Consumo e cultura material, São Paulo "Belle Epoque" (1890-1915)

Author(s):  
Milena Fernandes de Oliveira
2012 ◽  
Vol 19 (4) ◽  
pp. 1139-1153
Author(s):  
Rafael de Abreu e Souza

Apresenta reflexões sobre as louças brancas brasileiras em faianças finas e sua relação com a conjuntura dos discursos higienistas em meio aos quais foram pensadas, na cidade de São Paulo do começo do século XX. Analisa os componentes dos vidrados, os processos de expansão por umidade e os aspectos da tecnologia de produção das louças resgatadas no sítio arqueológico Petybon a fim de sugerir que a instalação das fábricas, a produção e o consumo de cerâmicas brancas na cidade se dão também pelo acirramento das políticas de higienização e dos projetos de modernidade das elites paulistanas do período.


2018 ◽  
Vol 24 ◽  
pp. 231-234
Author(s):  
Alvaro Santos Simões Junior

NEGREIROS, Carmem; OLIVEIRA, Fátima; GENS, Rosa. Belle Époque: crítica, arte e cultura. Rio de Janeiro: LABELLE; Faperj; São Paulo: Intermeios, 2016.


2014 ◽  
Vol 17 (1) ◽  
Author(s):  
Milena Fernandes Oliveira

O artigo faz uma análise sobre a formação do capitalismo no Brasil tendo como ponto de vista a cultura de consumo. Atentamos para algumas relações contraditórias entre a dinâmica de consumo e o incipiente processo de industrialização no Brasil, com enfoque na primeira. O objetivo do trabalho é o de estudar o lançamento das bases da dinâmica de consumo capitalista, assentada sobre a diferenciação, inclusão e exclusão, que detém certas especificidades inerentes à constituição do capitalismo em sua expressão periférica.   O período que vai de 1890 a 1915, a Belle Époque, é o momento em que o capitalismo periférico se constitui na forma de economias primário-exportadoras. A maior parte dos estudos feita até o momento repousa sobre o processo de industrialização. Nosso estudo repousa sobre sua contraface: o consumo, visto aqui como um processo social. Nesse sentido, a temática da industrialização, claro de extrema importância, será vista sob o ângulo da dinâmica de consumo, que pretende captar as contradições nas relações de classe e frações de classe travadas em uma expressão regional do capitalismo brasileiro em formação. O processo de industrialização que se configura no interior do capitalismo periférico, dados seus limites sociais e técnicos, trava uma relação específica com a cultura de consumo nascente, que se traduz nas formas de falsificação e imitação. As fontes utilizadas residem, sobretudo, em fontes qualitativas, diários pessoais, relatos de viagem, livros de memória, literatura e crônicas do período.Na relação entre o processo de diferenciação que caracteriza o consumo colocam-se dois atores em disputa: o fazendeiro tradicional, oligarca do café, e o imigrante que enriquece e passa a disputar um lugar na hierarquia social. O setor externo continua a ser a fonte de diferenciação social e os bens de consumo importados, instrumento de status.       


Revista CPC ◽  
2015 ◽  
pp. 36
Author(s):  
Joana Mello de Carvalho e Silva ◽  
Pedro Beresin Schleder Ferreira ◽  
Camila Raghi ◽  
Eduardo Ferroni ◽  
Pablo Hereñu

<p>As novas instalações do Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo serão implantadas junto a um dos últimos remanescentes da arquitetura residencial que marcou a paisagem da Avenida Paulista, hoje um eixo urbano consolidado, espaço público por excelência de profundo significado político e cultural. Seu projeto dialoga com os desafios da cidade e sociedade contemporâneas e com a história da cidade, da arquitetura e da família. Por isso, o presente artigo recupera a história da Residência Franco de Mello, indicando os seus usos e vivências; a autenticidade de seus elementos; as alterações, reformas e ampliações, bem como a sua ambientação urbana, informações estas que subsidiaram as decisões dos projetos de arquitetura, paisagismo e restauro também aqui apresentados.</p>


Author(s):  
Henry Marcelo Martins Silva

O presente trabalho visa analisar a atuação das elites dirigentes no processo de construção urbana de São José do Rio Preto (SP), nas primeiras décadas do século XX, período em que a pequena vila “boca do sertão” transforma-se em uma das maiores e mais importantes cidades do Estado de São Paulo, fruto da incorporação de seu território ao complexo cafeeiro. Por meio de fontes tais como as Atas da Câmara Municipal, jornais e Almanaques locais consegue-se apreender os contornos do processo de urbanização local, fortemente marcado pela ação de uma elite que, tomando por modelos os exemplos de cidades como Paris, Londres, São Paulo e Rio de Janeiro, gestava as transformações de acordo com seus interesses e em detrimento da grande maioria daqueles que participavam do processo. 


