MOARA – Revista Eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Letras ISSN 0104-0944
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Published By Universidade Federal Do Para

0104-0944
Updated Saturday, 14 August 2021

Author(s):  
Francesc Queixalós ◽  
Marília De Nazaré de Oliveira Ferreira ◽  
Antonia Alves Pereira

Homenagem a Lucy Seki


Author(s):  
Antônia Alves Pereira

Este artigo apresenta resultados referentes à análise do sistema de marcação de caso em Asurini do Xingu, mostrando a sua importância na identificação de sintagmas nominais que desempenham as funções sintáticas sujeito e objeto no nível intraclausal. Na língua há duas classes de verbo: uma ativa e outra inativa. Essa divisão provoca uma cisão no sistema de caso da língua. Na estrutura ativa, existe um sistema nominativo-acusativo. Nesse sistema, prefixos da série I levam à identificação tanto de A quanto de S; já na estrutura inativa, surge o sistema cindido, Split-S. Nesse sistema, Sa e A são codificados da mesma forma, diferentemente de So e O, que são codificados por pronomes pessoais. Mostra também que apenas a marcação de caso não seria suficiente para a identificação de sujeito e objeto em todos os contextos linguísticos, sendo necessário o uso de outros mecanismos, como ordem, referência cruzada e hierarquia de pessoa.


Author(s):  
Maiune De Oliveira Silva ◽  
Pauler Castorino ◽  
Vanessa Regina Duarte Xavier

As criações lexicais são recorrentes na língua geral e/ou especializada, porque essas inovações linguísticas, compreendidas como neologismos, denominam a quilo que é tido como novidade na realidade dos sujeitos. Neste viés, acreditamos que, na contemporaneidade, essa renovação lexical é disseminada sobretudo por intermédio das redes sociais (GONÇALVES, 2019). Por esse prisma, nesse estudo temos como objetivo investigar os processos neológicos mais frequentes em nomes de festas universitárias divulgados na rede social Facebook. Para isso, utilizaremos como pressupostos teóricos os estudos de Alves (2007), Correia e Almeida (2012), Guilbert (1975), entre outros que versam sobre a temática que ora abordamos. A metodologia tem cunho quanti-qualitativo, posto que coletamos os neologismos manualmente na rede social supramencionada e realizamos o cotejo deles em dicionários gerais de língua, com vistas a conferir seus status neológicos. Nossos resultados apontam que os neologismos formais, em sua maioria composições sintagmáticas e cruzamentos vocabulares, foram os mais recorrentes.


Author(s):  
Antônia Alves Pereira ◽  
Marília de Nazaré De Oliveira Ferreira ◽  
Francesc Queixalós

Author(s):  
Murilo Da Silva Barros ◽  
Flávia De Castro Alves

O artigo apresenta uma pesquisa realizada com traços semânticos de verbos intransitivos e descritivos da língua Canela (Timbira, Jê, Macro-Jê). Essa pesquisa guiou-se pelos conjuntos de traços semânticos postulados por Mithun (1991, 2008). A pesquisa apresentada teve como principal objetivo discutir a possível relação entre traços semânticos e a intransitividade cindida na língua. Para isso, separamos as etapas de pesquisa da seguinte maneira: primeiro, uma breve discussão sobre o alinhamento de intransitividade cindida; depois, uma sistematização das propriedades verbais da classe de descritivos no Canela; e, por último, a análise dos resultados alcançados com a separação de verbos por traços semânticos na língua. Por fim, evidenciamos que a codificação de argumentos de verbos monovalentes na língua opera de acordo com a presença/ausência dos seguintes traços: [performance/efeito/instigação] e [controle].


