scholarly journals Le prince de la jeunesse : Roland Barthes, cet écrivain mineur1

2010 ◽  
Vol 46 (3) ◽  
pp. 145-157
Author(s):  
Sophie Létourneau

Dans la tradition humorale, l’enfant est porté vers la mélancolie parce qu’influençable. Comme il croît, il se meut, il s’émeut. La mélancolie de l’enfant se nomme néoténie : elle est causée par la « prématuration spécifique de la naissance chez l’homme », comme le rappelle Jacques Lacan. Mélancolique en raison du jeu de sa forme, l’enfant est ouvert au temps : il est la figure instable de ce qu’on devine être plus tard le même et autrement. On ne s’intéressera donc pas à l’enfant en tant qu’il serait l’objet d’une nostalgie du temps passé, mais plutôt à l’enfant comme à la Mélancolie même, son emblème, sa figure et son mouvement. On appellera « enfant » quelque chose comme le manque à être. Ce sera aussi, l’enfant, une figure en formation, le mouvement vers l’accomplissement. Ce pourrait être la figura d’Auerbach, la promesse d’une incarnation — image, photographie ou roman. Ce sera, ici, l’enfant présenté dans les photographies et les récits du Roland Barthes par Roland Barthes. Reléguée aux limbes de l’oeuvre, cette figure semble avoir échappé au regard critique. Bien qu’il soit mineur, l’enfant a pourtant portée théorique. On voudra, dans le présent article, se pencher sur l’enfant et sa mélancolie, sur le désir d’être formé, sur l’exigence de la copie et sur la photographie.


2016 ◽  
Vol 1 (9) ◽  
pp. 5-18
Author(s):  
Adeline Geneviève Caute

« Quand on est une femme et qu'on est sainement égoiste, on est féministe » (Bretécher) Incontournable de la bande dessinée française des années 1970 à nos jours, Claire Bretécher a signé plus de trente-cinq albums. Dans ses publications, l’auteure s’est beaucoup intéressée au féminin, c’est-à-dire à l’être femme, ainsi qu’à la féminité, c’est-à-dire à la manière dont la culture enseigne aux filles à devenir et à être des femmes. C’est, entre autres, à ce titre que Roland Barthes la qualifie de « meilleur sociologue français (sic) » en 1976. Observatrice de son époque, par l’étude de la langue et de l’évolution des mœurs, Bretécher fait œuvre de témoin critique de ses contemporains depuis ses débuts au sein de l’équipe du journal Pilote en 1969. Si, à ses débuts, et notamment avec la série Cellulite, Bretécher créait des héroïnes plus tranchées, aux intérêts parfois conventionnels, chez qui s’exprimait un désir de féminité aussi intense que grotesque, depuis la fin des années 1990 et surtout depuis les années 2000, ses personnages féminins sont de plus en plus forts, actifs et variés, qu’ils s’agissent d’adolescentes ou d’arrière-grands-mères, de femmes blanches ou de personnages de couleur, de femmes de ménage ou de femmes d’affaires. C’est ce qu’elle donne à voir tout particulièrement dans les derniers tomes de la série Agrippine. Dans le présent article, j’étudie les divers visages du féminin dans l’œuvre absolument originale et unique de Claire Bretécher dans ses œuvres récentes, en m’intéressant à la représentation de la diversité, à l’aune de la théorie féministe. 



2014 ◽  
Vol 10 (1) ◽  
Author(s):  
Estevan Ketzer
Keyword(s):  

O ensaio cria uma narrativa entre o teórico da literatura Roland Barthes e o psicanalista Jacques Lacan em um encontro ficcional na praça Saint Michel, em Paris, primavera de 1974. São introduzidos os problemas teóricos da escola estruturalista para em seguida se chegar ao maio de 1968 e o lugar dos intelectuais na cultura francesa, formando assim uma atitude política que está internamente associada à construção de uma revolução afetiva. Durante a conversa os dois intelectuais começam explanações livres sobre suas influências e no que suas teorias articulam conhecimentos advindos da psicanálise, do marxismo e da teoria literária recriadas em seus tempos. A política se aproxima como um objeto estranho que aos poucos ganha uma cumplicidade na vida dos autores.



