scholarly journals Le Musée des Beaux-Arts, entre la culture et le public : Barrière ou facteur de nivellement?

2002 ◽  
Vol 21 (2) ◽  
pp. 75-90
Author(s):  
Vera L. ZOLBERG

Résumé L'art conçu comme capital culturel est au centre des recherches de sociologues tels que Pierre Bourdieu et ce concept est pertinent à l'analyse des musées d'art dans la société contemporaine. À la différence du niveau d'instruction, le goût artistique se conçoit comme une affaire individuelle sans grande importance sociale. Je critique cette position à la lumière de l'étude de Bourdieu et Darbel concernant les publics des musées d'art, je compare leurs résultats avec ceux des recherches actuelles en Europe et aux États-Unis, et je mets en doute les preuves de la relation entre le goût et la mobilité sociale. Le musée d'art peut devenir un facteur de nivellement plutôt qu'une barrière à l'égalité, mais tant qu'il subsiste des inégalités en matière d'éducation et de profession, ce programme a peu de chances de se réaliser.


2021 ◽  
Vol 14 (1) ◽  
pp. e37634
Author(s):  
Leonardo Henrique Luiz
Keyword(s):  

O objetivo do presente artigo consiste em propor formas conceituais de se abordar as diferentes expressões dos xintoísmos no Japão. Partimos dos eventos em torno da Restauração Meiji (1868) para sugerir pelo menos três formas de expressão da religião: a primeira enquanto manifestações de figuras sobrenaturais e o culto às divindades locais (神 – kami); a segunda chamada de Jinja Shintō (神社神道) é entendida como abarcando os santuários locais (神社 – Jinja) e as instituições religiosas ligados às famílias de sacerdotes; e a terceira ligada ao Estado japonês (国家神道 – Kōkka Shintō). Do ponto de vista teórico a religiosidade é compreendida a partir dos trabalhos de Mircea Eliade (2010), enquanto o conceito de religião é abordado por meio das elaborações de Pierre Bourdieu (2005). Esses corpos teóricos são flexibilizados a partir das reflexões sobre o que é religião no Japão (SHIMAZONO, 2005) e como o conceito ocidental de religião foi traduzido para o japonês (KRAMER, 2013). Como resultado, busca-se demostrar a existência de vários xintoísmos e que dessa forma, as abordagens sobre a religião devem ser flexibilizadas visando particularidades das manifestações do fenômeno.



2021 ◽  
Vol 19 (38 jan/abr) ◽  
Author(s):  
Luan Carlos Nalin ◽  
Cleber da Silva Lopes
Keyword(s):  

O presente artigo buscou analisar as interações entre vigilantes e policiais em situações de conflito nas portas giratórias de agências bancárias. O objetivo foi caracterizar as relações de poder respectivas a esse cenário no qual atores estatais e não-estatais se encontram, assim, contribuir com a ampliação de discussões sobre formas de se prover segurança nas sociedades contemporâneas em que o policiamento é pluralizado. Para isso, o trabalho mobilizou a teoria de Pierre Bourdieu e a noção de “securitização de capital”, bem como análise de acórdãos julgados nos estados de São Paulo e Paraná entre os anos de 2010 e 2012. Os resultados mostram que os policiais utilizam mais capital simbólico para garantir sua autoridade, enquanto os vigilantes e as agências bancárias recorrem ao capital jurídico estritamente para conformar suas condutas. Os bancos também ganharam de forma quase que unânime nos processos julgados, fenômeno este que pode ser pensado junto ao avanço dos serviços de segurança privada, não mais se pautando somente na proteção e segurança executada pelo Estado soberano contra ameaças externas.



