol 2 (30) ◽  
pp. 89-104
Author(s):  
Larissa Brito dos Santos

O presente artigo discorre acerca do conto Memento Mori, de Jonathan Nolan, e sua posterior adaptação cinematográfica, dirigida por Christopher Nolan, no ano de 2000. O objetivo deste trabalho é identificar as particularidades inerentes a cada suporte, investigando as estratégias de construção de enredo e os efeitos de sentido que geram na experiência estética a partir da leitura literária e sua posterior tradução para a linguagem fílmica, refletindo sobre as idiossincrasias de cada construção narrativa e no difícil processo de adaptação entre linguagens. Para isso, utiliza-se de uma análise comparativa fundamentada sob a Teorias do Efeito Estético e a Antropologia Literária, que discorrem sobre o fenômeno da experiência estética, individual e imanente; e o processo de atribuição de sentidos.



2021 ◽  
Vol 2 (30) ◽  
pp. 154-170
Author(s):  
Roberto da França Neves
Keyword(s):  

Nestor Victor é considerado um dos introdutores do Simbolismo no Brasil, tendo colaborado para sua difusão por meio da crítica, da poesia e da ficção. No entanto, tendo tomado como principal característica desse movimento a libertação de modelos pré-concebidos, o autor assume-se romântico, no sentido de propagar a defesa da liberdade de criação. Neste trabalho, abarcaremos como diversas correntes de pensamento, provenientes de diversos autores de literatura e filosofia, fizeram parte da sua concepção literária, ao amalgamar tendências circulantes no meio intelectual. Ele é um pensador e artista que destoa do compromisso de se posicionar sobre uma plataforma, preferindo dar máximo vigor ao subjetivismo. Signos, obra de contos, publicado em 1897, é sua principal contribuição para a propagação do sincretismo.



2021 ◽  
Vol 2 (30) ◽  
pp. 56-71
Author(s):  
Jéssica Frutuoso Mello ◽  
Charlene Martins Miotti

No século IV, Juvenco, um sacerdote hispano, foi responsável por inaugurar a tradição das chamadas epopeias bíblicas, com sua única obra sobrevivente – os Euangeliorum libri quattuor – que é dedicada a narrar a vida de Cristo em hexâmetros datílicos. Diante da novidade, o poeta utiliza o prefácio para localizar seu trabalho em relação aos poetas anteriores, justificando sua empreitada e delineando suas escolhas para a construção do texto. Abordando as informações apresentadas e a maneira como isso é feito, propõe-se uma análise dessa porção do poema, de modo a demonstrar como o autor realiza esse processo ao utilizar temas comuns da poesia anterior ao mesmo tempo em que rivaliza com ela. Observa-se, como exemplo, a programática invocação às musas ser substituída por um apelo ao Espírito Santo, e as tradicionais fontes gregas de inspiração, pelo rio Jordão.



2021 ◽  
Vol 2 (30) ◽  
pp. 105-115
Author(s):  
Nancy Fernàndez

En este trabajo intento trabajar las nociones teóricas de tradición y uso en función de dos poetas de la neovanguardia argentina: Nestor Perlongher y Osvaldo Lamborghini. Aquí procuro desarrollar, en algunos de sus textos, el sentido de la política y la violencia inscripta en sus poéticas, analizando los procedimientos que las particularizan.



2021 ◽  
Vol 2 (30) ◽  
pp. 7-26
Author(s):  
Daniel Almeida Machado ◽  
Angela Maria Guida
Keyword(s):  

Por seu caráter compósito, a literatura há muito revela-se como um terreno fértil para experimentação e diálogo com outras manifestações artísticas, como bem nos revela Roland Barthes em sua Aula (1977) e S/Z (1970). Não obstante, a estética contemporânea é marcada por uma volta do corpo no cerne de suas discussões, o que nos faz pensar em um diálogo entre a arte literária e a arte performática. Neste sentido, o presente trabalho pretende dialogar poemas da escritora gaúcha Angélica Freitas, em Um útero é do tamanho de um punho (2017), e performances da artista visual paraense Berna Reale, compreendendo a constituição do texto literário como uma “narrativa performática” (RAVETTI, 2002) e que o diálogo entre literatura e performance criam uma “máquina performática” (AGUILAR; CÁMARA, 2017).Palavras-chave: Narrativas performáticas; Máquinas performáticas; Literatura e performance; Angélica Freitas; Berna Reale.



2021 ◽  
Vol 2 (30) ◽  
pp. 1-7
Author(s):  
Artur de Vargas Giorgi ◽  
Bairon Vélez Escallón ◽  
Flávia Scóz ◽  
Rafael Miguel Alonso Jr ◽  
Ricardo Gaiotto de Moraes


2021 ◽  
Vol 2 (30) ◽  
pp. 132-153
Author(s):  
Rafaela Moreira Rodrigues

Este artigo propõe uma leitura crítica da poesia de Manoel de Barros - com ênfase nos poemas presentes no livro Memórias Inventadas. As Infâncias de Manoel de Barros -, tendo em vista a preocupação com o exercício poético presente na obra. Na verdade, verifica-se a existência de um jogo dinâmico caracterizado por uma poesia que se quer reflexiva ao passo que evoca a materialidade feita “brinquedo”. As metapoesias, frequentes nessa obra, deixam claro que o desejo do poeta é alcançar algo que é anterior à palavra e, portanto, pretende situar-se no princípio do que se pode dizer, por isso, é recorrente o uso de referências como a criança, os pássaros e/ ou os andarilhos. Essa situação primitiva/primordial parece ser a fronteira entre perceber o mundo e as coisas e conceituá-los. Isto é, entre a percepção sensorial e a organização do sentido dessas coisas em linguagem, acontece uma “travessia”, um deslocamento de uma condição para outra. Diante disso, foi possível indagar de que maneira a poesia se realiza como brinquedo e arte de brincar pelo “trans-uso” da linguagem, ou seja, pensar as relações entre brinquedo e poesia observando a possibilidade de serem instrumentos que viabilizam o deslocamento entre significantes e significados.



2021 ◽  
Vol 2 (30) ◽  
pp. 171-192
Author(s):  
Suzy Zaparoli

Resumo: Neste trabalho, propomos uma análise da obra poética Elefantes dentro de um sussurro (2017) de Marcelo Reis de Mello, em que notamos ser, para além de um livro de poesias, um projeto artístico gráfico, impulsionado por um movimento entre imagem e texto poético. Há, também, uma oscilação entre palavra dicionarizada - levada ao seu extremo, fixada através de carimbos - e palavra poética que o poeta busca em lugares diversos, seja em recortes de Wikipédia, em reportagens, em links na internet, em fragmento de entrevistas ou, antropofagicamente, em filósofos e artistas. Esse procedimento de montagem potencializa a palavra e, dessa forma, a abertura de significações, criando novos olhares.



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