Author(s):  
Filipe Manzoni

Nosso trabalho se propõe a uma análise de duas figurações para a relação entre visualidade e trauma na produção poética de Adriano Espínola, observadas a partir de uma analogia com a fotografia. A poesia de Adriano se pautaria, em um primeiro contexto, por uma tentativa de redimir uma experiência urbana anestesiada pelo excesso de estímulos visuais (isto é, buscaria gerar imagens “mais genuínas” da cidade). Em contrapartida, em seus últimos volumes a produção do poeta se voltaria para um conceito de trauma que aponta para (mas também que esbarra em) um limite intransponível para a simbolização, jogando, portanto, com a própria irrepresentabilidade das imagens. Essa dupla articulação nos levará, assim, a um percurso teórico que, partindo de um contexto benjaminiano-baudelairiano do trauma, se direcionará para alguns conceitos de estudiosos como Giorgio Agamben, Jacques Lacan e Roland Barthes, na medida em que a questão central se desloca da produção de imagens para a sinalização de um limite para estas.



2012 ◽  
Vol 31 (1-2) ◽  
pp. 95-115
Author(s):  
João Gonçalves Vilela Leandro

Os conceitos de “trapaça da linguagem” e o de “véu” presentes, respectivamente, na Aula de Roland Barthes e no ensino de Jacques Lacan, parecem-nos fornecer elementos para melhor compreensão da modernidade do gênero ensaio como uma forma de escritura que joga com o leitor, valendo-se, fundamentalmente, de uma suposta experiência vivida pelo narrador que se anuncia em uma primeira pessoa - je. Nesse sentido, procuro nesse artigo, a partir de momentos esparsos da escritura de Marcel Proust, observar como ela se enleia ao gênero ensaístico a partir de um jogo enunciativo de um je que se serve de uma suposta experiência a fim de convencer seu leitor, mas que se alicerça na própria ficção.



Novos Olhares ◽  
2018 ◽  
Vol 7 (2) ◽  
pp. 7-14
Author(s):  
Maria Cristina Castilho Costa

Este artigo estuda aspectos psicossociais da cultura em importantes momentos da existência humana, como a morte e o desenvolvimento da subjetividade e individuação, enfocando os sentimentos, emoções e conflitos que cada uma dessas etapas faz emergir. Nesse contexto, aborda como mitos, ritos, símbolos e linguagens possibilitam elaborar esses processos de um ponto de vista individual e coletivo, permitindo a superação dos conflitos e ambivalências que os acompanham. Nesse processo, meios e linguagens, bem como a construção da memória, se tornam especialmente importantes. Autores como Jacques Lacan, Sigmund Freud e Roland Barthes, entre outros, dão suporte teórico às análises. O mito de Antígona, transcrito na obra de Sófocles, ajuda a desenvolver o tema.



Author(s):  
Derick Davidson Santos Teixeira

O presente trabalho pretente investigar as marcas da desrazão na escrita da poeta Sylvia Plath, em especial, em seu livro Ariel. Veremos não a suposta loucura da escritora, mas uma loucura da própria escrita. Para analisar o projeto poético da autora, partiremos de algumas propostas teóricas de Roland Barthes acerca do desejo insensato da literatura, cotejando-as com propostas teóricas de Michel Foucault, dos filósofos Giorgio Agamben e Gilles Deleuze e do psicanalista Jacques Lacan. Veremos quais são os loucos procedimentos poéticos utilizados pela poeta, no seu esforço para dizer o impossível. Será possível ver como a poeta tensiona ao máximo a linguagem e revela um grão de loucura no centro do texto. Neste ponto, a insensatez da poesia ameaça vencer o juízo da língua, a escrita enlouquece e murmura, enquanto se afasta do utilitarismo comunicacional e se livra dos comuns princípios linguísticos.



