scholarly journals El diálogo, el poema, el otro. Hermenéutica y deconstrucción a la luz de "Carneros" de Jacques Derrida

2019 ◽  
Vol 36 (3) ◽  
pp. 781-797
Author(s):  
Luis Eduardo Gama

El debate entre la filosofía hermenéutica de Hans Georg Gadamer y la deconstrucción de Jacques Derrida está lejos de haber concluido. A la luz de Carneros (2003), el texto poco estudiado aún de la conferencia leída por Derrida en memoria de Gadamer, pretendemos reanudar aquí el intenso diálogo entre estos dos pensadores emblemáticos de la filosofía continental de finales del siglo pasado. Partiendo de las distintas significaciones que en cada caso toman nociones como ‘diálogo’ o ‘mundo’, pero también de la manera diversa como cada uno de ellos interpreta la filosofía platónica o la poesía de Paul Celan, nos proponemos iluminar el profundo desacuerdo ontológico y ético que existe entre las dos propuestas. La cuestión del otro, central para ambos autores, se mostrará al final como el punto donde se condensan y agudizan las tensiones entre ellos.


Escritos ◽  
2021 ◽  
Vol 29 (62) ◽  
pp. 33-55
Author(s):  
Diana M. Muñoz González

Haciendo de la obra poética de Paul Celan la ocasión para exhibir el modo en que la hermenéutica filosófica de Hans-Georg Gadamer opera en el encuentro dialógico que establece con los textos, este artículo reconstruye inicialmente la lectura gadameriana de algunos poemas de Paul Celan y, posteriormente, contrasta este enfoque interpretativo con el adoptado por el filósofo francés Jacques Derrida, representante de esa otra vertiente hermenéutica de inspiración heideggeriana conocida como deconstrucción. También lector y admirador de Celan, Derrida opone al principio hermenéutico de Gadamer, que persigue restituir la unidad de sentido del texto, el carácter abierto, secreto e indecibible del poema. Pese a sus diferencias, se trata, sin embargo, de mostrar en este artículo que en ambos casos se busca responder a una negatividad que recorre el poema, cuyo silencio elocuente interpela y moviliza la lectura que se desarrolla, empero, en dos direcciones: la hermenéutica y la deconstructiva, respectivamente. Prestar oído a esta negatividad, a lo inaudible del poema celaniano, se revela, pues, como el impulso común al que responden estos dos filósofos contemporáneos, gracias a lo cual sus enfoques se muestran más cercanos de lo que a primera vista suele pensarse.



2018 ◽  
Vol 62 (1) ◽  
pp. 253-268
Author(s):  
Harris B. Bechtol ◽  

Since Heidegger, at least, the theme of the event has become a focal point of current debate in continental philosophy. While scholars recognize the important contributions that Jacques Derrida has made to this debate, the significance of his considerations of the death of the other for his conception of the event has not yet been fully appreciated. This essay focuses on Derrida’s efforts to develop the notion of the event in reference to the death of the other through his engagement with Paul Celan in “Rams—Between Two Infinities, The Poem.” I argue that Derrida’s approach results in a three-fold contribution to the debate about the character of the event. Derrida turns to one of Celan’s poems in an effort to find the kind of speech that attests to the event in its singularity, and in this turn, he develops not only the structure of the event’s appearance in the death of the world when the other dies but also the ethical impetus that accompanies this event of the death of the other, namely a call for workless mourning. Through Derrida’s contribution, we learn that the concern for the event not only includes novel approaches to ontology but also attempts to weave together ontological, ethical, as well as existential concerns.



2004 ◽  
Vol 34 (1) ◽  
pp. 3-19 ◽  
Author(s):  
Jacques Derrida

With the attempt to express my feeling of admiration for Hans-Georg Gadamer an ageless melancholy mingles. This melancholy begins as of the friends' lifetime. A cogito of the farewell signs the breathing of their dialogues. One of the two will have been doomed, from the beginning, to carry alone both the dialogue that he must pursue beyond the interruption, and the memory of the first interruption. To carry the world of the other, to carry both the other and his world, the other and the world that have disappeared, in a world without world. That shall be one of the ways to let resound within ourselves the line of poetry by Paul Celan, " Die Welt ist fort, ich muss dich tragen ."



Author(s):  
Jorge Freitas

A partir da leitura de Hans-Georg Gadamer do poema “Acúmulo de palavras” [Wortaufschütung], de Paul Celan, publicado no ciclo de poemas Hausto-cristal [Atemkristall], de 1965, este artigo analisa algumas hipóteses que sugerem um redirecionamento da interpretação proposta por Gadamer em direção a um viés de teoria historiográfica cuja matriz residiria em Walter Benjamin, iluminando, desse modo, uma outra possibilidade de leitura do poema de Celan.