Author(s):  
Cristina Martins Fargetti ◽  
Carmen Lúcia Reis Rodrigues

Neste trabalho, procuramos refletir sobre as vogais das duas línguas da família juruna, tronco tupí, ainda faladas, em graus distintos de vitalidade: língua juruna (Parque Indígena do Xingu, MT) e língua xipaya (Altamira, PA), que, a despeito do número populacional, apresentam situação de uso oposta, embora em mudança, como será mencionado. Em trabalhos anteriores, mostramos tais sistemas fonológicos vocálicos, embora de maneira separada. Aqui, a partir de lista de cognatos, comparamos os sistemas, abordando processos fonológicos observados. Uma comparação com outras línguas tupi é apontada, dialogando com trabalhos histórico-comparativos de outros autores e contribuindo com os estudos na área. Assim, colaboramos com a homenagem prestada pelo número da revista Moara à Professora Lucy Seki, mestra de muitos e grande incentivadora de nossos estudos.


Author(s):  
Marina Maria Silva Magalhães

Levando-se em consideração o conceito de elaboração e compressão (Lehmann, 1989) como representando dois polos de um continuun de integração entre orações, analiso neste estudo as alterações observadas em orações subordinadas adverbiais do Guajá, conhecidas tradicionalmente pelo termo “gerúndio” (Anchieta ([1595] 1990), Rodrigues (1953), Leite (1978) e Seki (2000)), quando comparadas a outras línguas da família Tupi-Guarani. Para isso, descrevo a relação desta construção com o surgimento de Construções Verbais Seriais (SVCs) em Guarani-Paraguaio (Velázquez-Castillo, 2004) e Emerillón (Rose, 2009) e a gramaticalização de verbos em partículas posicionais e direcionais em Guajá (Magalhães, 2019). Adicionalmente, apresento a hipótese sobre a existência de um tipo de SVC assimétrica no Guajá, restrita a apenas 4 verbos na posição V2, que seriam o que restou de uma estrutura de predicado complexo na língua que está desaparecendo devido ao processo de gramaticalização de verbos em partículas, representando um outro tipo de compressão atestado na língua.


Author(s):  
Ricardo Campos Castro ◽  
Quesler Fagundes Camargos

O objetivo deste artigo é discutir a nominalização na língua Tenetehára (família linguística Tupí-Guaraní), a partir de dados elicitados durante trabalhos de campo realizados no período de 2009 a 2019, principalmente na Terra Indígena Araribóia (Maranhão, Brasil). Em termos descritivos, as nominalizações subdividem-se em cinco tipos. O primeiro tipo, que se refere ao sufixo {-haw}, é utilizado para a nominalização de resultado (instrumento, produto, lugar e qualidade) e de evento de verbos intransitivos e transitivos. O segundo tipo, que corresponde à ocorrência do morfema {-ma’e} com verbos intransitivos, produz nominalização de participante, que constitui o sujeito do verbo. O terceiro tipo se utiliza do morfema {-har} para gerar nominalização de participante que corresponde ao sujeito dos verbos transitivos. O quarto e o quinto tipos empregam os morfemas {emi-} e {-pyr} para derivar nomes a partir de verbos transitivos e realizar a nominalização que corresponde ao objeto do verbo. Entre os tipos formais, todas as nominalizações se comportam como os demais sintagmas nominais, podendo também desencadear morfologia nominal e desempenhar diferentes funções sintáticas, tais como: sujeito, objeto e adjunto.


Author(s):  
Ana Vilacy Galucio ◽  
Antonia Fernanda Nogueira

A interrelação entre identificação de relações gramaticais, alinhamento morfossintático e rastreamento de referências é um campo de estudo ainda pouco investigado para línguas amazônicas. Os principais sistemas de identificação da relação entre sintagmas nominais argumentos e predicados são a ordem de constituintes, o caso nominal e a concordância verbal. Dentre esses sistemas, as línguas Tupi utilizam, em geral, uma combinação de ordem de constituintes e concordância/indexação verbal. Este estudo envolve línguas do ramo Tupari (Tupi), caracterizado por um sistema de alinhamento híbrido nominativo-absolutivo. Analisaremos dados das línguas Sakurabiat e Wayoro, aplicando a perspectiva tipológico-funcional (HASPELMATH, 2011; SHOPEN, 2007) para avançar na descrição do(s) sistema(s) de alinhamento, com foco especial na análise do rastreamento de referência na estrutura informacional. A análise de relações anafóricas e de controle entre cláusulas principais e subordinadas indica que os argumentos S/A funcionam como pivôs para o controle e identificação de referência.


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