Em Tese ◽  
2018 ◽  
Vol 23 (1) ◽  
pp. 30
Author(s):  
João Alves Rocha Neto

O presente ensaio pretende, a partir do verso emblemático de Mallarmé – un coup de dés jamais n’abolira le hasard –, refletir sobre a função de resistência  que a palavra poética assume por afirmar a diferença em um mundo cada vez mais preocupado na afirmação da semelhança, o que muitas vezes leva à aniquilação do outro. Para isso, este trabalho passeia pela obra de alguns poetas, escritores e pensadores, como: Mallarmé, Herberto Helder, Maria Gabriela Llansol, Silvina Rodrigues Lopes, Jacques Lacan, Roland Barthes, Derrida, Walter Benjamin e Maurice Blanchot.



2020 ◽  
Vol 11 (3) ◽  
pp. 196
Author(s):  
Bernardo Sollar Godoi

A pesquisa em psicanálise é um tema recorrentemente debatido e possui um já extenso histórico no contexto brasileiro. Este texto parte de uma discussão a respeito desse tema, mais especificamente, de uma discussão suscitada pelo texto Pesquisa de tipo teórico, de Luiz Alfredo Garcia-Roza, acerca da utilização do significante como modalidade própria de pesquisa psicanalítica. Para trabalhar tal questão, foram abordados os fundamentos do conceito de significante de Ferdinand de Saussure, bem como a sua passagem para a psicanálise, com o trabalho de Jacques Lacan. Com a elaboração da teoria do significante lacaniano, foi identificado que o significante não funciona como um conceito, mas como um método de abordagem, o que justifica compreendê-lo como uma lógica em detrimento de tratá-lo como um termo ordinário. Posteriormente, foram explorados o alcance e as implicações desse método de pesquisa, tendo como chaves de leitura importantes textos de Roland Barthes e Michel Foucault.



2017 ◽  
Vol 8 (1) ◽  
pp. 111
Author(s):  
Mehdi Aghamohammadi

Jacques Lacan is regarded as an influential French psychoanalyst in the 20th century. In the present article, first, a brief biography of this interpreter of Sigmund Freud is presented and then his key psychoanalytic theories, largely about the infant-mother-father relationship, are summarized. These data are finally analyzed mainly according to Lacan’s own ideas. In other words, this article is aimed at providing a Lacanian reading of Lacan. It reveals that his family in particular had a huge impact on his theories, which strongly reflect Lacan’s desire for his mother, specifically her marsupial space. The article is concluded by exploring a quatrain by the famous Persian poet Jalal ad-Din Mohammad Rumi in order to further substantiate the claim about Lacan’s desire for the space through theorization.



2019 ◽  
Vol 19 (1) ◽  
pp. 11-33
Author(s):  
Khalid Lyamlahy

Dans L'enfant de marbre, roman publié en 2007 et reprenant des motifs de ses écrits antérieurs, l'écrivain marocain Mohamed Leftah (1946-2008) explore le thème du deuil à travers le récit d'un narrateur qui cherche à reconstituer l'histoire de son enfant mort-né qu'il avait jadis abandonné. Partant d'une lecture attentive du texte, le présent article analyse la représentation du deuil périnatal en s'appuyant sur des références théoriques et d'autres expériences littéraires du deuil (Roland Barthes, Philippe Forest, Camille Laurens). La première partie de l'article éclaire l'ambivalence du deuil périnatal en révélant les aspects de la quête identitaire qui le sous-tend dans le roman de Leftah. La deuxième partie s'intéresse aux difficultés qui entravent cette quête ainsi qu'aux variations spatiotemporelles mises en oeuvre par l'auteur dans une tentative de résister au topos obsessif de la perte. Enfin, la troisième partie interroge la capacité de l'écriture, qu'elle soit mise en abyme ou portée par le pouvoir de la fiction, à élever une sépulture vivante qui répond à la fois à la perte de l'enfant et au désir d'écriture de soi.



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