2020 ◽  
Vol 59 (2) ◽  
pp. 1481-1497
Author(s):  
Aryadne Bezerra de Araújo ◽  
Élida Paulina Ferreira ◽  
Zelina Márcia Pereira Beato Szachnowski
Keyword(s):  

RESUMO Propomos refletir sobre o processo tradutório do testemunho de Graciliano Ramos, Memórias do Cárcere (1954), ressaltando as marcas do contato com essa escrita “penosa” que a tradução de Antoine Seel e Jorge Coli, Mémoires de Prison (1988), põe em relevo O testemunho original relata a prisão arbitrária sofrida pelo autor durante a ditadura Vargas e a experiência traumática do cárcere. A narração dessas memórias sinaliza para o seu conturbado processo de escrita de situações limites, encenando a aporia que, segundo Jacques Derrida (2000b), comanda o processo tradutório: a necessidade dominante de traduzir e, ao mesmo tempo, as limitações da tarefa. Essa aporia atravessa as leituras do filósofo acerca do gesto testemunhal. Como afirma, ao apresentar-se como único sujeito a presenciar uma verdade, a testemunha recusa a traduzibilidade e a possibilidade de ser substituída (DERRIDA, 2000a), numa performance do que lemos nos últimos versos de Ashenglorie, por Paul Celan: ninguém testemunha pela testemunha. Contudo, Derrida (2000a) argumenta que o testemunho só tem valor quando é traduzível e, assim, comunicável. Considerando que a necessidade tradutória coexiste com a impossibilidade de sofrer e sobreviver no lugar da testemunha, enxergamos o primeiro obstáculo para os tradutores. Como repetir o testemunho de Graciliano, traduzindo suas feridas, diante da impossibilidade de testemunhar em seu lugar? Numa reflexão sobre tradução e testemunho, Marc Crépon (2006) sugere que, diante do desafio tradutório impossível, deve-se testemunhar o encontro com a escrita original e fazer da tradução o documento desse encontro. Ou seja, em vez de testemunhar pela testemunha, deve-se testemunhar, na tradução, as impressões do contato com o corpo textual ferido do original. Argumentamos que a escrita tradutória das Memórias se revela um processo de recriação em que seus tradutores foram tocados pelo peso da escrita do cárcere, forjando na tradução o testemunho das impressões diante do original.



2012 ◽  
pp. 1-12
Author(s):  
Joanna Tokarska-Bakir

Ex silentio. On Paul Celan’s Poem “Todtnauberg”This paper contests the interpretative framework proposed by Hans Georg Gadamer and Cezary Wodziński in their interpretations of certain poems by Paul Celan. The point of contention lies in the understanding of the relationship between biography and poem. The author analyses the “concept of discretion,” which excludes Celan’s Jewish identity from the analysis of his poetry, and proposes her own reading of both his poem Todtnauberg and anti-volkist interpretation Hüttenfenster. The background consists of the polemic about the famous meeting of Paul Celan and Martin Heidegger in August 1, 1967 in Todtnauberg.



2020 ◽  
Vol 26 (39) ◽  
pp. 39-53
Author(s):  
Thiago Grisolia Fernandes

Este artigo lança um olhar sobre a noção de apagamento na obra da artista e poeta Leila Danziger, a partir do procedimento de arrancar a camada mais superficial de folhas de jornal, presente em vários de seus trabalhos. Pensando sua produção plástica e poética a partir deste mesmo procedimento, desdobramos conceitos como os de aporia, testemunho e desescrita, recorrendo a pensadores como Jean-Luc Nancy, Paul Celan e Jacques Derrida, contribuindo para a construção de um campo ampliado da poesia.Palavras-chave: Leila Danziger; Apagamento; Aporia.AbstractThis article takes a look at the notion of erasure in the work of the artist and poet Leila Danziger, based on the procedure of removing the most superficial layer of newspaper sheets, present in several of her works. Thinking about his plastic and poetic production based on this same procedure, we unfold concepts such as aporia, testimony and diswriting, using thinkers like Márcio Seligmann-Silva, Jean-Luc Nancy, Paul Celan and Jacques Derrida, contributing to the construction of an expanded field of poetry.Keywords: Leila Danziger; Erasure; Aporia.  



2015 ◽  
Vol 35 (1) ◽  
pp. 143
Author(s):  
Raquel Sâmara

Com base em textos-chave do filósofo Hans-Georg Gadamer (Verdade e método e ensaios mais recentes, além do livro Quem sou eu, quem és tu?), o presente artigo delineia uma poética gadameriana, que situa a poesia de Paul Celan, em perspectiva comparatística, junto com a filosofia, com a arte e a música modernas.



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