elizabeth cary
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Author(s):  
Natália Fontes de Oliveira

A história natural e as narrativas de viagens, muito populares entre os séculos XVI e XIX, são marcadas pela exploração científica de culturas e territórios estrangeiros. Muitas vezes marginalizadas pela cultura impressa, viajar pelos mares concedia às mulheres a autoridade para serem detentoras da palavra. Elizabeth Cabot Cary Agassiz foi uma mulher pioneira que viajou ao Brasil com a Expedição Thayer ao lado do marido durantes os anos de 1865 a1866. Após um ano de retorno aos EUA, Elizabeth e o marido publicaram em coautoria a narrativa de viagem, A Journey to Brazil. Apesar da publicação em conjunto, há uma falta de estudos que reconheçam a voz autoral de Elizabeth. Este artigo propõe uma análise da obra A Journey in Brazil para resgatar a contribuição de Elizabeth Cary Cabot Agassiz para a disseminação do conhecimento no século XIX. O referencial teórico, numa abordagem interdisciplinar, baseia-se em estudos sobre a escrita de viagens e a crítica literária feminista. Elizabeth dialoga com as principais vozes masculinas do século e com os discursos da história natural para criar um espaço literário único e inserir sua voz na cultura impressa.


Author(s):  
Anna Seregina

The article presents an introduction to a first Russian translation of the “Life of Lady Falkland” written in the mid-17th century by the nuns of the English Benedictine Abbey at Cambrai (the Cary sisters), which told the life of their mother, Elizabeth Cary, Viscountess of Falkland – a translator, poet and polemicist, and also a Catholic convert. It has been argued that the “Life” combines the traits of biography and conversion story, and that the conversions described there – of Lady Falkland and her children fell into the category of the so-called “intellectual conversions” brought about by reading books and debating the fine points of religious doctrines. “Intellectual conversions’ were seen to be reserved to men. However, the Cary sisters used this model to establish their position within the Cambrai religious community, which consisted of many nuns with wide intellectual interests. The authors of the “Life” also demonstrated that intellectual efforts of their mother led to conversions of others to Catholicism, thus making her a Catholic missionary in all but a name.


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