CORAÇÕES PARA ALÉM DO BIOLÓGICO EM PROCESSOS DE QUESTIONAMENTO DO MUNDO
Os corações estão nas ruas, nas redes sociais, nos emojis, nos gifs, nos lambes, nos coletivos, nas produções artísticas, nos slogans de propagandas e em inúmeros lugares onde é possível acessar o afeto, enquanto forma de resistência, em tempos líquidos. Gostou de algo? Vai curtir? Lá está o coração. Na sociedade da pós-verdade parece que há muitas pessoas cuidando de externalizar o amor, a dor, os medos, as emoções em formato de corações. Corações para além do biológico, que comungam sentimentos públicos, onde para além dos relacionamentos pessoais, compartilham a solidão, a ansiedade, o desamor e as potências do afeto que estão no mundo. Por que um ícone tão antigo está presente com tanta intensidade nos dias atuais? Estamos, ao mesmo tempo em que nos distanciamos de pessoas no segundo de um clique, encontrando outras maneiras materiais e virtuais de expressar as emoções que nos atravessam e que nos fazem humanos? PALAVRAS-CHAVE: Coração; redes sociais; afetos. ABSTRACT Hearts are on the streets, in social networks, in emoji ideograms, in GIFs, in wheat-paste posters, in collectives, in artistic productions, in advertising slogans and in countless places where it is possible to access affection as a form of resistance in liquid times. Did you like something? Will like? There will be the heart. In post-truth society there are people caring to externalize heart-shaped the love, the pain, fears and emotions. Hearts beyond the biological that share public feelings, where in addition to personal relationships, share the loneliness, anxiety, lack of love and the powers of affection that are in the world. Why an old icon is present with such intensity nowadays? Are we, at the same time that distancing ourselves from people in the second of a click, finding other material and virtual ways of expressing the emotions that cross our lives and make us human? KEYWORDS: Heart; social networks; affections. RESUMEN Los corazones están en las calles, en las redes sociales, en el emoji e en GIFs, en los carteles, en el colectivo, en las producciones artísticas, las consignas de la publicidad y numerosos lugares en los que puede acceder el afecto como una forma de resistencia en tiempos netos. ¿Te ha gustado algo? Podrá disfrutar de? Ahí está el corazón. En la sociedad de la post-verdad parece que hay muchas personas que cuidan de exteriorizar el amor, el dolor, el miedo, las emociones en la forma de corazones. Corazones más allá de lo biológico, que comparten sentimientos públicos, que además de las relaciones personales, comparten la soledad, la ansiedad, la falta de amor y las potencias de afecto que están en el mundo. ¿Por qué un icono de edad está presente tan intensamente hoy? Somos, a la vez que nos alejamos de la gente en el segundo de un solo clic, la búsqueda de otros materiales y formas virtuales para expresar las emociones que se ejecutan a través de nosotros y nos hace humanos? PALABRAS CLAVE: Corazón; redes sociales; afectos.