2015 ◽  
Vol 20 (3) ◽  
pp. 215
Author(s):  
Maria De Fátima Barbosa Abdalla
Keyword(s):  

Este texto tem como objetivo refletir sobre os saberes da docência necessários para que sejam transformadas as práticas pedagógicas desenvolvidas no cotidiano escolar. Trata-se de identificar as representações sociais de professores-estudantes da Pedagogia/Parfor (Decreto 6755/09) sobre os saberes docentes que consideram necessários no contexto de formação para a transformação de suas práticas. A pesquisa, de caráter longitudinal, fundamentada em Pierre Bourdieu e Serge Moscovici, parte do pressuposto, junto com Jean-Marie Barbier, Gaston Mialaret e Maurice Tardif, de que os saberes docentes não são teóricos, mas conhecimentos práticos, marcados/moldados por contextos formativos e que precisam ser (re)conhecidos pelos professores. Os resultados reforçam que há necessidade de se redefinirem os saberes da docência de modo a compreendê-los como saberes praxiológicos, porque se relacionam ao contexto e às condições de trabalho e possibilitam a inovação das práticas pedagógicas.Palavras-chave: Práticas pedagógicas. Representações sociais. Saberes da docência. 



2013 ◽  
Vol 21 (1) ◽  
pp. 38
Author(s):  
Adriano Pistore

Capital social é um conceito que vem angariando inúmeros adeptos, e sendo percebido como um novo tipo de capital que vem somar-se aos antigos capitais econômico, físico e humano na forma de fator de influencia na geração de desenvolvimento econômico e social. Na literatura sobre o tema não existe uma definição consensual entre os diversos autores. No entanto, há consenso quanto à sua importância na definição das características e na sua função no desenvolvimento da composição de suas atividades e da colaboração na busca da construção de uma realidade de projetos de benfeitorias comuns à sociedade. Este artigo apresentou a evolução histórica e conceitual do capital social sob a ótica de seus principais pensadores, Pierre Bourdieu, James Coleman e Robert Putnam. Para base da pesquisa, foram analisadas as ideias centrais dos autores, através de suas próprias publicações, e trabalhos complementares de outros autores que trataram da evolução histórica e conceitual do tema abordado. O resultado desta revisão mostrou que, embora existam discordâncias entre os autores, todas as abordagens remetem uma visão comum. A emergência de se considerar a estrutura e as relações sociais como fundamentais para se compreender e intervir sobre a dinâmica econômica.



Author(s):  
◽  
Santos Kátia Maria de Oliveira
Keyword(s):  

Na pós-modernidade, novos valores fundamentam as formas sociais de existir e de transformar o mundo. Esses valores estão presentes na escola enquanto Instituição social que (re)produz normas, significados e ações que direcionam o agir, o sentir e o pensar dos sujeitos na pós-modernidade. Nesse sentido, uma das formas de existência na escola, assim como na sociedade pós-moderna, é dada pela mediação das tecnologias. Essa mediação constrói sentidos outros de se perceber, perceber o outro e estar no mundo. Chamamos essa mediação de aparelhamento digital, onde os sujeitos existem e produzem sentidos de mundo através do uso de tecnologias digitais da informação e comunicação. Em sala de aula, o aparelhamento digital nos leva a questionar os processos de ensino e de aprendizagem. Assim, como problema de pesquisa, trouxemos: quais as implicações do aparelhamento digital para o ensino de Sociologia no Ensino Médio? Nosso objetivo foi compreender quais as implicações do aparelhamento digital para o ensino de Sociologia no Ensino Médio. Propomos, enquanto caminho teórico-metodológico, o uso da Análise Sociológica do Discurso, visto que entendemos os discursos enquanto formas sociais que são internalizados e são modulados pela realidade social, pela construção dos sentidos e significados que estruturam a existência social e que são apreendidos pelos sujeitos nos processos de subjetivação e de socialização. Nosso objeto de pesquisa foi ganhando contornos a partir das contribuições teóricas de Zygmunt Bauman (2001; 2007; 2009), Pierre Bourdieu (1998; 2000; 2011) e Pierre Lévy (1989; 1998). Pelos constructos sociológicos de tais autores, percebemos a necessidade de investigar os processos de aprendizagem no ensino de Sociologia, no Ensino Médio, através do aparelhamento digital. A pesquisa permitiu perceber a necessidade de discutir as implicações do aparelhamento digital no ensino de Sociologia, visto que o que está em evidência é a própria formação humana.



