Revista Cerrados
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Published By Biblioteca Central Da Unb

1982-9701, 0104-3927

2019 ◽  
Vol 27 (48) ◽  
pp. 11-21
Author(s):  
Luiz Carlos Menezes Reis

Este artigo analisa o conto de Samuel Rawet intitulado Um homem morto, um cavalo morto, um rato morto que aparece em seu último livro intitulado: Que os mortos enterrem seus mortos de 1981. Ao aproximar o conto dos conceitos de Gilles Deleuze e Félix Guattari estabelece-se um diálogo entre literatura e filosofia que permeia as leitura da obra. Podemos então observar que o personagem se duplica em um devir-animal e em obsessões que caracterizam a obra de Rawet.  



2019 ◽  
Vol 27 (48) ◽  
pp. 47-67
Author(s):  
Natalia Inês Klidzio
Keyword(s):  

Situa a obra de Rawet na contemporaneidade e analise as técnicas narrativas. O procedimento técnico  rawetiano se contrapõe ao tradicional e propõe novas possibilidades, de interpretações  de perfil de novo leitor, crítico capaz de perceber a infinitude da subjetividade humana. Pontua a aproximação da constística rawetiana com a ensaística. A fragmentação do enredo, os personagens no domínio infinito e a prosa poético-filosófica são as principais (in)variáveis presentes nos contos transgressores de  Samuel Rawet. Rawet no ofício de escritor e de engenheiro têm pontos de convergência. A construção da ficção rawetiana concede amostra dessa aproximação.



2019 ◽  
Vol 27 (48) ◽  
pp. 22-46
Author(s):  
Bruno Cardoso ◽  
Maria Isabel Edom Pires

Traçando um olhar comparatista entre as obras dos escritores Samuel Rawet e João Gilberto Noll, o artigo explora o deslocamento como estratégia narrativa recorrente na obra desses dois ficcionistas. Com esse enfoque, partindo das reflexões teóricas de Sérgio Cardoso (1995) sobre a diferença fenomenológica que a experiência de viagem instala entre o olhar e o ver, analisa-se como os personagens deambulantes de Rawet e Noll, em seus périplos pelos espaços urbanos, estabelecem um modo sensível de perscrutar/olhar a paisagem.  



2019 ◽  
Vol 27 (48) ◽  
pp. 84-98
Author(s):  
Francisco Perna Filho

O presente artigo é um estudo sobre a construção da personagem feminina Rosalina, do romance Ópera dos mortos (1967), de Autran Dourado. Sua base teórica é constituída pelas teorias de Ecléa Bosi (2003), em seu estudo sobre tempo e memória; Georges Bataille (2013), que se detém no Erotismo; Lúcia Castello Branco (1991), que, ao analisar a escrita feminina, dedica um capítulo ao estudo da memória; Sigmund Freud (2014), que dedica um estudo ao luto e à melancolia; e, por último, Autran Dourado (1982; 2000), em seus estudos sobre sua própria obra. A categoria principal desta análise é a memória coletiva e individual. A partir dela, outras categorias são destacadas: a intertextualidade, a metatextualidade e o erotismo. Tentou-se aqui mostrar como e porquê Ópera dos mortos é um trabalho de grande labor estético e apurado senso crítico.



2019 ◽  
Vol 27 (48) ◽  
pp. 68-82
Author(s):  
Stefania Chiarelli ◽  
Thays Freitas de Almeida Pena

Adotando como ponto de partida a concepção de Mikhail Bakhtin de que todo ato cultural vive nas fronteiras, este estudo busca explanar como a ideia das fronteiras culturais e seus limites elásticos é articulada nos estudos culturais e na Literatura Comparada, perspectiva essa escolhida como baliza desta pesquisa. A interação que proponho entre as obras Contos do imigrante (1956) e Laços de família (1960) partilha da proposta de amalgamar fronteiras realizada pela literatura comparada em consonância com os estudos culturais. Os autores viveram no entre, nesse espaço intermediário e paradoxal, sendo assim, a indefinição de estar no mundo é o que há de mais íntimo em Rawet e Clarice, que se instalam no caminho do meio que a literatura propõe.



2019 ◽  
Vol 27 (48) ◽  
pp. 7-9
Author(s):  
Maria Isabel Edom Pires ◽  
Clóvis Meireles Nóbrega Júnior


2018 ◽  
Vol 27 (47) ◽  
pp. 16-29
Author(s):  
Ronaldo Rosas Reis

O artigo comenta as ideias de Marx expostas no Caderno III dos Manuscritos de 1844, destacando o papel da sensibilidade na formação estético-cultural do ser social. Analisa criticamente a dualidade estrutural dessa formação sob o regime da propriedade privada, na qual a riqueza da arte é destinada aos ricos e aos demais privações. Ao fim e ao cabo, parafraseando Lukács, o objetivo do artigo é apreender e debater as tensões dialéticas no “campo da luta entre experiências passadas e novas impressões provocadas pela arte”.



2018 ◽  
Vol 27 (47) ◽  
pp. 134-152
Author(s):  
Renata Altenfelder Garcia Gallo
Keyword(s):  

Neste artigo, descreveremos de que forma a experiência estética da recepção e a ideia de catarsis estão presentes na estética de maturidade de Georg Lukács, considerando que o seu projeto original foi organizado em 3 partes: a particularidade do fato estético, os problemas do reflexo artístico e, por fim, a tipologia filosófica do comportamento estético. Octogenário, Lukács finalizou, somente, a primeira parte da obra, em 1963. Apesar de sinalizar ao leitor que noções relativas ao comportamento estético seriam discutidas na terceira parte da obra, o autor faz apontamentos acerca da experiência receptiva e da ideia de catarsis, que serão, neste estudo, retomadas.



2018 ◽  
Vol 27 (47) ◽  
pp. 80-97
Author(s):  
Cecilia Lasa

Este artículo explora la construcción del crítico literario en la primera publicación de Raymond Williams, Reading and Criticism, y el estatuto que se le asigna en ella a William Shakespeare. En el desarrollo de su trabajo, el escritor galés deja entrever una paradoja. Por un lado, reconoce la importancia de las condiciones sociohistóricas en la delimitación de sujetos lectores en el marco de la democratización del acceso a la educación gratuita y obligatoria en Inglaterra. En este proyecto, el crítico deviene en pedagogo. Por otro lado, Williams sustrae el objeto y la metodología de estudio así como la propia figura del crítico literario de su marco contextual. Este artículo no concibe esta paradoja, visibilizada mediante las referencias a Shakespeare, como un desplazamiento del crítico por parte del pedagogo. Por el contrario, este último expone las limitaciones de la primera propuesta de Williams, concomitantes con la ahistoricidad a la que somete el estudio de la literatura.



2018 ◽  
Vol 27 (47) ◽  
pp. 246-249
Author(s):  
Carlos Eduardo Ornelas Berriel
Keyword(s):  

Resenha do livro:  MARX, Karl. Escritos ficcionais: Escorpião e Félix e Oulanem. Tradução Claudio Cardinali, Flavio Aguiar e Tercio Redondo. São Paulo: Boitempo, 2018.



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