2018 ◽  
Vol 4 (1) ◽  
pp. 251
Author(s):  
Adel Igor Romanov Pausini

Na Paris do século XIX, era hábito comum entre os aristocratas a promoção de encontros entre pessoas de alta condição social com grupos da intelectualidade para concertos, espetáculos, bailes, tertúlias e demais eventos de salão em ambiente residencial. No Brasil, os salões ganham força no segundo reinado, sobretudo na capital do Império, estendendo o seu prestígio à florescente São Paulo do café no final do século XIX, tornando-se uma autêntica instituição da Belle Époque, tendo como os mais prestigiados os salões de Veridiana da Silva Prado, José de Freitas Valle, Paulo Prado e Olívia Guedes Penteado. Nestes espaços, a aristocracia paulista consolidava o capital social utilizado, o mecenato e a ação pública e privada para a promoção dos próprios interesses, projetos e perspectivas do país. Na década de 1930, os salões perdem força em detrimento da organização de sociedades e grupos de artistas, o que produz, em alguns casos, relativa independência em relação ao mecenato público e privado, permitindo o avanço de experiências de tendências anarquistas e comunistas, rapidamente revertidas enquanto plano hipotético na década de 1940 com a abertura dos grandes museus e eventos de arte em São Paulo, a internacionalização da arte e o financiamento norte-americano, em contexto de Guerra Fria. O êxito do projeto paulista, capitalista, urbano-industrial de museus é levado pela velha aristocracia, ressignificada e financiada pelo capital industrial emergente para outras regiões do país em pleno contexto nacional do regime militar de desenvolver e integrar. Por meio do mecenato exercido de distintos modos, a aristocracia paulista defendeu e implementou, em alguma medida, o seu projeto de modernização conservadora no século XIX e XX, defendendo os seus interesses por meio dos salões e dos museus de arte.


2000 ◽  
Vol 15 (2) ◽  
pp. 240-270
Author(s):  
Rubens de Oliveira Martins

Este trabalho realiza uma reflexão sobre os limites da autonomia da vida intelectual em São Paulo nas primeiras décadas do século XX. Acompanhando a trajetória do escritor Oswald de Andrade desde sua participação nos círculos boêmios do Rio de janeiro até sua atuação como "ponta de lança" do Movimento Modernista em São Paulo, em 1922, estaremos analisando como o processo de institucionalização operado na esfera da cultura foi definindo um padrão para o reconhecimento e a legitimação da vida intelectual.


Crisis ◽  
2014 ◽  
Vol 35 (1) ◽  
pp. 5-9 ◽  
Author(s):  
Daniel Hideki Bando ◽  
Fernando Madalena Volpe

Background: In light of the few reports from intertropical latitudes and their conflicting results, we aimed to replicate and update the investigation of seasonal patterns of suicide occurrences in the city of São Paulo, Brazil. Methods: Data relating to male and female suicides were extracted from the Mortality Information Enhancement Program (PRO-AIM), the official health statistics of the municipality of São Paulo. Seasonality was assessed by studying distribution of suicides over time using cosinor analyses. Results: There were 6,916 registered suicides (76.7% men), with an average of 39.0 ± 7.0 observed suicides per month. For the total sample and for both sexes, cosinor analysis estimated a significant seasonal pattern. For the total sample and for males suicide peaked in November (late spring) with a trough in May–June (late autumn). For females, the estimated peak occurred in January, and the trough in June–July. Conclusions: A seasonal pattern of suicides was found for both males and females, peaking in spring/summer and dipping in fall/winter. The scarcity of reports from intertropical latitudes warrants promoting more studies in this area.


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