Slovo ◽  
2020 ◽  
Vol How to think of literary... ◽  
Author(s):  
Tamara Svanidzé

International audience The present work questions the logic and the functioning of the flows of importation in the field of literature in the second half of the 19th century, using the concept of cultural transfers, as developed by Michel Espagne and Michael Werner, along with Pierre Bourdieu’s concept of the literary field. These methodological perspectives allow us to relativize the canonical vision of Georgian literature and to illuminate the role played by the importation of European works in the organization and evolution of the internal literary field. My analysis of critical discourse and of paratexts reveals how much literary transfers enabled Georgian literature to renew itself and actively participated in the configuration of the host system, while at the same time contributing to the reinforcement of the positions that structure the Georgian intellectual field of the time. This field has witnessed the arrival of a new conception of literature conveyed by the reformist intelligentsia that relegates traditional practices to the periphery of the system, and and has become divided between literature in conformity with aesthetic norms and current ideologies and the “sub‑field.” By clarifying the motivations that have led to the selection and interpretation of European texts and authors, I hope to offer a better comprehensive perspective on the different facets of this field and on the power relations that constitute it. Le présent travail contribue à la relecture de l’histoire de la littérature géorgienne en interrogeant le fonctionnement et les logiques des flux d’importation dans le domaine de la littérature en Géorgie dans la seconde moitié du xixe siècle à l’aide du concept des transferts culturels élaboré par Michel Espagne et Michel Werner et de la notion du champ littéraire développé par Pierre Bourdieu. Ces perspectives méthodologiques permettent de relativiser la vision canonique de la littérature géorgienne et d’éclairer le rôle joué par l’importation des œuvres européennes dans l’organisation et l’évolution du champ littéraire interne. En effet, l’analyse des discours critiques et des paratextes révèle combien les transferts littéraires ont permis à la littérature géorgienne de se renouveler et ont participé activement à la configuration du système d’accueil, en contribuant au renforcement des positions qui structuraient le champ intellectuel géorgien de l’époque. Celui-ci connaît l’avènement d’une nouvelle conception de la littérature véhiculée par l’intelligentsia réformiste qui relègue les pratiques traditionnelles à la périphérie du système, et se voit partagé entre la littérature en accord avec les normes esthétiques et idéologiques en vigueur et le « sous-champ ». Ainsi, élucider les motivations qui ont conduit à la sélection et aux interprétations des textes et des auteurs européens offre une meilleure image globale des différentes facettes de ce champ et des rapports de force qui le constituent. სტატიის მიზანია თარგმანების როლის განსაზღვრა xix საუკუნის ქართული ლიტერატურული სივრცის ფორმირებაში. კვლევის მეთოდოლოგიურ საფუძვლად გამოყენებულია ბურდიეს (Pierre Bourdieu) ლიტერატურული ველის კონცეფტი და ესპანისა (Michel Espagne) და ვერნერის (Michael Werner) მიერ შემუშავებულ კულტურული ტრანსფერის თეორია, რომლის მიხედვითაც, კულტურული ტრანსფერები უნდა განიხილებოდეს აკულტურაციის ფენომენზე დაყრდნობით და კულტურული გავლენის პარადიგმის გვერდის ავლით, ანუ მიმღები კულტურის სპეციფიკაზე ყურადღების გამახვილებით. მათი საშუალებით განვავითარეთ ჰიპოთეზა, რომ ქართული ინტელექტუქლური ველი ჩამოყალიბდა უცხოური ელემენტების სესხებით და ეს სესხება არ ნიშნავს მარტივ იმიტაციას არამედ სელექციის, ადაფტაციისა და ტრანსფორმაციის მთელ პროცესებს. გარდა ამისა, განვიხილეთ ქართული ლიტერატურული ველის შიდა დინამიკა, კერძოდ, როგორ ახდენდნენ საზოგადოებრივ-პოლიტიკური ჯგუფები ევროპელი ავტორების მოხმობით სიმბოლურად დომინანტური პოზიციის დაკავებასა და გამყარებას.



