Revista Verde Grande: Geografia e Interdisciplinaridade
Latest Publications


TOTAL DOCUMENTS

65
(FIVE YEARS 30)

H-INDEX

0
(FIVE YEARS 0)

Published By Universidade Estadual De Montes Claros (UNIIMONTES)

2675-2395

2021 ◽  
Vol 3 (02) ◽  
pp. 226-236
Author(s):  
Fábio Márcio Alkmin ◽  
Waldo Lao Fuentes Sánchez
Keyword(s):  

As organizações indígenas na América Latina vêm cada vez mais desenvolvendo estratégias de autonomia como forma de autodeterminação e defesa de seus territórios. Ainda que com grandes particularidades locais e regionais, a autonomia enquanto práxis destes povos busca basicamente a organização das comunidades a partir de mecanismos de territorialização e autogoverno, criando sistemas horizontais de deliberação política e apoio mútuo, além de formas de sociabilização autônomas às influências dos partidos políticos ou da tutela do Estado. O presente artigo busca oferecer uma reflexão sobre a autonomia no contexto brasileiro, a partir de uma entrevista com a Teia dos Povos da Bahia, articulação criada em 2012 pela união de indígenas, quilombolas e distintos movimentos camponeses que lutam pela terra e território no país.



2021 ◽  
Vol 3 (02) ◽  
pp. 243-248
Author(s):  
Glorimar da Silva Ventura

Resenha - Atlas ambiental de Montes Claros (2020).



2021 ◽  
Vol 3 (02) ◽  
pp. 217-225
Author(s):  
Anderson Bezerra Candido ◽  
Claudio Ubiratan Gonçalves

O curso de residência agrária: Juventude Rural, Agroecologia e Educomunicação contou com a formação técnico profissional de 46 (quarenta e seis) estudantes pertencentes a áreas de conflitos agrários no estado de Pernambuco. O curso teve seu início no ano de 2014 e término no ano de 2017. Fez parte do Programa Nacional de Educação Reforma Agrária-PRONERA e contou com a parceria da Comissão Pastoral da Terra-CPT Nordeste II, Universidade Federal de Pernambuco-UFPE, Ministério do Desenvolvimento Agrário-MDA e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária-INCRA. Buscaremos relatar e analisar as contribuições do curso para a vida dos educandos a partir dos planos de aulas, relatorias de atividades realizadas, relatos dos educandos arquivados em mídias digitais e entrevistas com educadores e agentes pastorais.  Observando o andamento e pós-curso conseguimos observar mudanças nas relações sociais, novas formas de organização, criação de hortas comunitárias, comunicação com outras comunidades que estão em processo de luta pela terra, busca por novos saberes e conhecimentos agroecológicos e soberania alimentar.



2021 ◽  
Vol 3 (02) ◽  
pp. 150-172
Author(s):  
Dorival Bonfá Neto ◽  
Bruno dos Santos Domingos ◽  
Inaiá Rossi Silva

Este trabalho tem como objeto de estudo as comunidades ribeirinhas (habitantes tradicionais das margens dos rios, em específico os povos ribeirinhos da região da Amazônia Legal), acerca dos quais busca-se compreender o que os caracteriza, quais são seus direitos e qual sua situação atual diante da crise do Covid-19 e das constantes ameaças à sua existência impostas por construções de barragens. O trabalho traz consigo um viés interpretativo crítico a respeito das garantias fundamentais destas comunidades que, eventualmente, encontram-se em xeque mediante atividades de cunho desenvolvimentistas por parte do Estado, como a construção de barragens para usinas hidrelétricas. Para isso, por meio de levantamento bibliográfico, levantamos as regras nacionais e internacionais que regem as relações entre a execução de projetos desenvolvimentistas e as populações tradicionais em específico, os ribeirinhos, e de como essas populações vêm sendo afetadas pelas construções de barragens e, mais recentemente, pela pandemia do Covid-19. Dessa maneira, pudemos perceber que, apesar de alguns avanços em relação à garantia dos direitos fundamentais de tais populações, o governo ainda segue adotando políticas ineficientes para a preservação de seu modo de vida, fazendo com que sua existência seja, continuamente, ameaçada.



2021 ◽  
Vol 3 (02) ◽  
pp. 237-242
Author(s):  
Laura Murta

Homenagem ao sociólogo Paulo F. Ribeiro (29/06/1962 - 24/04/2021).



2021 ◽  
Vol 3 (02) ◽  
pp. 173-199
Author(s):  
Devid Hallyson da Silva Nascimento ◽  
Pablo Sebastian Moreira Fernandez

Este artigo é derivado de uma dissertação e de um produto educativo que considera a Fotografia como uma linguagem para o ensino/aprendizagem da temática cidade no Ensino Fundamental de Geografia. O objetivo de tal proposta é ensinar Geografia considerando a experiência dos alunos que habitam a cidade de Macaíba/RN atravéss da produção de narrativas fotográficas, reaproximando o sujeito do seu cotidiano, seus lugares e espaços vividos. O estudo realizado propôs a criação de interfaces no campo do Ensino de Geografia entre Linguagens e Artes, Ciência e práticas escolares, além da valorização de vivências, estabelecendo um diálogo permanente com o método fenomenológico, em busca por acessar a ideia de geograficidade e experiência espacial. Autores como Ítalo Calvino (1972), James Hillman (1993), Cazetta e Oliveira (2013), Callai (2005), Cavalcanti (2002; 2013) Dantas (2011), Dardel (2011), Fernandez (2008; 2013), Larrosa (2017) e ainda o filósofo Roland Barthes (1984), possibilitaram delimitar os caminhos que fundamentam o percurso da pesquisa. Como produto educativo a ser aplicado e como metodologia qualitativa a ser experimentada de modo a compreender as experiências espaciais na cidade, propõe-se a criação de uma Sequência Didática, que articula o conteúdo cidade com uma proposta de investigação caminhante e fotografante.