2016 ◽  
Author(s):  
Rogério Castro Ferreira ◽  
Ordália Dias da Silva Guilherme ◽  
Adão Francisco De Oliveira
Keyword(s):  

Os indicadores socioeconômicos são importantes ferramentas para o ordenamento de políticas e programas de planejamento estaduais, empresariais e da sociedade civil. Partindo dessa premissa, o presente artigo tem como principal objetivo discutir o desempenho educacional do estado do Tocantins frente aos indicadores socioeconômicos, no esforço de entender as relações causais entre educação e desigualdade, analisando de forma empírica e conceitual a atual conjuntura socioeducacional  tocantinense frente as suas oito microrregiões. Nessa perspectiva, realizouse uma análise crítica embasada em indicadores socioeconômicos e algumas de suas respectivas variáveis, bem como em indicadores educacionais (taxas de transição:  aprovação, reprovação, abandono e distorção idade/série). O diagnóstico apresentado, principalmente em relação aos desníveis regionais relacionados à educação e frente à análise crítica baseada na ideia de Educação como reprodução, presente no  Construtivismo Estruturalista de Pierre Bourdieu, chamou a atenção para a importância e a necessidade de se analisar, para além do desempenho dos estudantes, os fatores contextuais extraescolares passíveis de intervenção, que possam trazer  melhorias tanto ao sistema educacional como para a sociedade em geral.Palavras-chave: Indicadores Socioeconômicos. Desempenho Educacional. Microrregiões. Tocantins.



2017 ◽  
Author(s):  
François Laplantine

La question du sujet est devenue la question cruciale de notre époque. Pour nous en rendre compte, il nous faut réfléchir d’emblée à son élimination qui revêt trois formes : sa destruction radicale dont le XXème siècle, siècle des génocides, porte la marque indélébile ; sa domination et sa discrimination dans les rapports coloniaux ; sa normalisation, sa neutralisation voire sa réification dans les sociétés contemporaines les plus modernes et d’apparence les plus démocratiques. L’anthropologie se doit de considérer de manière non pas réactive mais réflexive les opérations de simplification du sujet, qui s’accompagnent le plus souvent d’une falsification du langage : sa réduction à l’individu qui, en tant que monade séparée se créditant d’autosuffisance, est une construction culturelle qui n’a rien d’universelle ; à la culture (ou plus précisément à la monoculture dans certaines formes de nationalisme et de communautarisme), au cerveau dans une idéologie cognitiviste procédant d’une instrumentalisation des neuro-sciences. Ce sont des opérations de réduction du multiple à l’un qui recèlent une forte charge de violence. Aussi avant de se demander comment la question du sujet peut être traitée, il convient de constater que ce dernier est aujourd'hui maltraité y compris dans une partie des sciences sociales. Plusieurs dimensions du sujet (ou plus exactement de processus de subjectivation) doivent être distingués. Un sujet politique pris dans des rapports de pouvoir et cherchant à les transformer : c’est la notion de citoyen et de citoyenneté. Un sujet juridique, sujet de droit et du droit impliquant les notions de reconnaissance et de personne. Un sujet psychologique (moi, esprit, conscience) pouvant être groupal, sociétal, national. Un sujet grammatical ou sujet du langage engagé physiquement dans des processus d’énonciation mais qui n’a aucune universalité puisqu’un certain nombre de langues comme le japonais ne le place pas dans cette position d’antériorité et de centralité du je et peuvent très bien ne pas le désigner explicitement. Il existe enfin un sujet logique ou sujet de la connaissance – qualifié par Michel Foucault de « sujet épistémique ». C’est le sujet de la philosophie européenne. Successivement socratique, cartésien, kantien, durkheimien puis sartrien, il se pose comme étant indépendant des notions de genre, de culture et de couleur et présuppose, dans la constitution asymétrique d’un « champ », son antériorité, son extériorité et sa supériorité par rapport à un « objet ». C’est ce sujet premier et fondateur, visée et intentionnalité, foyer affranchi de toute détermination à partir duquel se constitue la dotation et l’assignation des significations qu’une anthropologie non hégémonique se doit de remettre en question. Ce qui est en crise aujourd'hui est à la fois le logicisme sans sujet du structuralisme et le sujet logique durkheimien non troublé d'affectivité, impassible et immuable, le sujet européencentré blanc, masculin, hétérosexuel, compact, constant, cohérent, transparent, adéquat à lui-même. Ce sujet de l'universalisme à la française n'a rien d'anthropologique car il est androcentré, géocentré et même chromatocentré. Cet universalisme par capitalisation de signes (homme – blanc – hétérosexuel – jamais malade – toujours jeune et toujours en forme – propriétaire ou copropriétaire de tous les biens et de toutes les valeurs) est une forme de communautarisme déguisé. C'est un universalisme abstrait, anhistorique et métaculturel qui a de la difficulté à prendre en considération les situations de vulnérabilité créées par la logique économiste de la globalisation. Pour dire les choses autrement, la notion égologique du sujet individuel tel qu'il s'est construit de manière historique, philosophique, sociologique et anthropologique en Europe n'est pas transférable telle quelle dans d'autres sociétés et à d'autres époques. Elle peut même constituer un obstacle dans la connaissance (qui commence avec la reconnaissance) de ce qui se joue aujourd'hui dans toutes les sociétés : non seulement des rapports socio-économiques de classe, mais des rapports de couleur, de genre, de génération, des rapports aux situations de handicap sans oublier la manière dont on traite les animaux. L’horizon de connaissance et d’action ne peut plus être celui de l’humanisme européen. Il ne peut plus être égologique et monologique. Il appelle la déliaison de la subjectivité (laquelle n’est pas intériorité et encore moins irrationalité mais condition de la précision) par rapport à la philosophe européenne. Le sujet n’est nullement abandonné mais requalifié en termes de processus (hétérogènes) de subjectivation. Il se trouve déplacé dans l’expérience du terrain et le travail de l’écriture ainsi que des sons et des images. Dans le trouble et la turbulence sont aujourd'hui en train de s’inventer dans les périphéries de la culture et dans les cultures diasporiques de nouvelles formes de subjectivité pouvant être qualifiées d’hybride, de métisse, de mutante. Aussi notre vocation est-elle d’accompagner et pourquoi pas de contribuer à créer des possibilités de devenir différents de ce que nous sommes. Dans cette perspective, qui est celle d’une anthropologie politique du sujet (et non de l’objet), ce qu’Alexandre Kojève a qualifié le « sujet de la science » conçu de manière vectorielle et unidirectionnel appelle à être problématisé car ce dernier ne peut être transparent et unifié. Il se trouve dans les sociétés contemporaines en permanence divisé, ce qui est source de toutes les multiplicités. Les notions d’assujettissement et de désassujettissement (c'est-à-dire de resubjectivation), peuvent être alors utilisées comme des notions exploratoires afin de poser cette question : comment ceux qui ont été considérés comme objets (du savoir) peuvent (re)devenir sujet (de la connaissance), acteurs (et non seulement agents)