2021 ◽  
Vol 3 (02) ◽  
pp. 200-216
Author(s):  
Mônica Durães Braga ◽  
Stéfany Veloso Santos ◽  
Maria Fernanda Niza Santos

Os Parques urbanos possuem significativo reflexo ambiental, no que tange à preservação, assim como melhoria na qualidade de vida da população. Em Montes Claros, um destes importantes parques é o Parque Municipal Milton Prates, criado em 1968. Dentre os 11 parques municipais da cidade, este é o mais visitado e a terceira maior área verde urbana do município de Montes Claros. O Parque passou por diversas transformações ao longo dos seus 53 anos. Ao percorrer toda a área, é perceptível a identificação dos impactos ambientais no Parque Municipal e seu entorno. Ainda, pode-se verificar a situação de impactos atuais sobre a lagoa e constatar uma forte influência da atividade antrópica, visto que é uma área inserida no perímetro intensamente urbanizado. No que tange à qualidade da água, embora a lagoa receba muitos impactos da ação antrópica de seu entorno, a mesma apresenta qualidade de água viável para seus usos atuais. Quanto à qualidade do ar, observa-se que, a intensa urbanização de seu entorno possibilitou níveis de poluição forte e média, com melhores resultados no centro do parque.



2021 ◽  
Vol 3 (02) ◽  
pp. 129-149
Author(s):  
Gustavo Souza Santos
Keyword(s):  

Em junho de 2013, o Brasil acompanhou uma série de manifestações que se expandiram por todo o território nacional. As demandas eram plurais, diversas e amplas, contudo guardavam um viço comum de engajamento e solidariedade tornando a insurgência particular. No entanto, outras camadas tornaram o evento ainda mais complexo: o usufruto da comunicação digital como indumentária de protesto, tornando redes e dispositivos frentes de contrapoder e comunicação alternativa difusos sobre o espaço pontual das vias públicas e igualmente consistente nas vias do ciberespaço. Assim, o objetivo deste estudo consistiu em analisar as dinâmicas socioespaciais das Jornadas de Junho de 2013 no Brasil, considerando a refletância on-line e off-line nas práticas e processos das manifestações. Para tanto, desenvolveu-se um estudo de caso, tendo a imprensa por aporte documental. No bojo das manifestações, a insurgência circunscrita como um exercício espacial de ocupação das ruas e espaços públicos diversos possui reflexos on e off-line em uma relação de refletância e interdependência, coadunando as operações socioespaciais e simbólicas no espaço material e imaterial - na vazão do ciberespaço.



2021 ◽  
Vol 3 (02) ◽  
pp. 112-128
Author(s):  
Vanessa Manfio

A inclusão na educação é uma palavra que vem sendo proferida na contemporaneidade em meio à necessidade de ajustar medidas de inserção de alunos de diferentes habilidades e necessidades especiais nas salas de aula do ensino regular.  A inclusão educacional veio para ficar e trás com ela uma oportunidade da escola melhorar os seus trabalhos para atender aqueles alunos com Necessidades Educacionais Especiais e formar sujeitos cidadãos que consigam lidar com o outro. A Geografia entra nesta dança educacional, permitindo que se oriente o aluno para vida, para a relação social e para o enfrentamento de questões de cidadania, através de múltiplos recursos didáticos. Dessa forma, este trabalho tem como objetivo central discutir a educação inclusiva e as contribuições do ensino de Geografia, procurando fomentar o debate a cerca desta temática tão importante na educação. Para tal, utilizou-se a pesquisa bibliográfica, a partir de uma revisão teórica sobre o tema. Espera-se, contudo, fortalecer as abordagens inclusivas, pensando numa escola para todos.



2021 ◽  
Vol 3 (02) ◽  
pp. 74-95
Author(s):  
Valdinei Mendes Moura ◽  
José Antônio Magalhães Marinho ◽  
Gabriel Alves Veloso
Keyword(s):  

Na região de Integração do Xingu a dinâmica do uso e cobertura da terra perpassa por transformações aceleradas, consolidadas principalmente por redes de transportes rodoviárias, sobretudo a partir da década de 70, com a abertura da rodovia Transamazônica. Dessa forma, nesse artigo se priorizou analisar a dinâmica de uso e cobertura da terra no município de Senador José Porfírio, inserido em uma área de intensa mudança, principalmente após a instalação da Usina Hidroelétrica de Belo Monte. Nesse sentido, os procedimentos metodológicos utilizados centraram-se no levantamento de informações e dados em bases digitais, e na subsequente análise e interpretação do material obtido e pesquisa bibliográfica sobre a dinâmica dos usos da terra na região amazônica. O objetivo da pesquisa foi analisar a dinâmica de uso da terra no município de Senador José Porfírio, no período de 2010 a 2019, considerando os aspectos históricos e econômicos, assim como suas expressões socioambientais, paisagísticas e territoriais. Nos resultados e discussões constatou-se que as áreas de agricultura sofreram variações, com expansão do cultivo do cacau, além disso, contatou-se que a extração ilegal de madeira, e consequentemente o desmatamento para produção agropecuária vem avançando principalmente sobre as áreas de assentamentos e terras indígenas.



Sign in / Sign up

Export Citation Format

Share Document