2010 ◽  
Vol 65 (6) ◽  
pp. 1429-1439
Author(s):  
Jean-Louis Fabiani

Une des caractéristiques les plus remarquables de la sociologie en tant que discipline réside dans le fait qu’elle n’a jamais cessé d’être refondée depuis ses multiples, et souvent incertaines, fondations. On pourrait dire que son style épistémologique dominant est celui d’une science toujours déjà là et encore à venir, partagée entre d’infinies potentialités cognitives et une situation effective dans le monde social marquée par la puissance des obstacles qui ne cessent de surgir sur le périlleux chemin de la scientificité. L’idée qui prévaut est celle d’une science jeune, même si ses premières mises en forme ont maintenant un siècle et demi. Jean-Claude Passeron a parfaitement analysé une telle disposition dans Le raisonnement sociologique et il est inutile d’y revenir en détail. L’anxiété épistémologique constitutive d’un savoir dévolu aux formes de sociation (Vergesellschaftung), dont on s’efforce de repérer les régularités et les automatismes tout en faisant droit aux émergences et aux disruptions, a suscité un espace permanent de discussion autour des principes fondateurs, de la définition de l’objet et des protocoles d’observation et d’analyse jusqu’aux modèles plus ou moins explicites de l’action qui permettent de rendre compte des motifs des agents et des institutions ou bien qui s’affranchissent de tout recours à la motivation au profit d’une mécanique sociale. Très souvent, le débat tend à devenir scholastique, au sens que Pierre Bourdieu donnait à ce terme, particulièrement dans ses Méditations pascaliennes. On peut voir les choses de deux façons: la première consiste à considérer que la surchauffe épistémologique ainsi produite est un impédiment pour la recherche empirique à base monographique et qu’elle n’est qu’un cruel indicateur de la minceur des enjeux de la sociologie universitaire. La seconde consiste à reconnaître dans cette négociation indéfinie le site propre des sciences sociales, comme le montrent les débats récurrents sur les pouvoirs explicatifs réflexifs de la structure et de l’agencéité, particulièrement dans la sociologie de langue anglaise. On doit ainsi constater que la pluralité théorique est inhérente à la sociologie. Il est frappant que la discipline se soit régulièrement trouvée de nouveaux pères fondateurs. On pourrait dire ironiquement qu’elle compte aujourd’hui plus de fils fondateurs que de pères fondateurs, instituant une sorte de démocratie séminale où tout le monde a sa chance. Proposer son paradigme semble être une épreuve dans le cursus honorum du sociologue, pourvu qu’il ait un peu d’ambition et qu’il fasse montre de bonnes dispositions lexicographiques. Un sociologue produit d’abord un vocabulaire destiné à signifier le niveau de sa créativité conceptuelle. Pas de grande carrière sans lexique indexé sur un nom propre: middle range theory et obliteration by incorporation pour Robert Merton, habitus-champ-capital pour P. Bourdieu, justification-cité-grandeur pour Luc Boltanski et Laurent Thévenot, objets chevelus et non chevelus et acteur-réseau – au sein d’un dictionnaire et d’un arsenal métaphorique proprement stupéfiant – pour Bruno Latour. Il est remarquable que ces lexiques coexistent sans produire aucun effet de babélisme: tous les protagonistes continuent de se comprendre parfaitement, même s’ils parlent des langages ostensiblement antagonistes. Il serait sous ce rapport fécond de mener une enquête sur les profondes mutations subies par le lexique weberien de la légitimité dont P. Bourdieu a intensifié et universalisé l’usage: les vocabulaires de la justification et de l’artification en constituent des transpositions assez fidèles dans des cadres de référence épistémologiquement hétérogènes. Le livre de Cyril Lemieux, Le devoir et la grâce, pourrait être lu comme un exemple supplémentaire de cette volonté de produire un lexique nouveau. Il pourrait avoir pour sous-titre: Projet d’une sociologie grammaticale. Ce ne serait pourtant pas rendre justice à un travail extrêmement stimulant qui ne se réduit jamais à la proposition d’un nouveau vocabulaire des sciences sociales, mais qui prend au sérieux la nécessité de construire un espace commun qui transcende les démarcations institutionnelles et les paradigmes locaux.



Tangence ◽  
2012 ◽  
pp. 79-97
Author(s):  
Manon Auger
Keyword(s):  
De Se ◽  

Malgré l’immense intérêt qu’il suscite, particulièrement depuis le début des années 1980, le journal intime, même s’il présente à l’occasion un caractère littéraire, continue de s’inscrire hors du champ de la littérature proprement dite. Or, ce jugement discriminatoire à l’égard du genre diaristique n’est pas que l’apanage de la critique, mais aussi celui d’un certain nombre d’écrivains qui s’adonnent à cette pratique et en assurent de surcroît la publication. C’est même cette position « anti-littéraire » du genre diaristique qui, semble-t-il, en constitue la principale puissance d’attraction. En effet, cette écriture « libre », qui se déploie dans un genre apparemment sans code, semble offrir la possibilité à certains écrivains de se positionner « contre » la littérature, en portant un regard extérieur et diffracté sur elle. Dans cet article, il s’agira donc d’examiner la charge critique (à la fois éthique et esthétique) que revêtent trois journaux d’écrivains québécois contemporains dont la démarche semble viser tout autant une dénonciation des normes qui président à l’ordre des discours qu’une tentative de légitimation de leur parole à travers la « formation » du genre diaristique, ce dernier devenant, paradoxalement, garant de leur statut d’écrivain.



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